Macacos sem galho

Passagem de ano 2008/09

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de um natal para esquecer, chegou o último dia do ano. Não devo ser o único a dizer que a passagem de ano não tem grande significado, um ano ou uma semana, tanto faz… às vezes é de um dia para o outro que a nossa vida muda. Mas nada disso é muito importante se temos um motivo para juntar a família toda, comer, beber, mandar umas bocas e divertirmo-nos.

Na passagem de ano 2007/2008, o Tiago ainda era muito pequeno – estava com pouco mais de nove meses – e portanto, por volta das nove da noite fomos para casa, para o deitar e pronto.

Este ano, o Tiago esteve imparável! Comeu à mesa com toda a gente, com ajuda de umas almofadinhas para o levantar na cadeira; embora tenha praticamente apenas comido batatas fritas e arroz, ainda provou um bocado de frango e no fim fez-se ao leite de creme com farófias.

Embora o jantar tenha começado à hora em que ele normalmente está a ir para a cama, o gajo estava óptimo, desperto e bem disposto.

E assim ficou quando levámos a festa para a sala dos meus pais, onde estivemos a jogar Buzz na PS3 dos Bintxos enquanto o Tiago dava voltas, piruetas e saltos, sempre bem dispostíssimo, com a ocasional traulitada na cabeça, mas sem incidentes graves.

Este ano, para impulsionar o Metro do Sul do Tejo, a CM de Almada decidiu organizar a festa de passagem de ano em Cacilhas. E que excelente ideia! Bem que o podiam já ter feito há mais tempo.

Claro que, apesar de Cacilhas ser um centro de transportes da cidade e mesmo do concelho, com um terminal de autocarros, do metro, cais de cacilheiros e até uma praça de táxis, o pessoal decidiu vir de carro na mesma. Muitos, passaram o ano encravados no trânsito, como é evidente.

As pessoas na rua eram às centenas – nunca tinha visto tanta gente na avenida. E um dos batelões de onde foi lançado o fogo de artifício estava mesmo centradinho em frente à janela do sexto andar onde vivem os meus pais. Tivemos, portanto, espectáculo da primeira fila.

O fogo de artifício foi bestial e o Tiago assistiu a tudo sem se assustar, apesar das explosões verdadeiramente apocalípticas de alguns dos foguetes.

Depois da meia-noite, ainda trocámos umas prendas e o Tiago acabou por ir para a cama já à uma da manhã. Foi uma passagem de ano em cheio, que mostra que, de facto, uma criança bem disposta pode trazer nova diversão a uma celebração já sem grade significado para um monte de adultos cansados.

O Martim também lá esteve, claro, mas ainda é muito pequeno. Acredito que para o ano faça a festa com o primo.

Como nem tudo é um mar de rosas, os ataques de tosse do Tiago mantiveram-nos acordados quase até às cinco da manhã – a ele e a mim, que à mãe ninguém a acordava – mas depois vingámo-nos, dormindo até às 11, pela primeira vez em… anos!

Em suma, um bom fim de 2008 e um óptimo início de 2009. Agora é sempre a abrir!

Espero que tenham todos um excelente 2009 com todas as coisinhas que desejem e as pessoas de quem gostam. Cheers!

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Boa raíz quadrada de 4.028.049

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

E mantenham as unhas limpas!

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Ano em revista, edição Macacos sem galho

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de ver o excelente trabalho que o pessoal fez no ano em revista, lá no SAPO, decidi aderir e fazer a minha própria edição.

Eis, portanto, 2006 em revista:

No dia 12 de Janeiro descobri porque me chamo Couto e Santos e a minha vida mudou radicalmente. Dediquei-me ao Absolutismo Ptolomaico e passei a comer apenas areia. Chuck Norris voltou a ser o meu herói, coisa que não acontecia desde 1985.

Dia 19 de Janeiro rumei a Florença com os meus pais e a Dee. Florença é tudo o que dizem e mais: uma pequena cidade europeia, cheia de personalidade e onde apetece passear. Foi em Florença que descobri o túmulo esquecido de François de Burgundy, último cavaleiro templário, que segurava ainda nas mãos cadavéricas o mapa para a localização secreta do cálice. Como era Absolutista Ptolomaico, destrui o mapa e jurei vingança (mas não me lembro a quem).

No dia 25, a Dee descobriu que Cavaco Silva é, efectivamente, Scorpius.

Cavaco é Scorpius

Curiosamente, depois desta estrondosa descoberta, não foram tomadas quaisquer medidas. Não me parece mal, tendo em conta que só agora, revendo os arquivos e vendo esta imagem é que me lembrei que Cavaco Silva é efectivamente Presidente do nosso país. Sinceramente pensava que ainda era o Jorge Sampaio, ou coisa do género.

No dia 29 de Janeiro nevou em Portugal. De Norte a Sul, exceptuando na Cova da Moura, onde até a neve tem medo de entrar. Preconizei na altura o fim do mundo e tornei-me Testemunha de Satanás e dos Últimos Dias.

Quando entrei nas lojas e vi grandes cartazes anunciando “Saldos – Últimos Dias”, sabia que estava no bom caminho.

Dia 5 de Fevereiro comprámos um Smart. Ainda hoje ando a tentar ensinar-lhe o nome para ver se vem quando se chama. Nada feito.

Parece-me que “smart”, não passa de publicidade enganosa.

No dia 31 de Março, lancei, com o Gnü, o blog “I’d gladly bang“. O êxito internacional imediato e a atenção constante dos media foi insuportável e um de nós acabaria por cometer suicídio, deixando o outro sem nada, entregue às drogas e prostituição.

No dia 22 de Abril, a família voltou toda a Mourão, onde outrora tinhamos montada uma rede internacional de contrabando de figuras de plástico de Nossa Senhora. Depois de um jantar alentejano, bem regado com vinho da pipa, pegámos fogo à aldeia e ficámos a ver arder, de longe. Foi bonito.

Dia 26 de Abril fiquei a saber que o meu QI é 125. E não foi num daqueles testes online que dão 140 a toda a gente, para lhes mimar o ego. Fiz um longo teste de inteligência que concluiu que o meu QI é de 125. A média anda entre os 85 e 115, sendo que apenas 1% da população ultrapassa os 135. A minha irmã passou a chamar-me sobredotado, os meus amigos continuaram a chamar-me parvo.

No dia 26 de Maio, o Rui Costa voltou para o Benfica. Ainda se lembram que o Rui Costa está no Benfica, certo? Eu pelo menos acho que ele anda para lá… deve lavar o chão do balneário e arranjar sandes para o pessoal.

No dia 28 de Maio, o Macacos sem galho foi declarado o blog português mais antigo ainda em actividade. Ainda hoje aguardo a estatueta de ouro entregue por uma miúda de 22 anos com mamas grandes e um decote até ao umbigo.

No dia 27 de Junho comprei um Rel Quake. No dia 27 à noite, o instituto nacional de sismografia registou um deslocamento tectónico de 15 centímetros da bacia do Tejo.

No dia 23 de Julho expus o “gajo da carrinha branca”. O tipo que mantinha um lugar reservado aqui na praceta: ora com o seu VW Polo, ora com a sua Renault, mantinha sempre um lugarzinho ocupado.

Há duas semanas, o fulano perdeu o lugar. Rejubilei. Mas o júbilo pouco durou, porque na semana passada o cão já tinha arranjado outro espacinho, um pouco mais ao lado do anterior. Um dia compro um velho RPG russo e limpo o sarampo àquela carrinha.

No dia 23 de Agosto, tornei-me Jack Baueriano Ortodoxo. Era a terceira religião que adoptava em 2006 e ainda não tinha enriquecido. Nota mental: continuar a tentar.

No dia 29 de Agosto já tinha perdido 7 kg. Continuo sem saber onde estão e portanto decidi subtituí-los por uns 7 kg. completamente novos.

No dia 21 de Setembro fomos fazer a primeira ecografia. Estava tudo bem e não há nenhuma piada a fazer sobre o assunto.
No dia 29 de Setembro iniciei um novo blog, dedicado ao Design e em inglês, chama-se Design for life. Tenho feito poucos posts, mas tenho um seguimento fiel de 15 ratos do tamanho de pessoas, que se juntam para beber umas canecas e ler o site.

A 19 de Outubro rumei a Praga com a Dee, os meus pais e a mana e o Flip. Praga é uma cidade fantástica que transpira História e tem como único defeito estar demasiado cheia de turistas. Comprámos duas malas de coca da mais alta qualidade que já vendemos em pequenas doses (obviamente cortada com Presto), à porta da Escola 2+3 Cacilhas Tejo.

No dia 30 de Outubro falei pela primeira vez dos problemas de acesso à net pela Netvisão, que já se vinham arrastando desde antes da viagem a Praga. Era o início do fim de um longa e bonita história de amor. Hoje em dia já uso SAPO ADSL que funciona na perfeição.

Desde que, é claro, faça restart ao modem duas ou três vezes por dia.

No dia 28 de Novembro ficámos a saber que íamos ter um rapaz. Agora sabemos também que se vai chamar Tiago. Tenho também quase a certeza absoluta que dominará o Mundo.

Dia 9 de Dezembro, fui ver o Casino Royale. Dia 12 de Dezembro, Daniel Craig recebe uma estranha declaração de amor em português.

Dia 13 de Dezembro fui ao dentista arrancar um dente. Passou-me logo a homossexualidade contraída ao ver o Daniel todo nú a apanhar com uma corda nos testículos. Agora que penso nisso… que homem!

Dia 14 de Dezembro instalei o tal novo modem ADSL que passa a vida a perder o sincronismo, mas que quando está ligado até se safa muito bem. Baixei inexoravelmente os meus standards de qualidade de serviço.
No dia 23 de Dezembro resolvi fazer um post que passa revista ao ano de 2006. E que agora entra em loop.

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The last bloody day of the fucking year

Publicado em , por macaco

Hoje acaba 2003. Good fucking riddance!

Divirtam-se todos muito, ou pouco, o que quiserem na passagem de ano, esse ritual habitual.

E cuidado com os mamutes.

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Afinal o mundo não acabou

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Último dia do ano 2000. Tanta coisa e afinal, o mundo não acabou, a 2000 chegámos e de 2000 passámos.

Hoje finalmente tiraram-se as dúvidas quanto à passagem do milénio. Quem defende que 2000 foi a passagem para o terceiro milénio e quem defende que, não tendo existido ano zero, o terceiro milénio só começa em 2001, podem estar finalmente de acordo numa coisa: estamos no terceiro milénio a partir de amanhã.

Ao início da tarde, o Cunhado veio cá ter a casa e começámos a fazer um cheesecake, ou melhor, dois e umas saladas para o jantar de passagem de ano. Mais tarde chegou a Carla e foi com a Dee para a sala comer gelado e ver um filme inglês, ritual habitual das duas. Nós continuámos na cozinha, somos homens modernos, sem dúvida, provavelmente arriscaria dizer que somos homens do novo milénio, mas depois seria obrigado a espancar-me a mim mesmo por tamanha idiotice, pelo que continuarei a minha história… depois dos bolos metidos no forno fomos jogar Hitman e Project I.G.I.

Para algum emabraço, devo confessar que não passamos a missão em nenhum dos jogos ainda. Continuamos na mesma, ao fim de inúmeras tentativas, clips infindáveis de AK47, balas incontáveis de Mp5, round após round de Dragunov,cartucho após cartucho de Mössberg Persuader… muitas facas ensaguentadas, silenciadores queimados e um body count de fazer inveja a qualquer warlord. Nada. Continuamos precisamente nas mesmas missões, mais especificamente o “Lee Hong assassination”, no Hitman e “Get Priboi”, no Project I.G.I.

Esta última esteve à beira de ser resolvida váaaaarias vezes, mas um pequeno erro, um balázio de caçadeira Jackhammer ou uma rajada de Kalashnikov mandaram-nos sempre de volta ao início da missão.

Ora bem, chegadas as oito da noite, partimos no VW do Cunhado, já conscientes que levávamos comida a mais. Parámos em casa dos meus pais e eu pedi-lhe uns jogos emprestados e uma garrafa de champagne. Pedi ao meu pai um champagne qualquer reles, só para fazer festa… “reles não tenho”, respondeu-me ele, o que eu, aliás, já esperava… Vim-me embora com uma garrafa de Mercier, que não sei bem quanto custará sequer. E para o que nós lhe fizemos à meia-noite, nem quero saber.

Seguimos para Setúbal, o Cunhado instalou a aparelhagem dele e comçámos a ouvir música e a comer qq coisa. Por esta altura já estavamos mesmo a ver a quantidade estupidificante de comida que tinhamos. Foi quando chegou o Godfather com mais comida ainda.

Comemos, bebemos umas cervejas óptimas, que o Cunhado compra no Pingo Doce e se chamam Franziskaner (ou coisa parecida) e fomos jogar Pictionnary. Rapidamente o tempo passou.

À meia-noite fomos para a varanda do escritório, o vento era assustador na parte da frente, dava para nos deixarmos cair para a frente contra o vento, sem na realidade cairmos. Ficámos na parte lateral e quando concordámos todos mais ou menos que era meia-noite, abri a garrafa de Mercier e lá foi ele, quase todo, pelo ar. Bebemos todos uma quota (pequena), tirámos umas fotos e vimos o fogo de artifício de Setúbal… que foi um bocado pobre, devo dizer. Foi a única coisa que me deu pena de não estar em Lisboa, mas não se pode ter tudo.

Teve alguma piada, naquela varanda com uma vista de alguns quilómetros, ver foguetes a rebentar por todo o horizonte, nas várias terrinhas ali à volta.

De regresso à sala, jogámos mais um bocado e depois acabámos na conversa até quase às cinco da manhã. Com alguma dificuldade para trazer tudo de volta, regressámos debaixo de um temporal diluviano.

Ainda estive a conversar com a Dee até depois das seis da manhã e finalmente fomos dormir.

E agora, aí vem o mítico ano 2001. Espero que seja bom para todos!

Cá para mim, tanto se me dá, como se me deu, sinceramente, porque a Terra existe há bastante mais… mas BASTANTE mais tempo do que há 3 míseros e reles milénios. Lá porque os Cristãos decretaram o ano do nascimento de Jesus como início de uma nova era, não significa que valha a pena estarmos a preocupar-nos com isso.

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