Macacos sem galho

Magalhães e as vaginas

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Oiçam lá… e se o meu puto quiser ser Ginecologista quando crescer? Não será benéfico para ele, começar desde cedo a pesquisar sobre vaginas?

Olhem, lá está mais uma vantagem do Magalhães: contribuir activamente para o aumento de médicos ginecologistas no nosso país!

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Para quem tem a mania que sabe tudo sobre o Magalhães

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Aconselho vivamente a que leiam um artigo de quem está, efectivamente, por dentro e sabe do que fala.

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Viva o Magalhães!

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de ler mais um post do Marco sobre as preocupações da SIC sobre o controlo parental instalado no computador Magalhães, de facto a minha tampa saltou de vez.

Quero daqui mandar oficialmente à merda todos os media portugueses que se têm entretido a deitar abaixo este projecto. O Magalhães é Portugal no seu melhor. A tomar a dianteira, a arriscar, a investir.

É um investimento nos miúdos e também na tecnologia e na indústria que a suporta. É um investimento em empresas nacionais e uma aposta na capacidade de internacionalização.

Quando a merda da Selecção joga, as putas dos jornalistas (sim, “as dos”, mesmo assim), erguem todos a bandeira e põem a mão no peito: os salários ridículos que aqueles grunhos dos jogadores e treinadores ganham justificam-se porque levam a bandeira a todo o lado.

Mas quando Portugal produz um computador simples, compacto, completo, mas barato, para estudantes, com um enorme potencial de exportação, ninguém pensa sequer na bandeira. Só pensam em mandar abaixo, criticar, procurar todas as pequenas falhas e explora-las para obter primeiras páginas e aberturas de telejornais.

Estou farto deste lixo!

Como comentei no post do Marco, se o controlo parental do Magalhães viesse activo, o Governo seria acusado de fascismo por distribuir um computador com censura pré-instalada pelo Estado; como vem desligado, o Governo é acusado de leviandade e de pôr em risco a sensibilidade das crianças.

Agora que o Magalhães está aí, já não apenas para o chamado 1º ciclo, mas também para o 2º, espero que seja um estrondoso sucesso.

De certo, muitos miúdos farão porcaria com o seu computador; sempre foi assim: quando andei na escola, muitos miúdos usavam mais os livros para jogar à bola do que para estudar. Mas muitos outros terão a oportunidade de entrar para escola com um computador nas mãos e só quem vive dentro do seu próprio cú, é que ainda não percebeu que esta é a era em que vivemos, a era do computador, do software, das redes.

Há alturas em que criticar o Governo faz sentido. Devemos fazê-lo, devemos ser críticos de quem nos governa. Mas custa muito aos portugueses, aparentemente, ou pelo menos aos media, admitir quando o Governo faz algo bem feito e merecedor de aplauso.

Estúpidos, tacanhos, bestas inqualificáveis.

Aplaudo o Magalhães. A ideia, as pessoas que a tiveram e que a concretizaram. As pessoas que investiram e que fizeram andar o projecto que, acredito, deve ter sido complexo. Aplaudo, evidentemente, a JP Sá Couto, criadores do computador. O design, o nome e até o logotipo. E aplaudo José Sócrates e o seu Governo que souberam fazer a sua parte em tornar este projecto uma realidade.

PS: Já há muito que não o fazia, mas este post, creio, encaixa perfeitamente na minha categoria “só para dizer bem de Portugal”.

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Opiniões distorcidas

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Acabei de apanhar no Twitter um link para um artigo de opinião do Sr. João Miranda, sobre o computador Magalhães e a adaptação do plano tecnológico à educação.

O Sr. João Miranda é investigador em Biotecnologia, pelo que convém dar-lhe um certo desconto. Creio que dias passados em laboratórios justificam a distorção da sua opinião quando justaposta à vida real.

O que retive foi que, aparentemente, uma vez que os computadores Magalhães já vêm com software pré-fabricado, os jovens não vão aprender a programar os computadores, tornado-os inúteis.

Não vejo como um computador carregadinho de software impeça alguém de o programar; aliás, diariamente trabalho com programadores que usam windows, mac os ou linux, com sistemas de window management (as tais janelas e menus para clicar com o rato), e dezenas de programinhas instalados para fazer mil e uma coisas: escrever textos, enviar mensagens, ver vídeos, ouvir música e até jogar jogos.

Nada disto impede os meus colegas de serem excelentes programadores. Antes pelo contrário, alguns dos programas que usam ajudam-nos a ser melhores programadores.

Não bastando esta visão um pouco estranha da funcionalidade de um computador e da utilidade do software, o Sr. Miranda faz passar outra ideia:

“A tecnologia não produz físicos e matemáticos. Os físicos e os matemáticos é que produzem tecnologia”

Muito bem. Aplausos.

Senhor João Miranda, diga-me então quem lhe serve café? Um físico, ou um matemático?

E quem limpa o chão do seu laboratório? Quem lhe vende jornais? Quem lhe valida o passe?

O mundo não é feito de físicos e matemáticos. Existem comerciantes, polícias, enfermeiros, pedreiros ou contabilistas. Existem funcionários diversos que tratam de milhares de coisas em repartições e arquivos, há pessoas que trabalham em caixas de supermercado, outras que são cabeleireiros ou cozinheiros. Há quem seja médico ou advogado e até mesmo pintor ou arquitecto.

Existem muitas pessoas no mundo, mas mesmo muitas, que nunca vão fazer investigação, mas que podem beneficiar enormemente de uma educação com a presença de um computador.

O computador é uma ferramenta prevalente no nosso dia a dia e acabar a escola sem nunca ter mexido num pode ser um handicap, aliás, muitas vezes, alunos acabados de sair do liceu recorrem a cursos complementares de micro informática para compor o seu CV.

Com um computador, os alunos poderão pesquisar e estudar, escrever trabalhos, desenhar, jogar, socializar e até (nada é impossível), interessar-se por programação!

Esta é uma excelente iniciativa que devemos louvar. A possibilidade de ter acesso a um computador durante os anos de escola pode ser um incentivo extra para muita gente, pode ser uma ferramenta extremamente útil para outros tantos e pode não servir para nada para um punhado de idiotas.

Mas dar a possibilidade, colocar a ferramenta ao alcance de todos, é sempre um bom começo.

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