Desde que comprei a casa nova e comecei a pensar nas possibilidades de instalação de uma rede como deve ser que tenho andado a tentar tirar um curso de um assunto de que não percebo muito.
Sei o que é um router, um switch, cabo UTP, tomadas RJ45 e até sei mais ou menos como é que estas coisas se interligam. Mas há ainda mais variáveis e optimizar uma instalação completamente nova numa casa onde ainda não sei a 100% onde vai ficar toda a aparelhagem, não é fácil.
Depois também há o facto de que pretendo pedir instalação de fibra óptica (já vi o PDO dentro do prédio), mas nunca vi uma instalação destas ao vivo e apenas sei o que vi de fotos na net e descrições de quem já tem (obrigado, Nuno).
Tudo isto bem regado com o facto de que o que quero fazer está longe de ser a instalação standard que o empreiteiro tinha previsto.
Então vejamos:
Tenho um armário construído, no centro da casa onde pretendo fazer a instalação de todo o equipamento (e ainda guardar o aspirador, provavelmente :-P
A esse armário deverá chegar toda a cablagem para ser ligada aos diversos equipamentos de gestão e distribuição de sinais; a ideia geral é mais ou menos esta:
Tomadas RJ45 em todas as divisões, excepto casas de banho (inclui duas, futuras, no sótão)
Tomadas de TV analógica nos quartos, sala e cozinha
Terminação do cabo CAT5E ou CAT6 e TV no tal armário
Ligação do cabo ethernet a um patch bay de 16 portas (são 16 tomadas)
Ligação da maioria das tomadas do patch bay às de um switch de 16 portas
Ligação do cabo TV a um splitter
Passagem de tubo do armário até à entrada da casa para passagem da fibra
Ligação da caixa de fibra PT ao router PT e ao splitter TV
Ligação do router PT ao switch para por internet em todas as tomadas aí ligadas
Ligação do router PT ao patch bay para alimentar a tomada da meo box e a que for escolhida para telefone (usando apenas os pares centrais do UTP)
Duas das tomadas ethernet levarão APs wifi (serão instaladas junto ao tecto)
Creio que é tudo. Agradeço a ajuda de quem souber e quiser ajudar porque já foi com muita ajuda de pessoal no Twitter que cheguei ao esquema que agora vos deixo. Isto no fundo não é nada complicado e para o empreiteiro mandar passar mais ou menos um tubo é indiferente – para mim será preciso pagar mais algumas tomadas do que as orçamentadas, mas não é o fim do mundo.
Ideias, sugestões, avisos, cautelas é tudo bem visto; só peço que não sejam megalómanos :-)
Edit: graças a comentários do Nuno no IM, já corrigi o esquema.
Depois de andar a pensar no assunto há muito tempo, hoje finalmente troquei o disco rígido da minha PS3.
Quem não sabe, fica a saber, que a PS3 é dos melhores produtos de electrónica no mercado actualmente. Falo, claro, de um certo tipo de electrónica de consumo mas quem percebe do que falo, entende-me e que não percebe, já parou de ler no parágrafo passado.
Há meses que não há vídeo cá em casa que não passe pela PS3: todo o tipo de filmes e séries, em qualquer formato, até FullHD (também graças ao PS3 Media Server), DVDs, Blu-rays, Música, Fotos, Acesso (razoavelmente básico, ok), à net e os jogos, evidentemente.
A minha é da primeira geração – aliás, comprei-a no dia em que foi lançada em Portugal, depois de meses à espera que saísse. Nunca tive uma PS2, mas tive uma Playstation das originais que, no entanto, pouco usei.
Tudo isto para explicar que estou extremamente satisfeito com a minha PS3 mas que, no entanto, achei que valia a pena melhorá-la.
Comprei há umas duas semanas, por 50 euros, um Western Digital de 2,5” e 320 GB e hoje finalmente montei-o.
O processo é simples e só é demorado por causa do backup/restore da consola.
Convém então arranjar um disco USB, ligá-lo à PS3 e aceder a Settings > System Settings > Backup Utility, seleccionar, evidentemente, ‘Backup’ e depois escolher o disco externo como destino.
Dependendo do tamanho do vosso disco (o da minha PS3 era de 60 GB), e de se o têm cheio ou vazio, isto vai demorar mais ou menos… o meu levou mais de uma hora.
Depois é boa ideia entrar em cada conta da PS3 (se tiverem mais que uma), ir a Game > Trophy Collection > Triângulo > Sync with server. Isto sincroniza os vossos troféus com o servidor (estes não são guardados localmente), para que não os percam.
Agora é altura de sujar as mãos.
Desliga-se a PS3 da corrente e coloca-se na horizontal – a menos que já esteja horizontal, claro. No fundo da consola, existe uma placa removível. Basta usar uma chave de fendas pequena na ranhura própria e a dita sai fora.
Segue-se um pequeno parafuso azul, que não deve estar muito apertado e depois uma palheta metálica (que parece um “arame”) e que se deve puxar para fora.
O disco está ligado por encaixe, portanto, usando esta palheta, desliza-se o disco para a direita e ele desencaixa e pode tirar-se.
O disco vem montado num ‘cradle’ metálico, preso com 4 parafusos absolutamente reles. Eu consegui moer completamente a cabeça a 3 dos 4 parafusos, sem grande esforço e foi preciso WD-40 e a o jeitinho da Dee e de um dos seus alicates de precisão para tirar as bestinhas.
Portanto, um aviso: se o fizerem, tenham muita calma e muito cuidado com estes 4 parafusos. Eles vêm apertados de fábrica e são muito macios e fáceis de danificar – poderá não ser o caso com todas as consolas, mas conheço mais pessoas que já trocaram de disco e se queixaram do mesmo.
Agora é só seguir o processo inverso. Lembrem-se em que posição estava o disco antigo para colocarem o novo na mesma, depois apertem-no com os 4 parafusos, insiram o ‘cradle’ na PS3, deslizem-no para a esquerda até encaixar, reponham o parafuso azul e a tampinha de plástico.
É facílimo. Se os parafusos não tivessem dado luta, teria ficado feito em menos de cinco minutos.
Ao ligar a consola, ela avisa que o disco precisa de ser formatado, o que é um processo de alguns segundos e depois é altura de repor o backup. O processo é o mesmo, mas a opção em vez de ‘Backup’, é, claro, ‘Restore’.
Se tiverem mais do que um Backup no vosso disco externo é porque são pessoas cuidadosas que de vez em quando fazem um backup :-) Nesse caso, cada um terá um timestamp, algo como 200911211645 – ano, mês, dia, hora, minuto.
Agora tenho 320 GB de disco e já posso copiar filmes FullHD para a consola para não ter que estar a vê-los pela rede que não tem largura de banda suficiente para lidar bem com estes ficheiros.
Como saberão os mais atentos, adquiri recentemente hardware para montar um novo PC contando, para isso, com a inestimável ajuda de alguns leitores mais participativos e conhecedores do Macacos.
A coisa está feita e a funcionar em grande estilo (exceptuando, claro, problemas com o Windows). Chamei à máquina “Vader”, muito por causa do aspecto da fantástica caixa Antec que foi uma excelente compra, embora me tenha dado um dissabor, com o compartimento da fonte de alimentação.
Para saberem como correu a montagem podem ver as fotos e ler a descrição, no meu flickr.
Preciso de um novo monitor e, armado com alguns conselhos, mas sem saber bem o que quero, resolvi ir ver o que há.
Pode ler-se as especificações, pode ver-se o preço e o nome do fabricante mas o fulcral é ver-se a imagem.
Dito isto, fui à Fnac com a ideia de aplicar um dos meus descontos de cliente, de 6%, que este mês foram aumentados até 10% e comprar um monitor razoável. Qualquer coisa provavelmente acima dos 200 euros, mas abaixo dos 300.
O que vi deixou-me preplexo.
A Fnac tem duas prateleiras cheias de monitores. Não os contei, deviam ser uns 15 ou 20, talvez. Têm Asus, LG, HP e Samsung (que eu me lembre), todos alinhadinhos, todos ligados.
A primeira coisa que salta a vista é que praticamente nenhum (tirando os mais fracos, claro), está na sua resolução nativa. Depois percebi que isto se deve ao facto de todos os monitores estarem ligados ao mesmo computador. A placa gráfica deve estar configurada para a resolução do monitor mais pequeno e todos os outros, especialmente os maiores e com maior resolução (e maior etiqueta de preço), ficam um absoluto nojo.
Depois, o costume: abrindo os menus de dois ou três dos monitores que me pareceram mais interessantes (em termos de especificações, claro), tanto o brilho como o contraste estão no máximo.
Olhando para a traseira dos monitores, apercebi-me ainda que todos eles estão ligados por VGA, mesmo os que têm DVI e HDMI como opção. E não, isto não é uma picuinhice: a diferença de um monitor ligado por VGA ou DVI é notória. A diferença de um monitor configurado para a sua resolução nativa ou para uma menor é ainda mais notória e a diferença entre um monitor bem calibrado e um mal calibrado é também bastante óbvia.
Perguntava-me como era possível que alguém comprasse um monitor assim, chegando ali e olhando para ele, quando obtive a minha resposta: dois adolescentes borbulhentos discutiam a beleza dos monitores.
“Pois eu comprei um parecido com este, mas este é mais bonito”, dizia um; “bonito é este, olha só!”, exclamava o outro.
Não sou indifente à beleza externa do aparelho, mas honestamente é a menor das minhas preocupações. Mas de facto, se as pessoas compram monitores olhando principalmente para o preço e para se a caixinha é bonitinha, então de facto, a Fnac não precisa de se esforçar mais.
Tudo o que disse para a Fnac aplica-se à Vobis, mas pior ainda: na Vobis, uma colecção de monitores estava exposta a um metro acima da cabeça dos clientes, numas prateleiras e todas elas passavam imagens de um anúncio de televisão qualquer da Vobis com um daqueles anormais a que as pessoas parecem achar piada.
A qualidade de imagem do dito vídeo era insultuosa e, alguns dos monitores estavam a apresentá-la de tal forma distorcida que mais pareciam aparelhos avariados, ali encostados para reparação. Um deles só mostrava o canal vermelho.
Desisti. Não sei bem onde vou comprar um monitor, mas já percebi que provavelmente vai-me custar umas horas, numa loja, com o meu computador, a chatear os funcionários para me ligarem os monitores um a um para eu poder, efectivamente, ver como se portam e qual vale a pena.
Depois de muito ponderar e pesquisar e de ler e reler todos os vossos comentários, tenho o hardware encomendado. Sei que nem todos concordam com as escolhas, mas é mesmo assim que as coisas funcionam. :-)
Acabei por poupar nalgumas coisas para poder ir para a caixa da Antec com a qual fiquei vidrado, confesso.
Assim, devo cá ter para a semana 4GB de DDR2 Corsair a 1066 MHz, um Pioneer DVDR SATA, um Intel Q9300 a 2.50 GHz, uma Asus P5QL-E, uma Antec P182 e um Western Digital Green de 640 GB.
Vou juntar a isto a Saffire LE, uma nVidia 7800GT e pelo menos um dos meus discos actuais, provavelmente o Samsung de 500 GB e vou, finalmente, reformar a minha big tower que dura há 8 anos e está toda lixada, com as roscas comidas e cheia de marcas de pontapés… vá-se lá saber porquê…