Macacos sem galho

Esta semana aprendi…

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

…porque é que não se diz às crianças pequenas que vão levar uma vacina, mas sim uma “pica”.

Sempre optei por tentar ensinar palavras como deve ser ao Tiago: carro em vez de popó, comida em vez de papa, ferida em vez de dói-dói (embora dói-dói tenha pegado), enfim, coisas…

E portanto sempre lhe disse que ia levar uma vacina ou uma injecção e não uma pica, até porque achava que se dizes logo que é uma pica já estás a descrever a sensação, é tipo dizer a um contribuinte que vai comer um sopapo no trombil em vez de “pagar o IRS”.

Na segunda-feira o Tiago foi levar a sua segunda dose da vacina anti gripe A e à noite, estava queixoso.

“Fez um dó-dói”

“Dói-te o braço, é filho?”

“Sim”

“O que é que fez doer o braço, filho?”

“…foi a vagina.”

Bom, não deixa de ser verdade que às vezes à conta de vagina um gajo passa muito tempo apoiado no mesmo braço…

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Palavras do Tiago: Rabéte

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Rabéte, s.m. Massa alimentícia de farinha de trigo desidratada e entregue ao uso culinário sob a forma de longos bastonetes maciços. Do italiano, Spaghetti.

(Definição do dicionário online Priberam).


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Quoth Tiago

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Quoth Tiago (com uma voz de grande sofrimento): “Ai as minhas costas!”.

“Dói as costas filho?”

“Sim… dói… massagem!”

Esperto.

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Quoth Tiago

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

De manhã, nestes dias escuros, mesmo com a janela aberta entra pouca luz no quarto. A mãe levanta-se, com ele atrás ensonado, e acende a luz da casa de banho.

Quoth Tiago: “Ina pá… tanta luz!”

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Tiálogos XXIV. O verbo.

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Tiago, até há poucas semanas atrás não dizias praticamente nada. Sim, não, papá, mamã… Hoje no banho viraste-te para mim e disseste: “Olha, pai, sou um peixe!”, deitaste-te de barriga para baixo na água a espadanar e acrescentaste: “O peixinho Tiago!”

O teu vocabulário foi dos 0 aos 100 em pouco menos de nada e passaste de algumas palavras para frases ou coisas tão complicadas como plurais – para teres uma ideia, existe uma senhora que foi candidata a Primeira Ministra ainda agora, chamadas Manuela Ferreira Leite, que não sabe usar os plurais (bom, nem sequer os géneros, mas isso é outra conversa).

Carro, carros, sinal, sinais, cão, cães, sapato, sapatos, enfim, tu percebes a ideia. Além disto, vais vencendo quase diariamente alguma dificuldade linguística como por exemplo os duplos ‘r’ que em “carros” ou “arranha” já te saem bem carregadinhos, como deve ser.

Se esta é uma das mais fantásticas evoluções das últimas semanas outra, menos divertida mas bastante prática, foi o desfralde.

Não foste forçado a andar sem fraldas, não tiveste que fazer nada nas calças “para aprender”. Simplesmente, começaste a usar fraldas que davam para puxar para baixo e rapidamente começaste a ir ao bacio quase todos os dias, depois todos os dias e finalmente, sempre.

Ao fim de mais uma semana ou duas de fralda nocturna, just in case, sem nunca a molhares, deixaste também de usar essa. E até agora: zero acidentes.

Portanto aqui tens: já falas bastante e já não usas fralda há mais de um mês (o teu pai anda muito atrasado nos posts), claro que já dizes “Benfica”, continuas a dar preferência a cogumelos e azeitonas, queijo, fiambre e pizza (de preferência com todos os ingredientes atrás mencionados) e o teu desenho animado favorito do momento é o carteiro Paulo (postman Pat), que vês umas vezes em português, outras em inglês, tentando cantar a música em ambas as versões.

Acima de tudo, é sensacional ter-te por cá.

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