Macacos sem galho

Novos brinquedos

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Este fim de semana decidimos ir até ao Almada Forum para comprar um ou dois novos brinquedos ao Tiago. Achámos que estava na altura de dar mais um empurrão no desafio físico e intelectual do miúdo, muito porque os brinquedos que ele tem já não o estimulam muito nesses aspectos (embora ainda se divirta com eles, parte evidentemente importantíssima).

Infelizmente, não nos lembrávamos que estamos “no natal”, que começa cada vez mais cedo e que por isso, o trânsito estava impraticável. Foi difícil chegar ao Forum, estacionar e mesmo circular lá dentro, onde uma massa inacreditável de pessoas se arrastava com sacos pendurados de todos os apêndices.

Comprámos um daqueles laptops de brincar com várias actividades, músicas e jogos, indicado para 4 anos, que nos pareceu uma boa ideia para ele ter um computador dele e poder bater nas teclas à vontade e depois, com o passar dos meses, poder começar a compreender algumas das actividades e a brincar “mais a sério”.

Como mais tarde ou mais cedo, um dos muitos PCs que andam por aí em armazenagem, vai ser limpo, configurado e colocado à disposição do Tiago, começar com um “a fingir” é, parece-me, uma boa opção.

Como não podia deixar de ser, voltámos ainda com um puzzle de madeira, daqueles com formas de objectos para encaixar numa base e uma daquelas montnhas russas de arames coloridos com contas de madeira enfiadas e que o Tiago adora, porque tem um na creche e foi a primeira coisa que lhe chamou a atenção quando lá fomos com ele no primeiro dia.

Infelizmente, quando voltámos para casa e experimentámos o computador (da Oregon Scientific), apercebemo-nos imediatamente que os textos estavam todos gravados em Brasileiro.

No Domingo de manhã, bem cedinho, voltámos à Toys’r’us para trocar o aparelho.

Esta é uma daquelas situações em que não me podem vir com tangas de que é tudo português, porque uma criança que está a aprender a falar (e que ainda por cima é tímido em relação a isso), não tem benefício nenhum em ouvir a língua que está a tentar aprender falada com um sotaque que não lhe é familiar.

O brinquedo é para crianças mais velhas e aí talvez já não faça diferença, mas como o nosso objectivo era outro.. fomos à loja trocar. Felizmente, hoje em dia, ir à loja trocar é uma coisa fácil e portanto voltámos com um novo computador, desta feita do Ruca, personagem que o Tiago nem aprecia por aí além mas que nos garantia ser em Português de Portugal.

…claro que voltámos também com um fantástico ábaco (o Tiago adora o ábaco gigante do parque infantil de Almada), e placas de borracha para o chão do quarto super-coloridas com o alfabeto e os números de 1 a 9.

Ah e roupa.

O Tiago parece ter adorado todos os brinquedos, sentimento que expressa por grandes sorrisos  e brincadeira entusiasmada que culmina em pontapés destruidores.

Como é já habitual e estereotípico,  brinquedo favorito dele até agora é a caixa de cartão em que vinha a montanha russa.

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5 Responses to “Novos brinquedos”

  1. Hugo says:

    Bom dia.
    Gostaria só de deixar uma sugestão. Não a você mas sim ao agregador Prt.sc ao qual você está associado.
    Não é possível filtrar o que entra de cada blog no feed do agregador? É que muito sinceramente, e com todo o respeito, não me interessa muito que brinquedos comprou ao seu filho…
    Atenção, não estou a criticar o facto de escrever sobre isso no SEU blog, mas creio que este tipo de conteúdos não se adequa à temática do Prt.sc.
    Era uma questão de filtrar categorias, por exemplo.

    Bom, tá dito.

    Feilicidades.

  2. Caro Hugo, não creio que o pessoal do Prt.sc receba recados via comentários no meu blog. Parece-me que seria mais fácil manifestar a sua crítica na mailing list ou via e-mail (os contactos estão lá, no Prt.sc).

    É assim tão difícil não ler o que não lhe interessa?

    Sem desprimor para a ideia de filtrar conteúdos do Prt.sc, parece-me fácil saltar aquilo que não interessa.

  3. Hugo says:

    Não se trata de ser difícil de não ler o que não se quer. Trata-se de ter “lixo” num agregador que supostamente não deveria estar lá.

    Agradeço a sugestão para contactar o Prt.sc.

    Cumprimentos.

  4. Caro Hugo, agradeço a correcção e as aspas à volta de lixo, mas lixo é lixo com ou sem aspas.

    Creio que podíamos ficar aqui a tarde toda a discutir se o meu conteúdo é ou não lixo, de diferentes pontos de vista. A verdade é que fui convidado para ser agregado no Prt.sc e enquanto os seus organizadores assim o entenderem lá continuarei.

    Este post nem é o melhor exemplo, já que até se refere a tecnologia. Talvez não tenha filhos, não sei, mas certamente poderão haver pessoas que os têm e poderão estar interessados em saber, por exemplo, que os computadores infantis da Oregon Scientific vêm traduzidos em Português do Brasil.

    Mais uma vez, parece-me acertada a ideia de fornecer filtros, ou sub-listas, mas agradeço que não classifique aquilo que escrevo como lixo, com ou sem aspas.

    Obrigado.

  5. Susana says:

    Fizeram muito bem em ir trocar o computador e nem há desculpas para que numa loja portuguesa os brinquedos venham em brasileiro, espanhol, crioulo ou outra coisa qualquer. Tem de vir em português, de Portugal, até porque a idade das crianças indicada na caixa não é desculpa. Apesar de que só a partir dos 3 anos é que as crianças falam utilizando frases mais complexas, a aquisição da linguagem começa assim que o sistema cognitivo o permite (acredita-se que mesmo ainda no período gestacional). O facto de aos 3 anos (aproximadamente) já falarem “mais ou menos bem” não significa que a linguagem esteja plenamente adquirida (expressões como “eu não sabo” são prova disso) até porque o nosso conhecimento lexical está em expansão até ao final da nossa vida (obviamente com decréscimos na taxa de aquisição de palavras). Ao passo que no início do 1º ciclo a criança conhece cerca de 5 mil palavras, quando concluir os seus estudos no ensino superior já terá adquirido cerca de 20 mil.

    Dou por terminada esta seca que, contudo, me parece importante, na medida em que cada vez mais somos inundados por brinquedos com sons ou legendas noutra língua que não a nossa.

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