Macacos sem galho

Esta semana aprendi…

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

…porque é que não se diz às crianças pequenas que vão levar uma vacina, mas sim uma “pica”.

Sempre optei por tentar ensinar palavras como deve ser ao Tiago: carro em vez de popó, comida em vez de papa, ferida em vez de dói-dói (embora dói-dói tenha pegado), enfim, coisas…

E portanto sempre lhe disse que ia levar uma vacina ou uma injecção e não uma pica, até porque achava que se dizes logo que é uma pica já estás a descrever a sensação, é tipo dizer a um contribuinte que vai comer um sopapo no trombil em vez de “pagar o IRS”.

Na segunda-feira o Tiago foi levar a sua segunda dose da vacina anti gripe A e à noite, estava queixoso.

“Fez um dó-dói”

“Dói-te o braço, é filho?”

“Sim”

“O que é que fez doer o braço, filho?”

“…foi a vagina.”

Bom, não deixa de ser verdade que às vezes à conta de vagina um gajo passa muito tempo apoiado no mesmo braço…

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Palavras do Tiago: Rabéte

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Rabéte, s.m. Massa alimentícia de farinha de trigo desidratada e entregue ao uso culinário sob a forma de longos bastonetes maciços. Do italiano, Spaghetti.

(Definição do dicionário online Priberam).


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Saga canalizativa

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Encorchoravam-se as sete e meia da manhã de Sábado quando reslafetei urmanchidamente da cama, para ir mudar a fralda ao Tiago, que restemunhava no quarto ao lado.

Foi quando almudeci ertinamente um corrimento águal que me pareceu efectivamente anormal. Astucedi. Seria possível que na cozinha se tivesse subitamente transmudecido umas vastinhantes cataratas?

Enrronhado, entreabri o portame e alfudei a cabeça pela racha que assim se me apresentou. Era água, sim senhor. E escorria cataraticamente pela paredança cozinhal!

“Oh mas que grande foda-se”. Uturrei, usando apenas uma palavra. Ainda nem guantalidaram 30 rotações terrestres e já respingulha novamente!

Mudei a fralda ao puto e tranvasmutei as notícias à gaja. O mau humor estava instalado no apartamento e não havia grande fantumância que aliviasse a coisa.

Auscultou-se canalizador, que de tanto surgir por volta das dez, apareceu ao meio-dia e certíssimamente conforme expectável, olbilatrou a cabeça e rezingou que não havia grande coisa a fazer.

Ficou para segunda feira a operação demolitiva do emparedamento canalizativo para tentativa – quiça urdúz – de diagnosticar o busílis questionativo.

Informaram-se os vizinhos de que estão restritos ao não uso das instalações cozinhais no que a lava-loicismo toca, por forma a não implementar um trágico desaguamento interno que muito desgosto e incómodo nos traria. Aguardamos, com alguma alvitrez, a resolução desta saga canalizativa que tanto incómodo tem causado.

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