Macacos sem galho

Trocar o disco numa PS3

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de andar a pensar no assunto há muito tempo, hoje finalmente troquei o disco rígido da minha PS3.

Quem não sabe, fica a saber, que a PS3 é dos melhores produtos de electrónica no mercado actualmente. Falo, claro, de um certo tipo de electrónica de consumo mas quem percebe do que falo, entende-me e que não percebe, já parou de ler no parágrafo passado.

Há meses que não há vídeo cá em casa que não passe pela PS3: todo o tipo de filmes e séries, em qualquer formato, até FullHD (também graças ao PS3 Media Server), DVDs, Blu-rays, Música, Fotos, Acesso (razoavelmente básico, ok), à net e os jogos, evidentemente.

A minha é da primeira geração – aliás, comprei-a no dia em que foi lançada em Portugal, depois de meses à espera que saísse. Nunca tive uma PS2, mas tive uma Playstation das originais que, no entanto, pouco usei.

Tudo isto para explicar que estou extremamente satisfeito com a minha PS3 mas que, no entanto, achei que valia a pena melhorá-la.

Comprei há umas duas semanas, por 50 euros, um Western Digital de 2,5” e 320 GB e hoje finalmente montei-o.

O processo é simples e só é demorado por causa do backup/restore da consola.

Convém então arranjar um disco USB, ligá-lo à PS3 e aceder a Settings > System Settings > Backup Utility, seleccionar, evidentemente, ‘Backup’ e depois escolher o disco externo como destino.

Dependendo do tamanho do vosso disco (o da minha PS3 era de 60 GB), e de se o têm cheio ou vazio, isto vai demorar mais ou menos… o meu levou mais de uma hora.

Depois é boa ideia entrar em cada conta da PS3 (se tiverem mais que uma), ir a Game > Trophy Collection > Triângulo > Sync with server. Isto sincroniza os vossos troféus com o servidor (estes não são guardados localmente), para que não os percam.

Agora é altura de sujar as mãos.

step 5

Desliga-se a PS3 da corrente e coloca-se na horizontal – a menos que já esteja horizontal, claro. No fundo da consola, existe uma placa removível. Basta usar uma chave de fendas pequena na ranhura própria e a dita sai fora.

Segue-se um pequeno parafuso azul, que não deve estar muito apertado e depois uma palheta metálica (que parece um “arame”) e que se deve puxar para fora.

O disco está ligado por encaixe, portanto, usando esta palheta, desliza-se o disco para a direita e ele desencaixa e pode tirar-se.

O disco vem montado num ‘cradle’ metálico, preso com 4 parafusos absolutamente reles. Eu consegui moer completamente a cabeça a 3 dos 4 parafusos, sem grande esforço e foi preciso WD-40 e a o jeitinho da Dee e de um dos seus alicates de precisão para tirar as bestinhas.

Portanto, um aviso: se o fizerem, tenham muita calma e muito cuidado com estes 4 parafusos. Eles vêm apertados de fábrica e são muito macios e fáceis de danificar – poderá não ser o caso com todas as consolas, mas conheço mais pessoas que já trocaram de disco e se queixaram do mesmo.

Agora é só seguir o processo inverso. Lembrem-se em que posição estava o disco antigo para colocarem o novo na mesma, depois apertem-no com os 4 parafusos, insiram o ‘cradle’ na PS3, deslizem-no para a esquerda até encaixar, reponham o parafuso azul e a tampinha de plástico.

É facílimo. Se os parafusos não tivessem dado luta, teria ficado feito em menos de cinco minutos.

Ao ligar a consola, ela avisa que o disco precisa de ser formatado, o que é um processo de alguns segundos e depois é altura de repor o backup. O processo é o mesmo, mas a opção em vez de ‘Backup’, é, claro, ‘Restore’.

Se tiverem mais do que um Backup no vosso disco externo é porque são pessoas cuidadosas que de vez em quando fazem um backup :-) Nesse caso, cada um terá  um timestamp, algo como 200911211645 – ano, mês, dia, hora, minuto.

Agora tenho 320 GB de disco e já posso copiar filmes FullHD para a consola para não ter que estar a vê-los pela rede que não tem largura de banda suficiente para lidar bem com estes ficheiros.

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Montagem do Lord Vader

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O hardware

Como saberão os mais atentos, adquiri recentemente hardware para montar um novo PC contando, para isso, com a inestimável ajuda de alguns leitores mais participativos e conhecedores do Macacos.

A coisa está feita e a funcionar em grande estilo (exceptuando, claro, problemas com o Windows). Chamei à máquina “Vader”, muito por causa do aspecto da fantástica caixa Antec que foi uma excelente compra, embora me tenha dado um dissabor, com o compartimento da fonte de alimentação.

Para saberem como correu a montagem podem ver as fotos e ler a descrição, no meu flickr.

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A Fnac e a Vobis venderão monitores?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Preciso de um novo monitor e, armado com alguns conselhos, mas sem saber bem o que quero, resolvi ir ver o que há.

Pode ler-se as especificações, pode ver-se o preço e o nome do fabricante mas o fulcral é ver-se a imagem.

Dito isto, fui à Fnac com a ideia de aplicar um dos meus descontos de cliente, de 6%, que este mês foram aumentados até 10% e comprar um monitor razoável. Qualquer coisa provavelmente acima dos 200 euros, mas abaixo dos 300.

O que vi deixou-me preplexo.

A Fnac tem duas prateleiras cheias de monitores. Não os contei, deviam ser uns 15 ou 20, talvez. Têm Asus, LG, HP e Samsung (que eu me lembre), todos alinhadinhos, todos ligados.

A primeira coisa que salta a vista é que praticamente nenhum (tirando os mais fracos, claro), está na sua resolução nativa. Depois percebi que isto se deve ao facto de todos os monitores estarem ligados ao mesmo computador. A placa gráfica deve estar configurada para a resolução do monitor mais pequeno e todos os outros, especialmente os maiores e com maior resolução (e maior etiqueta de preço), ficam um absoluto nojo.

Depois, o costume: abrindo os menus de dois ou três dos monitores que me pareceram mais interessantes (em termos de especificações, claro), tanto o brilho como o contraste estão no máximo.

Olhando para a traseira dos monitores, apercebi-me ainda que todos eles estão ligados por VGA, mesmo os que têm DVI e HDMI como opção. E não, isto não é uma picuinhice: a diferença de um monitor ligado por VGA ou DVI é notória. A diferença de um monitor configurado para a sua resolução nativa ou para uma menor é ainda mais notória e a diferença entre um monitor bem calibrado e um mal calibrado é também bastante óbvia.

Perguntava-me como era possível que alguém comprasse um monitor assim, chegando ali e olhando para ele, quando obtive a minha resposta: dois adolescentes borbulhentos discutiam a beleza dos monitores.

“Pois eu comprei um parecido com este, mas este é mais bonito”, dizia um; “bonito é este, olha só!”, exclamava o outro.

Não sou indifente à beleza externa do aparelho, mas honestamente é a menor das minhas preocupações. Mas de facto, se as pessoas compram monitores olhando principalmente para o preço e para se a caixinha é bonitinha, então de facto, a Fnac não precisa de se esforçar mais.

Tudo o que disse para a Fnac aplica-se à Vobis, mas pior ainda: na Vobis, uma colecção de monitores estava exposta a um metro acima da cabeça dos clientes, numas prateleiras e todas elas passavam imagens de um anúncio de televisão qualquer da Vobis com um daqueles anormais a que as pessoas parecem achar piada.

A qualidade de imagem do dito vídeo era insultuosa e, alguns dos monitores estavam a apresentá-la de tal forma distorcida que mais pareciam aparelhos avariados, ali encostados para reparação. Um deles só mostrava o canal vermelho.

Desisti. Não sei bem onde vou comprar um monitor, mas já percebi que provavelmente vai-me custar umas horas, numa loja, com o meu computador, a chatear os funcionários para me ligarem os monitores um a um para eu poder, efectivamente, ver como se portam e qual vale a pena.

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A new machine, part 3

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de muito ponderar e pesquisar e de ler e reler todos os vossos comentários, tenho o hardware encomendado. Sei que nem todos concordam com as escolhas, mas é mesmo assim que as coisas funcionam. :-)

Acabei por poupar nalgumas coisas para poder ir para a caixa da Antec com a qual fiquei vidrado, confesso.

Assim, devo cá ter para a semana 4GB de DDR2 Corsair a 1066 MHz, um Pioneer DVDR SATA, um Intel Q9300 a 2.50 GHz, uma Asus P5QL-E, uma Antec P182 e um Western Digital Green de 640 GB.

Vou juntar a isto a Saffire LE, uma nVidia 7800GT e pelo menos um dos meus discos actuais, provavelmente o Samsung de 500 GB e vou, finalmente, reformar a minha big tower que dura há 8 anos e está toda lixada, com as roscas comidas e cheia de marcas de pontapés… vá-se lá saber porquê…

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Procura-se bom monitor

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Tenho várias paixões materiais. O meu Mercedes, por exemplo, embora já me tenha feito gastar um dinheirão… não sei porquê, mas adoro aquele carro. O meu monitor Sony G500 de 21 polegadas era uma dessas paixões. Mas, finalmente, depois de 8 anos de uso e abuso, chegou a sua hora.

Agora preciso de o substituir por um bom LCD.

No geral, não sou fã de LCDs. Até na televisão prefiro Plasma, já que a mania do LCD de ser “ultra” definido me irrita solenemente… acabam por dar uma imagem cirúrgica e irreal de tão “focada”.

A vida é mais como um plasma ou um crt.

Portanto o que quero de um LCD, é realismo. Tenho visto alguns Samsungs que são grandes bizarmas com resoluções fantásticas e umas cores tão saturadas que quase fazem sangrar os olhos. Suponho que as ditas encham o olho ao consumidor, mas a mim não me apanham nessa.

Se alguém tiver sugestões, mais uma vez, agradeço. Gostaria que fosse grandinho (21 polegadas pelo menos), tivesse uma resolução jeitosa (no Sony usava 1600×1200), entrada DVI e cores realistas.

O Nuno Ferreira aconselhou-me o Samsung 226CW, via Twitter. Agradeço qualquer input que tenham para oferecer.

Obrigado

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