Se tiverem um iPhone ou um iPod Touch com software 3.0 podem dar um salto à AppStore da Apple e fazer download do Pond para o vosso brinquedo. Grátis, claro e aberto a toda a gente, basta criar uma conta Pond e configura-la na web para depois usar no iPhone/iPod.
Esta versão da app não tem algumas coisas que a de Android tem, nomeadamente os filtros de por serviço, mas tem outras que mais nenhuma tem como opções interessantes de cruzamento de publicação de fotos/vídeos e status updates usando PunyURL feitos no momento ou usando um histórico das publicações já feitas com o Pond iPhone.
Quando voltar de férias vou dar prioridade à filmagem de vídeos explicativos de todas as aplicações para que possam familiarizar-se não só com o básico, mas também com os ‘goodies’ que existem um pouco por todas as apps.
Mas calma! Acha que aplicação web, iPhone, Android, Nokia WRT e web mobile é tudo? Não! Há mais! O Pond vai continuar a dar novidades durante as próximas semanas… stay tuned.
Há cerca de três semanas atrás, o SAPO entregou-me um HTC Magic, a pedido do projecto em que estou a trabalhar actualmente. Não tinha qualquer experiência com ‘smartphones’ e precisava de desenhar para vários, pelo que simplesmente olhar para um iPhone ou um Magic emprestados por uns minutos não era suficiente.
O Magic vem na sua caixinha preta com uma bolsinha maricas, um carregador AC (com terminal mini-USB), um cabo USB, a bateria e o manual.
Tal como Fernando Pessoa disse da Coca-cola, o Magic primeiro estranha-se e depois entranha-se. Ou devo dizer o mesmo de qualquer device do género? Provavelmente, devia, mas a minha primeira experiência foi mesmo com este.
Chamamos-lhe Android, mais do que HTC Magic porque o que está no centro deste smartphone é o sistema operativo do Google. Para quem não está interessado em ler muito mais, adianto já um veredicto que é o que tenho dito a quem pergunta: não, não é um iPhone, mas se nunca mexeram nem nunca tiveram um aparelho deste género, vão achar muito bom; se já mexeram num iPhone é possível que fiquem levemente desiludidos, mas não pensem que é como da noite para o dia. Não é.
O Android é bastante bom e se tem uma grande falha em relação ao iPhone é a sensação de falta de polimento que a Apple é exímia a eliminar. No iPhone temos a ideia que tudo aquilo é uno, que tudo é bonito, feito por unicórnios cor de rosa em salas decoradas com paz e amor onde o almoço é arco-íris e camisolas de gola alta ficam bem a toda a gente.
No Android temos mais a sensação que muita coisa foi feita na sala ao lado da dos unicórnios, por pequenos duendes com a barba por fazer e problemas de pele que mantêm em segredo das namoradas mas que apesar de tudo se esforçaram bastante por fazer um bom trabalho.
Em ambos os sistemas suponho que hajam aplicações que parecem ter sido feitas por tricéfalos vesgos que acham que um martelo é uma excelente ferramenta de precisão.
Mas disperso-me.
O Android é composto de duas áreas principais: o desktop ou home screen e o menu de aplicações.
O primeiro tem três ecrãs onde podemos colocar o que quisermos, desde shortcuts para aplicações, contactos, acções rápidas, até widgets com diversas funções. O segundo é um menu com todas as aplicações instaladas no telefone.
O home screen vem vazio excepto por quatro icons e um relógio. Os icons são shortcuts para o dialer, contactos, browser e google maps e o relógio é analógico, feio e despropositado num aparelho desta natureza e acho que apenas foi colocado ali para servir de exercício à funcionalidade de remover widgets.
Desde logo se percebe que a grande vantagem deste sistema é a integração com o Google. Percebe-se, porque temos o Google maps como um dos quatro shortcuts iniciais e um pouco de exploração mostra que o GMail está ali facilmente configurável e o mesmo se passa com o Google Calendar e Address Book.
Infelizmente, a Apple não gosta muito que os seus utilizadores sincronizem os seus Macs com outros serviços que não o Mobile Me, pelo que por o Address Book e iCal a sincronizar com os serviços correspondentes no Google foi uma dor de cabeça.
Consegui, mas não foi bonito de se ver.
Depois da integração com o Google vem o Market, que é onde podemos adquirir aplicações novas. Infelizmente não se consegue comprar aplicações em Portugal (ou pelo menos não na TMN), pelo que estamos limitados às grátis. Mesmo assim “limitados” se calhar não é a palavra certa, já que há centenas de aplicações grátis no Market.
Existem aplicações para tudo e mais alguma coisa, inclusivamente algumas que são versões de aplicações que também existem para iPhone, como a primeira que instalei: Lightsaber, claro.
Em termos de funcionalidades de hardware, o Magic tem – obviamente – 3G; tem Wi-fi e tem GPS e bússola. Tem um touchscreen que não é multitouch mas que responde bem e tem uma imagem porreira. Tem uma máquina fotográfica que, sinceramente, não acho muito boa – tira fotos muito esbatidas e é extremamente lenta tanto a arrancar como a disparar.
Não tenho aqui a caixa para saber os detalhes, como a resolução, o processador e etc, mas isso também interessa pouco – acho eu. É mais a experiência do que os números, que cativa o pessoal.
Este gadget não tem teclado físico. Algumas pessoas já me perguntaram como se acedia ao dito, porque estão a pensar nos primeiros modelos de Google Phone que viram, mas o Magic usa um teclado virtual.
Dito isto, o teclado tem sido o principal obstáculo para mim, neste ‘telefone’. Embora funcione muito melhor usando os dois polegares com o écrã na horizontal, não deixa de ser uma dor de cabeça escrever um simples SMS. No entanto, o problema não é do teclado de todo, mas sim da ausência de um dicionário Português.
Escrever em Inglês é rápido e eficaz, porque o dicionário funciona muito bem e é raro um texto ter um único erro, no fim. Mas sem dicionário em Português, mesmo depois de 3 semanas a adicionar palavras, é complicado escrever umas linhas sem vários erros.
Um problema que o teclado tem efectivamente e que é independente da existência de dicionário, é a colocação da tecla de backspace imediatamente acima da de enter. Sei que é a posição delas na maioria dos telcados, mas com teclas tão pequenas teria sido boa ideia separá-las de alguma forma.
Finalmente, o Android tem um sistema de multitasking em que podemos ter várias aplicações a correr (não tenho a certeza que seja o caso no iPhone), o que é bom e mau ao mesmo tempo. A maioria das aplicações não tem uma opção “quit” e o Android não tem um task manager (embora tenha um task switcher, uma espécie de cmd-tab).
Nem vale a pena falar das vantagens do multitasking, basta olharem para os vossos computadores, mas ao mesmo tempo às vezes queremos fechar aplicações por qualquer razão e não o poder fazer nativamente é bizarro, de início.
A situação mais comum é correr um cliente de uma aplicação de internet qualquer e passar o resto do dia a receber updates – que consomem tráfego – porque não temos como fechar a aplicação. Felizmente existem soluções para isto e basta ir ao Market buscar o TasKiller para se poder pelo menos ter a opção de, limpar as apps que estão a correr de vez em quando.
Dito isto, nunca tive problemas de memória e com o tempo já me habituei que as aplicações ficam simplesmente ali até o Android decidir que precisa de correr outra no seu lugar (se é que o faz, sinceramente não percebo como funciona a gestão – mas funciona).
Quanto à bateria… nem sei, ponho-o a carregar sempre que posso. Duvido que dure 24 horas.
Esta review é menos estruturada do que contava fazer, mas sinceramente, era isto ou nada, porque ando com pouco tempo e menos paciência. O melhor mesmo, é deixarem perguntas nos comentários – se as tiverem – que eu tento responder.
A moda também já chegou a Portugal e agora vai-se para as portas das lojas à meia noite para se receber um telemóvel novo. Esta noite foi o lançamento do iPhone (fui acordado com fogo-de-artifício e quer-me cá parecer que a culpa é da vodafone ou da optimus), e vários bandos de portugueses sem nada melhor para fazer foram para filas às portas das lojas das operadoras para porem as unhas num.
Eu gosto muito do iPhone, acho-o interessante, mas não vou comprar um porque me parece que é como a heroína… espera-se uns anos e é muito mais fácil de arranjar e muito mais barato. No caso do iPhone, meses em vez de anos, mas o resultado é o mesmo.
Pronto, tudo isto e o que eu sinto sobre o assunto está resumido no novo post no Parte Mais Nutritiva. Enjoy.
Edit: acabei de ler que o iPhone não suporta MMS… é verdade? MMS é das coisas que mais uso no meu telemóvel, com fotos e vídeos do puto em grande rotação para os avós, por exemplo. Assim prefiro o meu Sony Ericsson.
Começaram a sair cá para fora, hoje, os preços para o iPhone em Portugal. São um assalto, com planos de mensalidades caras, tráfego limitadíssimo e valores por extensão dos pacotes-base, exorbitantes.
A comunidade geek portuguesa ficou escandalizada.
Não quero ser cínico, mas nasci assim e não consigo evitá-lo: não esperava muito melhor que isto. O problema é que, em Portugal, o iPhone é um telefone de mesa.
Eu explico.
A partir de dia 11 de Julho, todos os administradores de empresas, gestores, directores comerciais e demais homenzinhos de fatiota cinzenta e tirinha de pano ao pescoço vão querer pousar um iPhone na mesa durante as suas importantíssimas reuniões de plano, demonstração de resultados ou marketing.
E esses senhores não têm quaisquer problemas em pagar planos (aliás, as empresas desses senhores, provavelmente, encarregam-se disso), e as operadoras sabem-no muito bem.
Portugal é um país de status. As empresas obrigam certos funcionários a andar de BMW porque andar de Fiat “parece mal”. A avaliação de um fornecedor começa no parque de estacionamento e, não tenho dúvidas, continua no bolso do telemóvel ou no startup screen do portátil (hoje em dia, Mac é status e na sua ausência, o ideal é um Vaio).
Portanto estes planos para o iPhone em Portugal são 100% realistas e alinhados com a nossa comunidade empresarial.
O iPhone 2 está prestes a ser anunciado e começa, finalmente, a ter bom aspecto. Além do 3G que a Apple não incluiu na primeira versão para se cerificar que os early adopters compram o novo modelo, o novo iPhone parece incluir também GPS.
Um telefone com aquele interface, bom acesso à net, (já agora uma câmara de jeito), e um GPS incluido… definitivamente: want!