Macacos sem galho

Cara Comunicação Social: por favor aprendam, de uma vez por todas.

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Ando a ler notícias para sacar uma ideia para os Especialistas e dou com isto:

“Deco critica taxas no apoio ao cliente

A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor veio a público mostrar o seu desagrado quanto às taxas que as operadoras da rede móvel(…)”

Meus caros amigos… O Deco é um jogador de futebol Brasi… Português. Não creio que o Deco, que está a jogar Chelsea, se levante de manhã preocupado com as taxas que as operadoras de redes móveis aplicam por prestarem serviços de apoio ao cliente.

A DECO, por outro lado, Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, é capaz de andar preocupada com esse assunto, que diz respeito à sua área de actuação.

Quando escrevem as notícias, talvez vos pareça indiferente escrever Deco, deco ou DECO, mas não é. É por isso que as línguas têm regras que convém cumprir.

Na minha opinião, há três grupos profissionais especialmente responsáveis por defender a nossa língua, na sua forma escrita: professores de português, escritores e… porra! JORNALISTAS!

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H3 – Toda a verdade

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Já muita gente sabe que sou um cliente assíduo dos hamburgers H3 que constituem um dos meus almoços favoritos, nos dias de trabalho, aqui perto, no Saldanha.

Alguns outros saberão que, no ano passado, sugeri à H3 um novo hamburger e que como resposta recebi um mail indicando que o dito seria criado e posto à venda no natal, com o  meu nome. Era o H3 Couto e Santos que, obviamente, nunca chegou a existir.

Agora foi a vez da jornalista Vanda Marques me contactar, via e-mail, com a intenção de me entrevistar… sobre a H3.

Foi no passado dia 12. Respondi a algumas perguntas da jornalista, pelo telefone, numa conversa informal e fico curioso para ver a reportagem que está a preparar sobre esta cadeia de “not so fast food”, como se auto-entitula.

A Vanda Marques trabalha para o novo jornal portugês, i. Fico a aguardar a primeira edição.

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Hino à estupidez

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Entro no SAPO e deparo-me com uma notícia que linka para um artigo que diz assim:
“Obesidade contagiosa

Um vírus comum que causa gripes e conjuntivites pode ser também o responsável pela obesidade”

Mas o que se passa aqui? O mundo enlouqueceu?

Bom, o mundo talvez não, mas os americanos sem dúvida que sim. É que esta notícia vem no seguimento de um estudo efectuado na Universidade do Louisiana que relaciona infecções com o vírus AD36 com a obesidade.

Os americanos estão obcecados com a obesidade. Não admira, já que são um país de gordos nojentos. Quem nunca viu um americano alimentado a junk food a bambolear-se pelas ruas de Nova Iorque, ainda não viu um gordo.

Vale a pena consultar esta página e ver o mapa que mostra a evolução da prevalência de obesidade em adultos desde 1985 até à actualidade. E assim se explica que os americanos estejam doidos para encontrar respostas para a obesidade que, magicamente, a possam resolver.

É um vírus! Assim podem fazer vacinas ou anti-virais ou, como continua o artigo referido:

“(…)Pois nós deixamos-lhe aqui um novo e surpreendente conselho que lhe poderá vir a ser muito útil no futuro: «Lave as suas mãos».”

LAVAR AS MÃOS! Ora aí está a solução. Com as mãos bem lavadas há menos riscos de apanhar um horrível vírus que nos fará engordar. Porque a obesidade não tem nada a ver com comer que nem um porco. Nada. Porque:

“Especialistas da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, concluíram que o adenovirus-36 (AD36), um vírus comum, responsável por gripes e conjuntivites, pode ser também causador de obesidade.”

Já viram bem, no mapa, qual é um dos estados que está sempre à frente dos outros em obesidade? Precisamente o Louisiana.

Tenho lido muito ultimamente sobre alimentação de bebés, por razões óbvias. E é gritante como os artigos americanos mencionam constantemente os riscos de obesidade. As causas espreitam a cada esquina: o que comes durante a gravidez, o que comes durante o aleitamento. Não é que não faça algum sentido… mas faz muito mais sentido para mim não deixar os putos comer McDonald’s ao almoço, lanche e jantar.

Haverá razão para a obesidade que não o encher da pança. Acredito. Mas também acredito que essas outras razões são insignificantes quando comparadas com a razão principal.

As pessoas ficam gordas porque comem que nem bovinos e não fazem exercício.

Párem de procurar vírus, influências maléficas, infecções oportunistas, mudanças de clima ou hipnose de massas. Não é nada disso, é a comida!

Parem de comer, suas bestas!

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Não acredites no que lês na net

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Há uma tendência mais ou menos generalizada hoje em dia para utilizar conteúdos tirados da internet como curiosidades, na imprensa escrita, como, digamos, enchimento de chouriços.

Quando uma página de revista está por encher, dá jeito colocar citações retiradas de blogs para fazer uma colunazinha e compor a coisa.

Paralelamente, é mais ou menos do conhecimento comum que não se deve acreditar no que se lê na net. Mas porquê? Porque é que os conteúdos escritos por todos nós na web são ou curiosidades ou de pouca confiança?

Esta ideia ganha mais força quanto mais os ditos conteúdos se aproximam de versar sobre temas que rondem uma qualquer indústria estabelecida. Por exemplo… sobre suplementos alimentares: não acredites no que lês na net. Sobre medicamentos: Não acredites no que lês na net. O mesmo sobre exercício físico ou economia, por exemplo.

A verdade é que há muita trampa na net. Mas há tanta ou mais na imprensa. Mas a imprensa é “acreditada”. Aquele magnífico termo idiota, a “acreditação”. Ou seja, há bullshitters profissionais que são pagos para dizer algumas verdades e algumas aldrabices, sem grandes distinções entre umas e outras e depois há uma vasta cambada de inúteis que escreve apenas aldrabices, online (nós).

Inúteis porque não têm carteira profissional de jornalista, inúteis porque são anónimos, inúteis porque não sofrem pressões de lobbies nenhuns.

A verdade é que não sei distinguir uma patranha de um blogger ou de um poster de um qualquer forum, de uma patranha de um jornalista com 20 anos de carreira. Sou incapaz de distinguir e portanto desconfio de ambos e não apenas do que leio na net.

Mais: quando vou à net ler sobre produtos que me interessam, geralmente acontece algo interessante: consigo trocar ideias com pessoas que usam os produtos, usaram os produtos ou pensam usar os produtos. Consigo obter informação variada, de um grupo de pessoas variado que têm pontos de vista variados sobre os produtos.

Interessa-me mais ler que comer amendoins pode causar cancro, escrito por um jornalista experiente que se calhar foi pago por um produtor de caju ou ler cinco mil experiências diferentes de pessoas diferentes que comeram efectivamente amendoins?

Talvez algumas dessas pessoas mintam, é verdade. Talvez algumas garantam que cortar as unhas dos pés desenvolve os peitorais em duas semanas – e talvez isso seja mentira. Mas também talvez seja verdade. A diferença é que na net, posso sempre pesquisar por outra opinião, ou mesmo entrar em discussão com essa pessoa.

Na imprensa, levamos sempre com os mesmos gajos, mamamos sempre com as suas opiniões e pontos de vista, que nunca sabemos bem por quem são patrocinados e também não temos qualquer garantia de que estejam a dizer a verdade.

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Napster e o bom jornalismo

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Tenho-me levantado ás sete da manhã com a Dee, o que tem sido óptimo. Hoje antes das onze da manhã já tinha posto o primeiro rolo APS da nossa nova Canon Ixus a revelar, tinha comprado pão fresco no Pão de Açúcar e uma sacada de chocolates para a Dee levar para o trabalho, já tinha posto gasosa no macacómobile, enchido os pneu ao dito e passado pelas finanças para fechar actividade. Nada mau hem?

Também descobri que ates das nove e meia da manhã há uma invasão de reformados ao Pão de Açúcar que até mete medo! Começam a chegar nos seus Hyundais, Kias e Skodas para fazer compras a uma hora que não lembra nem ao menino.

Outros há que a esta hora fresca já se levantaram, vestiram, comeram e estão no centro comercial anexo ao PA onde vão passar o dia inteiro sentados em bancos a conversar.

Descobri que os rolos APS levam 3 dias a revelar. Granda seca.

A Dee conseguiu fazer as maquetes que tinha que fazer e conseguiu mesmo uma muito boa. Vamos ver se o cliente agora gosta.

Cliente que gostou foi o da maquete que eu terminei ontem à noite, já a morrer de sono. Ficou gira a maquete, vamos ver se recebe a aprovação final. Espero que sim, porque quero mesmo fazer este site, depois explico porquê.

À hora de almoço fui buscar a Dee aos barcos e deixá-la, com um pacote de mini-Twix que lhe comprei para comer, na escola onde ficou até ás onze da noite. Agora ainda vai sofrer um bocado até acabarem estes dois empregos paralelos.

Mandei mail ao Cunhado, ao ADSS e à Kat a convida-los para o meu almoço no Domingo, mas ninguém respondeu :( Tá bem, se não querem vir… podem dizer.

Não sei o que se passa com o cartoon do Manuel Alegre para o Sapo, mas ainda não foi colocado.

Hoje vi uma notícia na SIC que me deu vontade de rir. Descreviam o Napster como um “site de MP3″. Era preciso fazer um download para ligar à base de dados internacional de pirataria… enfim, dá logo um aspecto de grande rede pirata organizada. Depois mostravam como downloadar uns MP3, gravar um CD-R, meter uma fotocópia a cores na capa e ganhar “lucros enormes”, como eles diziam… sim, eu aliás conheço várias pessoas que enriqueceram à custa deste tipo de esquema.

Agora parece que há um abaixo assinado de 200 artistas portugueses a exigir ao governo que faça cumprir as leis na internet… se eles soubessem quantos CDs já comprei depois de ter ouvido músicas dos mesmos com o Napster… Eu já sou um grande consumidor de CDs, mas desde que tenho o Napster compro ainda mais… aliás, até compro CDs que não compraria, simplesmente porque posso experimentar ouvir antes.

Ainda recentemente downloadei duas músicas do “Quadrophenia” dos Who para relembrar, que eu até já conhecia. Lembrei-me como era tão giro que encomendei logo o CD da Amazon, um duplo. Ainda por cima eu que sou um tísico e não consigo encontrar MP3 com som como deve ser.

Enfim, o jornalismo deixou de ser uma actividade de relato imparcial de acontecimentos para ser uma espécie de cruzada dos interesses públicos e privados mais variados.

É que só mostraram o lado mau do Napster… será que sequer procuraram um lado bom?

bah…

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