É natal, mês infernal

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Foi no passado dia 24 de Novembro que tudo começou. Já andava cansado de não ter férias desde meio de Agosto e estava mais ou menos à espera de um mês de Dezembro relativamente calmo até chegar aquela semana final em que ia ter uns diazinhos.

Foi nessa segunda feira que ouvi, pela primeira vez, o esquentador ventilado dos vizinhos de cima a empurrar gases queimados para nossa casa. Foi a primeira vez que o esquentador se apagou repetidamente durante o banho da Dee. Foi quando o mês infernal começou.

Na véspera de natal, quando nos sentarmos a jantar com a família, provavelmente bacalhau, fará um mês e praticamente nada está resolvido.

Uns dias antes de começar esta saga, tinha sido o Codebits e eu tinha passado a semana inteira sem pregar olho. Achava que estava cansado na altura, agora estou física e mentalmente falido.

Tapámos o buraco na parede da cozinha, o vizinho de cima abriu um na dele e não ficou convencido que o problema seja ali, é possível que a chaminé esteja obstruída no décimo andar. Entretanto “mete-se o natal e…”; pois… e…

Depois de jiga-jogas infernais com esquentadores, chaminés e maçonaria, estando já stressados q.b., veio a vizinha de baixo bater à porta porque tinha uma infiltração. A dita já vinha da aventura do anormal que nos montou a banheira, pelos vistos tão mal que estava a passar água não só para a vizinha do sétimo, como também para a do sexto.

Foi-se para o seguro, veio o perito e pediram-se orçamentos, todos tardaram, mas chegaram. Todos parecidos. A seguradora aceitou e já está a tratar do pagamento.

Entretanto, desde o dia 4 de Dezembro que não tomo um duche. São banhos de gato, ou chuveiradas tímidas, sentado no fundo da banheira, tentando que não caia água para a fenda que passa para os vizinhos de baixo.

Ando lavado, a higiene não é problema, mas nunca pensei que sentisse tanta falta de um bom duche quente. É que mesmo que pudesse chapinhar muita água na banheira, não posso usar água quente durante muito tempo, por causa do problema do esquentador.

No entretanto, a tomada que alimentava as nossas máquinas de lavar, ardeu e, embora a tenha substituído, algo não ficou bem, porque o circuito que dali saia para alimentar o ar condicionado da sala, deixou de funcionar.

Já teria visto o que se passa, não fosse termos armários construídos na parede, cobrindo a caixa de derivação do dito circuito.

Como temos o tal problema de gases na cozinha, a janela está sempre aberta.

Está um frio do caneco, a janela está sempre aberta, o ar condicionado na sala não tem alimentação e o nosso quadro eléctrico, que nunca estoira com nada, estoira quando ligamos o aquecimento a óleo na sala.

A minha mulher tem sido impecável com todos estes assuntos, já que é ela que está em casa, tirando alguns telefonemas para a gestão do condomínio e o senhorio do andar de cima que fiz eu, ela tem tratado de tudo.

Mas por muito que tenha tentado, não conseguiu ainda ter nada resolvido. É que… “mete-se o natal, e…”

Em Portugal, há pelo menos dois meses que mais valia caírem do calendário: Agosto, porque “metem-se as férias” e Dezembro, porque “mete-se o natal”. Não sei se em Junho não se meterão os santos populares e em Março ou Abril, a Páscoa… ou talvez seja sempre assim tão difícil ter reparações feitas em casa.

Não bastando tudo isto, deu-me uma coisinha má (termo técnico), nas costas, há uma semana atrás e estive uns dias quase sem me poder mexer. Agora já me mexo, mas acordo todo partido, diariamente e com uma dor de cabeça digna de Louis XVI.

O Tiago parece estar com tosse há seis meses (é menos, mas é o que parece), e dormir uma noite seguida cá em casa, tornou-se a excepção e não a regra.

No meio disto tudo, estou-me perfeitamente marimbando para o natal e já as fériazinhas de uma semana que vêm a seguir já me cheiram a esturro… sinceramente, apetece-me fugir. De preferência para um hotel de cinco estrelas no Tahiti.

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4 comentários a “É natal, mês infernal”

  1. pnf says:

    Chiça!!! Parece que a tua casa foi escolhida para fazer uma demonstração no terreno da famosa Lei de Murphy: “Se houver alguma coisa que pode correr mal, essa coisa ocorrerá de certeza absoluta”
    Bem, só me resta dizer (e esperar), Boas Festas.

  2. Bom Natal e merecidas férias! Isso tá mesmo complicado.. dizem que um mal nunca vem só, e mais uma vez está provado.

    Abraço

  3. bruna says:

    É preciso ter sorte

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