Depois da passagem do cheque de reserva de que a Dee tratou ontem na imobiliária, recebemos a chamada a dizer que a nossa proposta foi aceite.
Por qualquer razão inexplicável, as minhas preocupações dissiparam-se um pouco, embora as dores de cabeça ainda mal tenham começado. É estranho.
Bom, a casa ainda não é nossa e recuso-me a deitar foguetes enquanto não tiver a chave na mão, até porque sabemos que já houve problemas com os donos, anteriormente.
Mas parece que isto se tornou mesmo numa história que apetece contar e por isso, criei uma nova categoria no Macacos sem galho: 2010 Odisseia Imobiliária.
Agora só tenho que repor os links para as categorias na side bar, para que se possa facilmente seguir a história desde o início… acabe como acabar, até agora já foi interessante e assim que me sentir mais à vontade, começo a contar pormenores.
Depois de três visitas, dois orçamentos, muitas contas, alguma investigação e descoberta de facto interessantes, pesquisas de mercado e opiniões às dúzias vindas de todo o lado decidimos avançar na nossa tentativa de obter a casa.
A casa tem 150 m² distribuídos por cinco quartos, uma sala, uma cozinha, duas casas de banho e um corredor; tem um terraço de 30 m² e um sótão, por arranjar, mas de toda a área do apartamento, sendo aproveitável (isto é, com pé direito suficiente para andar de pé) numa percentagem bastante considerável (digamos uns bons 80 ou 90 m²).
Fica muito próxima do centro da cidade e nada longe das coisas que nos interessam, como a escola do Tiago, o metro e as nossas famílias.
Não só está no original dos anos 70 como tem sido muito mal tratada. Precisa de muitas obras.
Fizemos as nossas contas, fomos ao banco, contámos com a ajuda inestimável da família e ainda teremos a nossa casa actual para vender ou arrendar (depois de tanto investimento aqui feito a resolver problemas…). Decidimos um valor e fizemos a nossa oferta.
Hoje fomos ver a casa que andamos a investigar mais duas vezes, com dois empreiteiros diferentes para nos façam uma estimativa do valor das obras.
O nosso entusiasmo já desvaneceu um bocadinho, como seria de esperar… a casa está muito mal tratada e precisa de sérias obras, para deixar uma noção: alisar as paredes todas para eliminar a textura de tinta de areia, remover pavimento cerâmico de toda a casa (que está colocado sobre o pavimento original), substituir todas as portas, que foram cortadas em baixo e estão a abrir, renovar duas casas de banho completamente, renovar a cozinha completamente, trocar sete janelas e três portas de correr de alumínio que estão em péssimo estado e reparar ou substituir os respectivos estores, renovar a electricidade, canalização de água e gás, remover a marquise do terraço que não sei como ainda não caiu com o vento e colocar pavimento novo e gradeamento de segurança no dito, demolir uma lareira mal construída e quase sem tiragem e umas estantes embutidas e, finalmente, colocar soalho flutuante nas assoalhadas e corredor.
E ainda nem falei do sótão…
Aguardamos orçamentos, mas estamos a aceitar apostas. A nossa neste momento está nos €50.000. A senhora da imobiliária jura a pés juntos que nunca será tanto nem nada que se pareça.
Aguardamos e entretanto já acalmámos um bocadinho.
Eis-nos de volta à saga canalizativa da nossa casa, mas desta vez apenas com boas notícias.
Não tínhamos bem a noção de quando poderíamos voltar a ter cá alguém para corrigir o problema do esquentador se apagar se o exaustor estivesse ligado no máximo, mas a Dee ligou para o tipo que fez a obra e ele apareceu no dia seguinte.
Aliás, este tipo é, em termos de empreiteiros de obras aquilo a que actualmente se chama epic win e sem dúvida que o contacto dele vai ficar guardado para as remodelações que temos planeadas.
Chegou, identificou o problema e resolveu-o – claro. Portanto agora sim, finalmente, a nossa exaustão de fumos e gases de queima do esquentador está a funcionar correctamente.
Mas eu chamei a este post prólogo 1 e com uma razão: é que o nosso fogão, que já me irrita há vários anos porque os acendedores eléctricos ora funcionam, ora não e porque só tem um bico grande e outros três pequenos exactamente iguais e por uma série de outras razões, começou a apagar-se sozinho.
Só se apaga em condições muito específicas e apenas num dos bicos (que por acaso até é o menos usado), mas apaga-se e isso é apenas mais uma irritação numa lista que já vai longa.
Claro que temos uma válvula de segurança no contador e se eu deixar o gás aberto no fogão ele é cortado no contador ao fim de poucos segundos, mas está na cara que chegou finalmente a altura de reformar aquela porra.