Escritura feita

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Hoje era o dia marcado para a nossa escritura. Finalmente, depois de quatro meses da reserva feita e mais ainda desde que vimos a casa pela primeira vez, fomos assinar a papelada e ver uns cheques passarem de mãos.

Só tinha previsto três cenários de possível desastre: o vendedor desistir de repente, faltar qualquer coisa ou dar-se algum imprevisto que adiasse a escritura e tratarmos de tudo, mas ficarmos sem chave.

Felizmente os dois primeiros não se concretizaram.

Mas começo a achar verdadeiramente assustador como adivinho os problemas que vamos ter. Claro que não ficámos sem chave o que seria, sejamos honestos, idiota da nossa parte. Mas o vendedor não a tinha levado para nos entregar e estivemos à espera que a fosse buscar.

Fomos informados que ainda sobravam alguns livros e outros objectos na casa, pelo que a segunda cópia da chave ficará com o (agora) antigo proprietário, para terminar a mudança.

Como não nos vamos mudar imediatamente, não nos custou aceitar isto.

E a mim, sinceramente, não me custou mesmo nada ver que a casa está praticamente na mesma e que “alguns livros e objectos” são, na verdade, vários móveis, aparelhagens, cadeiras e sofás, camas desmontadas, colchões e até máquinas de lavar e um fogão.

Não me custou, porque, mais uma vez… já estava à espera.

A casa está no estado em que nós já sabíamos que estava – muito mau. Felizmente, agora que a vimos de alto abaixo, com calma, não demos com nenhum problema que não soubéssemos já existir, tirando, claro, os ninhos de vespas que, com o calor, apareceram no sótão.

Já mandei mail à Rentokil.

Mais uma vez, como já nos tínhamos apercebido pelas visitas já feitas à casa, as áreas não estão de acordo com a planta. Há divisões mais pequenas 40 cm de um lado, 30 cm do outro, mas em contrapartida, há outras maiores e o melhor é mesmo que o terraço é bastante maior do que aparece na planta. O saldo, então, entre áreas que afinal são mais pequenas e as que afinal são maiores é positivo.

Concluímos também mais algumas coisas que não tínhamos tido oportunidade de concluir em visitas anteriores por termos tido pouco tempo e, também, por ser Inverno: a zona é muito calma e raramente se ouve o barulho de um carro. A casa é bastante luminosa, apesar de não ser orientada Este-Oeste (mas Sudoeste-Noroeste), estivemos até bem meio da tarde lá e tínhamos luz abundante nas divisões principais. Apesar de já estar algum calor e de se tratar de um último andar, a casa estava fresca e corria uma corrente de ar simpática – em contrapartida, quando voltámos à nossa actual casa, o calor na sala estava insuportável (já mencionei que o ar condicionado da sala avariou quando o calor começou?).

Finalmente, ficou óbvio que assim que começar o Sol, vai ser possível trabalhar no bronze ali mesmo, no terraço, durante a tarde inteira.

Agora começa o contra-relógio para fazer as obras. Cada mês que passar sem as obras feitas é um mês em que estamos a pagar as duas casas, portanto quanto mais depressa dermos andamento à renovação, melhor. Vamos amanhã fazer os contratos básicos de serviços e depois quero começar a documentar fotograficamente todo o processo. Já tenho fotos de como estava a casa quando a fomos ver pela primeira vez, mas ainda não sei se as publico… de toda a forma, assim que tiver o set de Flickr pronto, partilho o link.

(PS: Aqui está o set.)

Espero que se divirtam tanto a acompanhar o projecto como nós, sem dúvida, nos vamos divertir.

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26 comentários a “Escritura feita”

  1. Dextro says:

    Espero que a partir de agora corra tudo sobre rodas e não descarrile nem um milimetro. :)

  2. Estes posts deixam um gajo entusiasmado para ver o que vem daí.

    Parabéns. Queremos fotos!

  3. Ana Nihil says:

    Como sempre torço por vocês, a ver se isto acelera para ficar concluído o mais depressa possível.

    epá, um vídeo beta..WOA!! old school…

    beijos para todos, ana

  4. Joao says:

    Só tenho a desejar-vos a maior das sortes com essa malta da empreitada. Obras são sempre um ovinho kinder – se não é a surpresa do estado da casa, é a surpresa do empreiteiro ou a surpresa das licenças que se perdem misteriosamente nos confins das câmaras municipais…

    Mas acima de tudo, venham de lá essas fotos!

  5. Eduardo Luis says:

    Fez ontem uma semana que fiz a minha escritura.
    Faz hoje uma semana que fui para a casa nova.
    As mudanças são um caos total. Apesar de ter contratado uma equipa para levas as coisas mais pesadas, é muita tralha e muito trabalho.

    É estranho o sentimento que se tem ao deixar a casa antiga e passar para a nova. Hoje ainda me faz uma certa confusão chegar à casa (nova) e parecer que não sei o que tenho de fazer, sentir que não é o “meu espaço” – e trabalho para arrumar é coisa que não falta.
    O tempo resolverá isto…

    Já agora Pedro, sabes que se vai deixar de pagar imposto de selo entretanto?!! Tive de pagar e não foi pouco…. queria ver se quando for formalizado esse despacho se se conseguiria reaver esse dinheiro por ser tão em cima das nossas escrituras…

    Já agora, boa sorte e boa estadia…

    • Parabéns, nesse caso. Esta já será nossa terceira mudança, mas a primeira vez que fazemos obras.

      Não sabia que se ia deixar de pagar imposto de selo… o nosso foram mil euros. Espero que seja de facto possível reaver o dinheiro mais tarde.

      • Edgar Durão says:

        É no inicio é complicado….
        Fas hoje precisamente sete meses que mudámos de casa…. e apesar de já estarmos habituados e sentirmos a casa completamente nossa, nos primeiros tempos…. é a confusão total!!!

        Andei cerca de um mês e meio com a sensação que estava nalgo estranho. Chegar á cozinha e querer algo e não saber onde está, e mentalmente associar á localização na casa antiga, e ver que não existia uma tabela de traduções para o layout da nova… foi giro!

        A meio da noite acordar e ir á casa de banho também era uma coisa interessante :)

        Mas pronto…. a mudança faz parte da nossa vida.

        Boa sorte para vocês Pedro, e para o Eduardo também (Eduardo infelizmente sei que as tuas coisas com o Meo/Sapo não estão fáceis mas é preço que se paga por se estar fora das cidades :) – a pacatez do “campo” têm dessas coisas!).

  6. jorge says:

    fotos fotos fotos…

    Boa sorte para a aventura que se inicia.

  7. vitor ribeiro says:

    Embora ainda não perceba o porquê, estou “fixado” na história desta tua aquisição/renovação e acompanho-a de certa forma entusiasmado …

    Boa sorte para as obras e que tudo corra bem e depressa …

  8. Miguel says:

    Parabens pedro, nos tambem entramos nessa aventura em fevereiro e pelo andar da coisa so tenho escritura la para junho, enfim a ver o que vai dar.
    De qualquer forma, parabens

  9. jorge says:

    Bem , belas fotos e antevejo muito trabalhinho para por isso habitável.

    Cheira-me que os antigos donos não vão tirar mais nada de lá, talvez me engane.

    Agora uma sugestão radical, mas que provávelmente era o que eu faria no vosso lugar… já pensaram em partir tudo menos as vigas (até porque não se pode) e fazerem uma nova disposição das assoalhadas ao vosso gosto? esse corredor e o hall são atrofiantes.

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