…quando há a internet. Acho que é mais do que suficiente para o pessoal andar alucinado.
Tenho um outro blog – a mais o Gnü – em que não mexemos há que tempos, chamado “A Parte Mais Nutritiva”, onde pus um desmotivador com a Luciana Abreu.
Topem bem um dos comentários:
És muito gira Luciana Abreu,chamo-me André Alexandre Furtado,primeiro,que mais nada,prazer.,,tenho 13 anos,. . . gostava de me encontrar um dia contigo,além de seres muito gira,gosto muito ,Amooo, quero eu dizer,se puder ser,é claro. . . beijos.
O rapaz é novo para beber, se bem que nunca se sabe, mas crescido demais para não perceber que a foto da Luciana Abreu não lhe vai telefonar a marcar um encontro para Sexta-feira à noite… ou não?
Depois de seis meses como cliente do serviço meo creio que é chegada a altura de fazer a minha review (review é uma boa palavra, creio que “crítica” soa sempre pouco descritivo e que “revista” ou “revisão” seria melhor).
O meo é um serviço “triple-play”, da Portugal Telecom, que oferece telefone, internet e televisão-sobre-ip. Apresenta-se como “a televisão do futuro”, embora já exista, nos Estados Unidos, uma coisa chamada Tivo que funciona bastante melhor (também já tem mais maturidade), desde 1997.
A caractersística “futurística” de que se aproveita a publicidade baseia-se na existência de um disco rígido dentro da “box” que é fornecida com o serviço e que permite gravar a emissão simulando uma pausa na mesma (na verdade o que se passa é que quando fazemos pausa, a box começa a gravar a emissão para posterior visualização).
Além da possibilidade de pausa, existe um EPG – electronic programme guide – que permite agendar gravações de programas e séries de TV de uma forma simples e intuitiva e uma saída HDMI na box possibilita assistir a canais em alta definição até 1080p.
Tirando a funcionalidade de televisão e telefone, que é banal – quem usa telefone ainda? – sobra a internet que é um acesso ADSL de 8 Mb de downstream e 512 Kb de upstream.
Aqui fica a minha experiência e opiniões sobre o sistema depois de 6 meses de uso:
Qualidade da imagem de televisão
Mantive o meu antigo serviço da Cabovisão a funcionar durante mais ou menos um mês em simultâneo com o meo, just in case e pude comparar a diferença de qualidade de imagem.
Sem sombra de dúvidas que a qualidade de imagem do meo é muito superior à do cabo. É tão óbvio que não deixa dúvidas. No entanto, nota-se que nalguns canais existe bastante mais compressão na imagem do que noutros.
Em HD a qualidade da imagem é, obviamente, ainda melhor mas não deixa de haver bastante compressão o que acaba por derrotar um pouco o princípio.
Variedade de programação
Não tenho grande coisa a dizer sobre a variedade de programação do meo. Por um lado porque vejo pouca televisão e a que vejo é incidental: sento-me e faço um pouco de zapping para ver um pedaço do Miami Ink ou um episódio do American Dad. Não me parece que ninguém em Portugal tenha uma oferta muito diferente. São os mesmos canais mais um, menos outro, que a Zon ou a Cabovisão.
Não me queixo, mas também não sinto grande entusiasmo.
Flexibilidade
O serviço foi lançado com uma feature muito apetecível: além dos 35 canais base o cliente podia compor a sua grelha de canais com 10 à sua escolha. Sem mais nem menos, um belo dia, essa funcionalidade desapareceu e agora o cliente tem a possibilidade de escolher até dois pacotes pré-feitos de 5 canais cada, para acrescentar à oferta base.
Um dos canais que tinha configurado, a BBC Prime, faz agora parte de um pacote “internacional”, agrupado com quatro canais que não quero ver, nem quem me paguem. Resultado: deixei de ter a BBC Prime.
Além disso, o Baby First TV, o canal que o Tiago gostava de ver e que eu tinha configurado como um dos 10 opcionais, desapareceu, não fazendo parte dos pacotes. É considerado um canal extra e tem que ser pago à parte. São apenas uns cêntimos por mês, mas ainda assim, parece fazer pouco sentido, tendo eu uma grelha em que 70% dos canais não me interessam.
A verdadeira flexibilidade, sempre o defendi, é permitir ao cliente ter uma grelha pequena, mas feita apenas com canais que lhe interessam. Não me chocaria pagar o mesmo por apenas 10 canais, sendo os dez escolhidos a dedo por mim.
Mas em Portugal não existe, que eu saiba, uma oferta assim. As operadoras preferem oferecer 30 ou 40 canais em que a maioria não têm valor para os clientes.
EPG
O EPG do meo é completo e a box tem duas variantes de apresentação, cada uma com as suas vantagens: canal a canal, com uma lista de programas por ordem cronológica ou por hora e programa, sendo fácil ver que programas estão a dar, a uma dada hora.
Clicando uma vez em gravar, sobre um episódio de uma série, agenda a gravação do próximo episódio da dita. Clicando uma segunda vez, agenda a gravação de todos os episódios subsequentes. Parace simples e prático e é, em teoria.
Na prática tem muitas falhas.
Basicamente, a programação não é indexada e as gravações são agendadas pelo horário dos programas – tal como se fazia, à mão, nos velhos VCR. Isto significa, obviamente, que continuamos dependentes da programação dos diversos canais andar a horas.
Nalguns canais não há azar, noutros é como apostar no totobola.
Os agendamentos podem ser “fine-tuned”, mas isso remove o aspecto prático do EPG e acaba por valer mais a pena agendar tudo à mão.
Finalmente, o EPG tem algumas falhas relacionadas com o nome dos programas e que me parece que poderão vir a ser resolvidas com updates ao software. Por vezes, se uma série tem algum caracter invulgar no nome, a box não consegue agendar correctamente todos os episódios ou grava uns, mas depois desiste e não grava mais.
É uma funcionalidade útil, mas que pode tornar-se verdadeiramente poderosa com a indexação da programação em que a box passa a receber um sinal quando o programa se inicia, nunca falhando uma gravação.
Storage
O storage da box é francamente pobre. Com tantos canais, com dois streams de TV a permitir gravar dois canais em simultâneo (ou gravar um e ver outro) e com o EPG, este serviço convida à gravação em massa de conteúdo para ver mais tarde.
No entanto, o disco rígido da box enche-se num piscar de olhos e em breve, a função “manter até ser preciso o espaço” entra em acção e a box começa a apagar episódios de coisas que não chegámos a ter tempo de ver.
Mais uma vez, é possível configurar as gravações para não serem apagadas, mas não é o comportamento default e requer andar a mexer, coisa que remove mais uma vez o aspecto prático.
Estabilidade
No geral, o serviço é estável mas muito menos que o cabo.
Durante o Europeu de Futebol, fiquei sem serviço várias vezes durante os jogos, tendo que esperar vários minutos que a box fizesse reboot para voltar a ter televisão. Durante a final apercebi-me que não conseguiria acabar de ver o jogo em HD e tive que configurar a box para SD para que parasse de crashar.
Recentemente, a tentar ver um video-on-demand, a box crashou cinco vezes.
Parece-me que a box tem dificuldades em lidar com determinados streams, mas não sei porquê e o tempo de boot da box é ridiculamente longo.
Ao contrário do que já li um pouco por todo o lado, a utilização da net não afecta a TV e ver TV não torna a net mais lenta. São streams separados e não se afectam mutuamente.
Video on demand (vídeo clube)
O vídeo clube do meo está bem recheado de títulos e não é difícil encontrar um filme para ver. Após seleccionado o filme, é possível ver o trailer sem pagar e se ficarmos convencidos, confirmamos o pagamento (é debitado na factura desse mês), e podemos começar a ver o filme.
Temos todas as operações normais à nossa disposição, como rewind, fast forward, pause e mesmo stop para voltar mais tarde. Uma vez alugado o filme, temos 24 horas para o ver, após o que ficará indisponível.
Os preços são normais e o prazo também, embora para pessoas com pouco tempo às vezes seja proveitoso ter, por exemplo, um fim de semana inteiro para ver um filme em fracções e 24 horas pode ser pouco. Mas o prazo parece-me aceitável, mesmo assim.
As qualidade de imagem dos filmes é bastante boa, embora ainda não tenha visto suficientes para tecer grandes considerações em relação a isto. As desvantagens são que o som é stereo (um DVD alugado, em princípio, tem som surround), e que o filme vem sempre com legendas em português; mas muitas vezes, os DVDs alugados também vêm com legendas em português impossíveis de desligar (estupidamente).
Portanto, comparando o VOD do meo com a sua concorrência lógica: um video clube de aluguer de DVDs, o meo não fica muito atrás em termos de qualidade, oferece preços e prazos idênticos e tem a vantagem de não ser preciso sair de casa quando se decide alugar um filme.
Em contrapartida, da última vez que alugámos um filme, a box crashou cinco vezes durante a emissão do mesmo.
Operações sobre a emissão
É possível pausar a emissão, ou, como eu já disse, é possível por a emissão a gravar para depois ver mais tarde. Já usei esta função algumas vezes, sobretudo em jogos de futebol. Pauso a emissão e vou fazer qualquer coisa (geralmente, dar banho ao Tiago), e depois volto e mando um SMS ao meu pai para me informar o resultado.
Se o resultado me interessar, carrego em play e vejo o resto do jogo, se não, passo para emissão em tempo real e pronto. Eu sei, acabei de chocar metade do mundo futebolístico português, mas o que querem… eu gosto de golos.
Outra operação que é interessante é a de poder ver dois canais em simultâneo via PIP (picture-in-picture). Isto é útil para quando estamos à espera do início de um programa enquanto vemos outro: basta colocar em PIP o canal onde vai começar o outro programa e vamos vendo o ecran principal até ser altura de mudar, depois basta carregar em OK no comando que o canal em PIP salta para principal.
Internet
Como já disse, o meo funciona sobre ADSL e a internet tem uma ligação de 8 Mb/512 Kb que funciona bem e e estável.
O router que me forneceram, um 2Wire, é um desastre na componente de Wi-Fi e caía constantemente quando me ligava lá dessa forma. Resolvi esse problema com um router interno meu só para Wi-Fi, desligando esta funcionalidade no 2Wire e nunca mais tive problemas.
Uma das grandes vantagens do acesso à net do meo é não ter limites de downloads: muito prático para quem faz muitos downloads internacionais.
Apoio técnico
Eu não gosto do apoio técnico via telefone hoje em dia. Com a massificação dos call centers, que dão muito dinheiro explorando miúdos sem formação e com salários baixos, desapareceu quase totalmente a qualidade do apoio técnico.
Hoje em dia, o importante é despachar o máximo de clientes no mínimo de tempo e é esse o objectivo dos call centers. Não sei se ainda há por aí alguém iludido que ache que o objectivo dos call centers é medido em satisfação dos clientes, mas não é: é medido em número de tarefas completas.
E é por isso que o apoio técnico do meo apenas faz uma coisa: desligar e ligar outra vez. Como já tive muitos problemas de estabilidade, já liguei mais para o apoio técnico do meo do que para o de qualquer outro serviço que já tive e o resultado é sempre o mesmo: mandam-me desligar a box e/ou o router, por uma ordem que alguém lhes disse e durante um período de 30 segundos ou um minuto, conforme o operador. E depois é altura de voltar a ligar.
Qualquer coisa para além disto, resulta num relatório de avaria e visita de um técnico num período que pode ir até 48 horas.
Da última vez que tive um problema, desliguei as coisas, esperei, voltei a ligar e depois telefonei para o apoio técnico e informei imediatamente o operador que já tinha desligado/voltado a ligar para que passássemos rapidamente ao preenchimento do relatório de avaria.
Já tive três técnicos do meo lá em casa, um para constatar que a tomada de telefone estava defeituosa, um segundo nesse mesmo dia para substituir a dita ficha (o primeiro, aparentemente, não o sabia fazer), e um terceiro para substituir um cabo defeituoso por uso excessivo de dentição felina; i.e., os gatos comeram-no.
Verdade seja dita: fui informado que os técnicos demorariam 48 horas, mas isto nunca aconteceu e todos apareceram no dia seguinte.
Conclusões e futurologia
Em suma, o meo é um serviço bastante aceitável, com algumas falhas que me parecem poder vir a ser muito melhoradas com updates de software. Infelizmente, o pouco storage da box não se resolve com software e estou curioso para ver se irão sair novas boxes com discos mais jeitosos e se sim, quanto custará a substituição.
A gestão do produto TV não me parece a melhor, tendo-se perdido a flexibilidade inicial na escolha de canais e optado-se por os velhos e gastos pacotes. Falta, talvez, ao produto, uma orientação para power users opcional, mantendo-se as configurações gerais para a maioria dos clientes mas existindo sempre uma opção de maior costumização para quem tem paciência de mexer nessas coisas.
Fico a aguardar a indexação de programação e aumento da capacidade do disco rígido como principais melhorias no serviço, do meu ponto de vista e mantenho alguma esperança neste produto que pode vir a ser, nas calmas, três vezes melhor do que é hoje em dia.
Ainda acho incrível que as empresas não tenham aprendido o que singifica a flexibilidade de escolha online.
Exemplo prático: tenho a fantasia de que um dia vou comprar um carro novo. Ando apaixonado pelo novo Mitsubishi Lancer e portanto fui ao site do meu banco, BES, fazer uma simulação de leasing para ter uma ideia de quanto custaria por mês, ter este carro.
O BES acha boa ideia exigir-me dados de contacto, nomeadamente nome e número de telefone só para me fornecer uma simulação de leasing. E sem os dados, não me dá a simulação.
O que acha o BES? Que eu vou dar os meus dados, para ter um comercial qualquer a telefonar-me para me impingir o leasing, independentemente do que eu achar do resultado da simulação?
É claro que não é isso que eu faço. O que eu faço é o seguinte: fecho o site do BES e vou ao site do Barclays e descubro, rapidamente, que este banco me permite fazer uma simulação online para um leasing, sem me exigir dados pessoais.
Feito.
E mais: se algum dia tiver dinheiro para comprar o carro, que custa 17.860 euros, não vai ser certamente o BES que mo vai financiar.
Fez ontem, dia 5 de Maio, dez anos desde que os três sócios originais da Nitrodesign assinaram a escritura da empresa. Começámos a trabalhar, cada um em sua casa, todos os dias, non-stop. No final de 1999 fazíamos o nosso primeiro grande projecto: redesign total e completo do SAPO, dos pés à cabeça.
Um trabalho que não voltaria a repetir-se no portal que não voltou, desde então, a ter um design unificado em todos os canais e serviços. Ainda recentemente, o Celso encontrou em arquivo a nossa velha “página de acompanhamento” e todos os ficheiros associados ao desenvolvimento do redesign do portal.
Com o nosso nome no rodapé do site de referência da internet em Portugal, começaram a surgir mais projectos e a Nitro ganhou nome e tornou-se, aos poucos, uma referência do mercado nacional de webdesign.
A dada altura, chegavam aos nossos ouvidos rumores de que a Nitrodesign era uma pequena empresa que fazia grandes projectos com apenas 20 pessoas! E nós que éramos só três!
Em 2001 passámos a ser quatro e abrimos o nosso primeiro escritório. Foi também o ano em que aprendi uma dura lição de vida e negócio: o Estado não só não está interessado em fomentar novas empresas, novas tecnologias, empreendedorismo jovem, criação de emprego e geração de riqueza, como tem especial prazer em corroer e destruir PMEs.
Com lucro em 2000 e sendo honestos, sem fugir ao fisco, levamos um estaladão de IRC em 2001 que até vimos estrelas. Com novos investimentos em instalações e equipamento a maior factura que tivemos que pagar foi mesmo a dos impostos.
E com o lucro e respectivo IRC vieram também os pagamentos por conta. Ou, como eu lhe chamo, a vassalagem. Além de tudo isto, a bolha das dotcom rebentou nesse ano e um dos nossos principais clientes de ’01, um grande ISP nacional e respectivo portal – a Teleweb, faliu ficando-nos a dever milhares de contos.
No final do ano estávamos a mudar-nos para instalações mais pequenas (e baratas, claro), para tentar minimizar os estragos. Ainda assim, a empresa manteve o seu trabalho e apareceram grandes clientes como a Portucel, Dun & Bradstreet, Singer e Caixagest. A Portucel e Caixa ainda mantêm o design da Nitro, com algumas alterações posteriores.
Depois de dois anos em Setúbal, mudámo-nos para Almada com uma nova parceria montada e pronta a relançar o negócio em grande estilo. Infelizmente, viemos a descobrir, da pior maneira, que a parceria era, afinal, uma vigarice. Uma empresa, na altura chamda Ciberguia, actualmente Dalera Ciberguia, vendeu-nos o seu fantástico software e plataforma de desenvolvimento, com a promessa de dezenas de clientes e milhares de contos de facturação logo no primeiro ano.
Rapidamente, se bem que – mesmo assim – tarde demais, apercebemo-nos que tudo não passava de um engodo. Ficámos presos a um leasing caríssimo para pagar as licenças de desenvolvimento sobre um software que funcionava horrivelmente mal. Os comerciais que deveriam estar a trabalhar em nosso nome para termos clientes para desenvolver sobre a plataforma da Ciberguia nunca traziam projectos e quando os trouxeram, os pagamentos tardavam em aparecer.
Quando começámos a falar com outros parceiros da Ciberguia, começámos a descobrir um rol interminável de pequenas empresas furiosas, enganadas e exploradas. Tentámos, de várias maneiras, dar a volta à coisa, mas foi impossível.
Hoje em dia, creio que a empresa foi vendida e que os que eram responsáveis por ela já devem ter partido para a próxima vigarice que lhes permitia viver em grandes casas de luxo e andar em carros desportivos do preço de aviões, enquanto empresas, como a nossa, se viam obrigadas a desfazer-se ou repensar a sua existência.
Entretanto, os sócios separaram-se e eu fiquei com a Nitrodesign que partilhei com a minha mulher. Desde 2003 que somos ambos sócios e continuamos a prestar serviços a alguns dos clientes mais antigos. Eu vim trabalhar para o SAPO e a Dee, sozinha, angariou novos clientes, fez sites e tomou conta da empresa nos últimos quatro anos.
Recentemente, recebemos um e-mail da Direcção Geral de Finanças informando que a Nitrodesign seria suspeita e sujeita a inspecção de finanças caso apresente prejuízo em 2007. Dizem eles que é estranho que a empresa esteja há três anos consecutivos com prejuízos.
Bom, não são prejuízos incomportáveis, mas não são lucros. E se há coisa que sempre fomos, desde o início, foi honestos e cumpridores. Cheguei a não pagar salários alguns meses, para poder cumprir as obrigações sociais e fiscais da empresa.
A nossa empresa não tem BMWs para os colaboradores, nem telemóveis, nem despesas de representação, nem gastos com formação. Não pagamos por publicidade, não investimos em aplicações financeiras e nem o acesso à internet é pago pela empresa: são os sócios que pagam a conta todos os meses.
Mas o fisco acha-nos suspeitos. Volta tudo ao princípio: o principal concorrente da Nitrodesign, desde a sua fundação, sempre foi o Estado Português.
Mas não faz mal. Fizemos dez anos e ainda cá estamos. Atravessámos booms e bolhas e quedas e recessões, fomos vigarizados e sobrevivemos, fomos taxados até à morte, mas não morremos. Sempre cumprimos com os nossos clientes e sempre acreditámos que valia a pena fazer as coisas bem.
E agora, o que trará o futuro? É esperar para ver…