Macacos sem galho

Exercício doméstico, o estado da nação

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Desde que adquiri algum equipamento extra cá para casa, que comecei a treinar com mais convicção de que tenho agora ao meu dispor o essencial para um treino razoavelmente completo.

Já não é a primeira vez que treino em casa, aliás, a última vez que estive num ginásio foi há seis anos atrás e a última vez que pratiquei kung fu foi no ano passado… num total de 4 aulas. Por várias razões, muitas a ver com a malfadada falta de tempo (que não é falta de tempo, é só falta de organização), treinar em casa é extremamente prático para mim.

Mas também é verdade que sem algum equipamento, o treino possível de fazer, embora ainda seja amplo e variado, não me satisfazia por aí além. Assim sendo, e se quiserem seguir algo nas linhas do que vou descrever a seguir, começo por informar que é preciso um kettlebell, uma barra com discos, uma bola de exercício (daquelas grandes de borracha) e uma barra de elevações.

Assim sendo, cá vai. Tento fazer cinco dias de exercício por semana, intercalando treino em casa com corrida na rua. Vou colocar links para vídeos nos exercícios, para o caso de haver dúvidas.

Segunda-feira

  • Overhead squats, só com barra(1) – 10, 10, 10, 12, 12 reps
  • Peso morto, 83 kg (peso total), 5, 5, 6, 5, 5 reps
  • Crunch em bola de exercício, com 5 kg em cada mão – 30, 30, 30 reps
  • Fundos entre muros(2) – 8, 8, 8, 8, 8 reps

(1) Não coloco peso neste exercício porque não tenho segurança para o fazer, nem tenho como deixar cair a barra caso as coisas corram mal

(2) A escada para o meu sótão é ladeada por muros, para ninguém cair no vão, ponho uma mão em cada muro e fico suspenso sobre o vão da escada e faço os fundos aí. Nesta posição, trabalho especialmente o peito. São mais difíceis de fazer do que em paralelas, por causa da amplitude

Terça-feira

  • Mínimo de 30 minutos de corrida. Uma boa distância como objectivo são 5 km.

Quarta-feira

  • Elevações na barra (mãos pronadas, strict) – 8, 7, 5, 3, 4 reps
  • Goblet squats com kettlebell de 20 kg – 15, 15, 15, 12, 12 reps
  • Flexões de joelhos pendurado na barra – 10, 10, 10, 10, 10 reps

Quinta-feira

  • Nova corrida. 30 a 60 minutos, 5 a 10 km, ou mais.

Sexta-feira

  • Kettlebell swings, com 20 kg – 25, 25, 15, 10 reps
  • Elevações na barra (mãos supinadas, strict) – 8, 4, 4 reps
  • Fundos num banco – 20, 20, 20 reps
  • Elevação de pernas pendurado da barra – 10, 10, 10, 10, 10 reps
  • Vácuo – 10 reps de 12 segundos.

Os valores de repetições são os que usei da última vez que treinei. Uns estão onde quero, outros estão muito mauzinhos. Outros são dificultados pelo exercício anterior, por exemplo, se fizer elevações com as mãos supinadas sem swings antes, consigo fazer números bem mais simpáticos, mas fazendo os swings com 20 kg primeiro, os meus antebraços já não estão com paciência para me segurar na barra.

Tenho como objectivos, para cada exercício, o seguinte (link para vídeo em cada exercício):

Espero que isto seja útil a alguém e, como é evidente, não façam nada que não sintam segurança em fazer e não se magoem. Agradeço comentários e sugestões. Go move.

Tags

. . .

Comentários 6

O iPhone barato que nunca existiu

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Já não escrevo nada há umas semanas e agora estou enjoado, portanto vou escrever. Estou enjoado porque vejo as pessoas por aí a falar do iPhone barato que não é barato, ou que para ser barato é preciso contrato e fico um bocado preocupado que mesmo algumas pessoas que considero informadas e capazes de pensar por si próprias estejam a ir atrás daquilo que não passou, efectivamente, de um rumor dos media.

Os analistas decidiram que a Apple tinha que lançar um iPhone barato para vender mais telefones. Telefones que depois as pessoas não activam na rede. Para isso, há Android, que detém 80% do mercado de smartphones e que ainda assim consegue ter menos tráfego web do que o iOS que tem cerca de 13%. Porquê? Porque se atira uma pedra e acerta-se num Android chinês qualquer de operadora sem dados activos, provavelmente oferecido a um velhote que foi a uma loja da Vodafone queixar-se que o Alcatel dele tinha avariado.

A Apple quer utilizadores com dados activos, envolvidos com todo o seu ecosistema e não simplesmente vendas de telefones. A Samsung e muitos outros fabricantes de smartphones não querem saber de dados activos, porque não têm um ecosistema online de loja de apps, loja de música, etc, limitam-se a fabricar e vender telefones e é isso que lhes interessa. Por isso é que alguns equipamentos Samsung têm specs do caraças: é suposto atraírem o consumidor que aprecia este tipo de detalhe.

Um não é melhor nem o outro pior, são diferentes.

A Apple sempre apostou na ideia do ecosistema completo: hardware e software, não é surpresa nenhuma que mantenham essa estratégia e estranho seria se começassem a vender iPhones desbloqueados a 50 euros. Se há alguém que podia estar a seguir a mesma estratégia, seria o Google, impulsionador do Android e que produz, na minha opinião, os melhores equipamentos a correr este sistema, que eu já usei.

Mas pronto, como toda a gente andava doida por ter um iPhone low cost, eu dou uma ajudinha, não é bem, mas é quase!

iphone_lacoste

Tags

. . . . .

Comentários 5

Quarenta

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

pedro_40

Este pobre blog anda tão desactualizado que já passou mais de um mês desde que fiz quarenta anos e nem uma palavra.

É indecente. São 14 anos de blog , apenas menos um que de casamento, que são 15, que celebrámos no dia 4 de Julho. Este blog tem mais 11 anos que a minha filha, que completou 3, no passado dia 14.

E eu, eu já tenho 40.

O Pedro tem quarenta anos. Será que é significativo, digno de especial nota? Não o assinalei por aí além. Tirei férias, como há mais de dez anos faço questão de fazer e estive em casa com a minha família.

Não fiz uma festa de arromba, não optei, como vejo alguma malta da minha idade fazer, por dizer “ah, isto não é importante, são só 40 anos, mas apenas por mero acaso, vou convidar 200 pessoas que não vejo há 20 anos para uma festa monumental”. Simplesmente, um dia deitei-me com 39 anos e 364 dias e no dia seguinte acordei com 40 anos e uns minutos.

Ter mais anos apenas faz diferença por se ter passado por mais anos. Um ano faz pouca diferença, cinco já fazem mais alguma, dez já começam a fazer bastante. Começamos a perceber as manhas, a conhecer as manias, a antecipar reacções. E depois, com alguma sorte, tornamo-nos nós transparentes para nós próprios.

Este último ano serviu-me para muita coisa e não foi nada fácil. Passei por uns meses verdadeiramente complicados e praticamente ninguém percebeu o que se passou, nem porque se passou. Como muitas vezes ao longo da vida, comecei a conseguir compor as coisas na minha cabeça, escrevendo.

E é por isso que estou a escrever este post, porque é que o que faço e sempre tenho feito. E é por isso que o meu pai sempre me disse para ir para letras – e eu fui para artes. Palerma.

Por acaso aconteceram coisas no ano em que fiz 40. Podiam ter acontecido em qualquer outro ano. Ou se calhar não podiam, talvez nos seja de tal maneira incutida esta ideia da crise de meia idade, que mesmo antes de batermos na água, já estamos de olhos fechados. Aí vem. E depois, se não vem, arranjamos o que venha. Se a chapada não bate, vamos lá com a cara.

E depois aprendem-se coisas. Se não formos teimosos e estivermos dispostos a ser honestos connosco próprios, algumas peças encaixam perfeitamente no sítio e as que sobram já não nos assustam assim tanto.

Da próxima vez que o puzzle se desmanchar, é só uma questão de respirar fundo e encaixar as peças grandes primeiro. O resto vai com calma.

Isto tem alguma coisa a ver com a idade? Tem.  Não tem que ser 40, pode ser 38, ou 42, talvez para algumas pessoas apenas 50, para outras possivelmente logo aos 29, quem sabe. Mas, geralmente, é preciso tempo e o tempo arrasta a idade.

Todas as vidas são diferentes, mas independentemente de como as vivemos e a que velocidade chegamos a certas conclusões, viver 40 anos é sempre um marco mental; é-o para nós e para os outros, numa sociedade em que separamos as pessoas por idade, por género, por etnia, é um marco e como tal, assinalo-o, lamentando se vos deixei um post que praticamente ninguém vai entender, mas que tem a ver comigo e com livros, com chuva e com um homem de 40 anos que aos bocadinhos vai aprendendo, finalmente, que as corujas não são o que parecem.

Tags

. . .

Comentários 2

Augúrios

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Esta noite sonhei que estava num enorme pavilhão desportivo, a abarrotar de pessoas. Para representar Portugal, fui chamado ao centro do dito, onde se deslocou também Angela Merkel.

A Chanceler alemã colocou-se dentro de uma cerca, de onde seria juíza da minha prova. Eu, ia preparado para fazer umas flexões em representação do meu país.

Quando me aproximei, fui surpreendido, a Angela não me mandou fazer o que tinha treinado e era esperado que tivesse que fazer, em vez disso, para espanto geral da audiência e meu pânico, exigiu-me “jumping jacks on the floor”. Eu estava confuso, ela também; eu olhava em redor, já a suar, ela consultava os outros juízes: ninguém sabia bem o que era o exercício e ela estava a ver se tinha o nome certo.

Finalmente, lá me explicou o que pretendia: de bruços, empranchado, devia fazer flexões, saltando, a cada uma, de mãos e pés e aterrando alternadamente com os ditos juntos e afastados, tipo “X”.

Um exercício dificílimo.

Enquanto o fazia, suando profusamente e sentindo os braços desfazer-se, Merkel soltava gargalhadas maléficas e exigia-me: “Mehr! Mehr! Mehr!” (O que, pelo menos o meu sonho, era alemão correcto).

Terminei, finalmente e fui rodeado de compatriotas com toalhas e água. Colapsei no chão sem saber o resultado da minha prestação… Teria sido suficiente para salvar o país?

Tags

. . . . .

Comentários 2

Ícones para iOS 7

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Quatro dos 22 ícones que desenhei

Quatro dos 22 ícones que desenhei

Depois de ter achado, como tanta gente, que alguém na Apple estava severamente embriagado quando desenhou os novos ícones para o iOS 7, decidi sentar-me ao computador e fazer mais do que só criticar. Desenhei ícones novos em alternativa aos apresentados.

Hoje sentei-me a escrever o post que explica tudo (conteúdo em inglês).

Tags

. . . . . .

Comentários 2

Temas

Categorias