Macacos sem galho

Como é que há gente que gosta disto?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Hoje, por atribulações matinais diversas, tive que ir de carro para Lisboa. Como já não era cedo, não apanhei trânsito e a coisa correu de feição. Ao regressar, porém, chovendo copiosamente há várias horas (águas de Março?), e aí por volta do quarto-prás-oito, vi-me confrontado com a realidade de tanto português que habita fora da Capital mas que lá labuta.

A chamada bicha.

Que hoje em dia se chama fila, porque, aparentemente, bicha é uma daquelas palavras que eram normalíssimas, passaram a insulto e foram tomadas pelos insultados como sua, retirando-a, ao que parece, ao uso comum do resto de nós.

Mas estava eu onde? Ah, na bicha.

Desde a saída do túnel do Marquês até à avenida da Ponte foram, seguramente, uns 40 minutos. Ora, mais uns 10 em cima disso e, de transportes públicos, já eu estava em casa.

Mas assim não foi. Entre trânsito e uma chuva tão densa que mal se via a ponta do nariz, cheguei a casa quase duas horas depois de ter saído “do serviço”.

Bom, está bem que ainda fiz serviço de entregas ao domicílio de dois colegas, vulgo, boleia, mas o grosso do tempo foi mesmo perdido na maldita da bicha da ponte.

Como é que há pessoal que, tendo transportes disponíveis, opta pelo carro e atura esta trampa todos os santos dias? Haja paciência!

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Publicamente transportado

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Há dezoito anos atrás comecei a ir regularmente para Lisboa para ir às aulas…

Perdoem-me um pequeno momento para me rir da afirmação anterior.

Bom, há 18 anos atrás comecei a ir regularmente para Lisboa passear e foram os transportes públicos que me permitiram tal deslocação.

Vivia em Cacilhas e a minha viagem era composta de uns 5 minutos a pé, 10 minutos de ferry e depois uns – não me lembro bem – 15 minutos do Cais do Sodré ao Largo da Academia de Belas Artes.

Fiz isto durante cinco anos e depois meti-me nesse maldito vício que é o trabalho e as visitas a Lisboa tornaram-se mais ocasionais. Ainda assim, para ir à Capital, falar com clientes, ia maioritariamente de transportes públicos.

A conversa de despedida no final das reuniões era quase sempre na base de “então e onde deixaram o carro? Isto aqui para estacionar…!”, seguido de um olhar vazio quando a nossa resposta incluia “transportes”.

Hoje em dia tenho a certeza que perdi clientes por andar de transportes. É que em Portugal, explicou-me um dos clientes que não perdi, os clientes ganham-se e perdem-se no parque de estacionamento: BMW, Mercedes, Audi… dão direito a cliente; Porsche, Ferrari, Lamborghini é para esquecer, porque certamente humilharão o Beemer do cliente e, claro, Fiats, Renaults e Citröens vão exigir muito suor para a conquista da conta.

Transportes públicos? Mas que inacreditável ousadia. Quem me dera ter sabido isso antes. Teria comprado uma chave de imitação de um Passat que manteria discretamente na mão ao despedir-me do cliente e poderia bufar algo como “bom, vamos lá ver se não tenho multa!”.

Mas adiante.

A minha relação com os transportes públicos haveria de voltar a uma regularidade próxima da de um vegetariano que só come fibras nos finais de 2003 quando fui trabalhar para o SAPO.

Na altura, a coisa pareceu-me fantástica: 10 minutos a pé (que agora vivo 100 metros mais acima e não ando tão depressa como quando tinha 18 anos), 10 minutos de barco e depois uns 20 minutos de metro e lá estava eu em Picoas. Deveriam ser 40 minutos mas na verdade eram mais 50 ou 60, com as trocas de linha e as esperas.

E durante seis anos e meio, foi o que fiz. Todos. Os. Dias.

Mas entretanto, entrou em funcionamento o metro de Almada – um comboiinho eléctrico que atravessa alegremente o Concelho para cima e para baixo. Fiquei com tentações de mudar de percurso, mas achei sempre que não era justificável: em vez de andar 10 minutos a pé até ao barco, teria que atravessar toda a cidade, até ao Pragal; depois, teria que entrar em Lisboa de comboio, o que é muito mais caro que qualquer outro transporte e finalmente ainda teria que andar de metro em Lisboa.

Ao longo dos meses que o MTS esteve em funcionamento, fui pensando na ideia porque já tinha andado no comboio da Fertagus e achado a coisa bastante confortável, porque os barcos da Transtejo são indescritivelmente desconfortáveis e porque o meu percurso no ML era aborrecidíssimo: entrar no Cais do Sodré, andar uma estação, trocar para a linha azul na Baixa-Chiado, andar três estações, trocar para a linha amarela no Marquês e andar uma estação, para sair em Picoas.

É tão aborrecido que adormeci por uns momentos só de o descrever.

Para piorar a situação, o passe para fazer o percurso novo custa o dobro do meu passe habitual.

Eis senão quando, a Isa decidiu passar a ir de combio. A Isa vive, basicamente, no cimo da avenida onde eu vivo – ligeiramente mais longe do barco do que eu, mas pouco – e ficou imediatamente agarrada ao novo percurso.

Assim, dia 3 de Agosto, regressado de férias, decidi fazer o percurso MTS > Fertagus > ML à experiência e dia 4, apesar de ainda ter o meu Lisboa Viva carregado com o combinado TT/ML, comprei o passe combinado Fertagus/ML. No dia seguinte comprei o complemento para o MTS.

O novo percurso leva-me de metro, em Almada, sentadinho, a ler e ouvir música, de Cacilhas ao Pragal; depois, sentadinho e a ouvir música, o comboio leva-me até Entrecampos e finalmente, se me apetecer, vou sentadinho e a ouvir música de Entrecampos a Picoas, de metro, sem ter que mudar de linha.

Pago o dobro.

Levo precisamente o mesmo tempo.

Mas é. TÃO. Mais. Confortável!

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Finalmente o final

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de dias a fio metidos em casa com o puto com febre e uma infecção na garganta jeitosa, subitamente (ou medicamentosamente, claro), a febre desapareceu.

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Aproveitámos a melhoria para dar ontem um salto à Ikea. Fomos finalmente comprar uma cama com 1,60 m de largura, já que dormimos numa de 1,30 m há anos e como nenhum de nós é especialmente pequeno, passamos a noite aos encontrões e nem são dos encontrões que mais gostamos.

A ida correu bem, o Tiago divertiu-se à brava – provavelmente vingando-se do tédio da doença e de estar fechado em casa – correu a loja toda, experimentou todas as camas e passou um grande bocado a meter-se num roupeiro, a abrir a porta e dizer cu-cu.

Reparei que a Ikea é um gay-magnet do caraças, coisa de que ainda não me tinha apercebido, mas suponho que  tenha qualquer coisa a ver com decoração. Não há nada de errado com isso, já dizia Jerry Seinfeld, mas, à saída, tentando marcar a entrega dos vários móveis que comprámos, um desses casais levou-me à beira da homofobia.

Os rapazes decidiram encher dois carrinhos de supermercado com comprinhas e mandar entregar. Ele era almofadas, caixinhas, pecinhas, bibelots… tudo coisinhas pequenas que tiveram que ser individualmente registadas pelas senhoras da transportadora, classificadas e metidas em caixotes, cuidadosamente.

Demoraram bem uns 40 minutos a ser atendidos… talvez mais, porque a cena já se desenrolava quando eu cheguei.

Como são gays, devem ter um Audi TT, que não tem mala para levar um corno.

Mas adiante.

Hoje o dia amanheceu…. huh… cedo demais, para ser honesto. Curado da febre e com a garganta a melhorar, o Tiago agora deu-lhe, claro, para a nossa velha amiga tosse.

Foi a noite toda mal dormida, com o puto com valentes ataques e nós, sempre tensos, a ver quando é que a coisa dava para o vómito. E depois disto, acorda-me às sete da manhã, todo bem disposto.

Aproveitámos o madrugar para ir ao Jardim Zoológico. Já lá tinhamos estado em Julho do ano passado, tinha o Tiago então um ano e quatro meses e não achou piada nenhuma; aliás, adormeceu.

Mas como temos visto que ele reage muito mais aos animais nos livros e na TV e já tem 2 anos, achámos que valia a pena tentar novamente.

Não foi um mega sucesso, mas correu bastante melhor. Achou alguma piada aos Tigres e aos Elefantes, embora se tenha assustado com os Rinocerontes que começaram a lutar quando ali passámos.

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Estávamos um pouco frustrados quando demos com o reptilário, onde não tinhamos ido da outra vez. Entrámos mais para vermos nós do que por ele, mas o gajo gramou aquilo. Gostou dos lagartos, iguanas, tartarugas e serpentes diversas.

Aparentemente, o nosso filho gosta de répteis… é um pequeno Calvin em potência! :’)

O reptilário acabou por compor o dia e viemos para casa satisfeitos.

Entretanto chegaram os móveis e decidimos que é desta que pintamos o nosso quarto que os donos anteriores pintaram de um daqueles “fantásticos” branco-natureza e que é, basicamente, beje. Yuk.

Em princípio, se tudo correr bem, amanhã fica branco que sempre é melhor que cor de vómito de Pelicano.

E o dia ainda terminou melhor com o Tiago, que há uma semana que, tecnicamente, não comia, a devorar um jantar de arroz, ovo mexido, sopa e fruta. Pim.

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Zombies em Lisboa

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Aqui fica uma coisa que desenhei nas minhas viagens… de Cacilheiro.

É para finalizar a tinta, mas por enquanto está assim:

Zombies em Lisboa

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Simulacro de sismo em Lisboa

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Recebi, via SMS do meu pai, a informação de que a Protecção Civil se prepara para simular uma resposta de emergência a um sismo de grande intensidade na área de Lisboa e concelhos limítrofes.

Vai ser já na próxima Sexta, Sábado e Domingo, portanto preparem-se para alguns acontecimentos invulgares, se viverem nas redondezas da Capital.

Mais informações no site da Protecção Civil.

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