Macacos sem galho

Fim de semana cheio

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Este foi um fim de semana em cheio, sobretudo para o Tiago que há muito tempo que anda a passar os ditos fechado em casa a aturar os pais.

No Sábado, já estava ele a apagar, com sono, saímos para ir à festa de aniversário do seu maior amigo lá da escola, o Eddie.

O Eddie e o Tiago são uma instituição, neste momento, sempre que alguém se aproxima gritam-lhe “Eddietiago!”, pumba, marca registada. Nos dias em que o Eddie não aparece na escola, o Tiago fica preocupado e é a primeira coisa que me diz quando o vou buscar.

O Tiago protestou, foi complicado vesti-lo e adormeceu nos 5 minutos de viagem de carro até à festa, mas depois, assim que viu o amigo, tudo se dissipou e esteve duas horas imparável a brincar.

Depois, seguimos para casa da minha tia Bela para festejar o seu aniversário. A Joana demorou um bocadinho a aceitar que não ia para a caminha às sete da tarde como gosta, mas lá acabou por adormecer e ainda ficámos um bocado, com o Tiago no sofá a ver um filme enquanto os crescidos jantavam.

No dia seguinte, foi a vez dos avós maternos levarem o Tiago para dar uma volta e brincar lá em casa. Mais uma vez, voltou exausto, já praticamente não jantou, limitou-se a lavar os dentes, tomar banho e adormecer quase assim que caiu à cama.

Ele fica quase insuportável quando está com sono, mas é bom vê-lo cansado por uma boa causa. Ando a planear levá-lo ao cimo do Cristo Rei para ver a ponte, duas coisas que ele vê aqui da janela e que provavelmente nem imagina que se podem ver de perto.

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Acabou o fim de semana, posso descansar?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

As coisas por aqui andam no limite do cansaço. A Joana, que é uma miúda calma e até é capaz de dormir 5 horas seguidas durante a noite (e quando acorda, raramente é a chorar), tem tido umas irritações diurnas intermináveis com uma berraria que atinge decibéis que, sinceramente, não me lembro que o Tiago alguma vez tenha atingido.

O fim de semana é também altura de manutenção doméstica – isto e aquilo para limpar e arrumar, reciclagem para despejar e comida para cozinhar para a semana que vem.

Junte-se um miúdo de 3 anos e ½ com uma energia quase inesgotável e 35 mil brincadeiras diferentes na agenda e tem-se uma excelente receita para a exaustão.

Claro que tudo isto no final de uma semana de trabalho.

No Sábado esteve cá a Joana, não a nossa Joana, mas a nossa Joana por outras razões. Uma Joana que certamente muito contribuiu para que o nome Joana me fosse querido e acabasse a ser o da nossa filha.

Com ela veio o João, de 2 anos e pouco, uns olhos enormes e caracóis dourados no alto da cabeça. Entendeu-se logo às mil maravilhas com o Tiago e passaram a tarde na brincadeira.

Fui mostrar a casa nova à Joana, que levou o João e os meus pais, irmã e tios, apareceram todos.

Os putos correram a casa toda até ficarem encharcados em suor, brincaram com carrinhos, perseguiram-se e rebolaram-se no chão, contribuindo para a limpeza da obra.

Foi mais um bocado passado na casa, desta vez com companhia, para aumentar ainda mais a vontade de para lá ir morar.

Aproveitámos o fim de semana ainda para decidir avançar já com a renovação do sótão – já que estamos em modo de espera, espera-se mais um pouco e fica tudo feito.

Vamos ver o que nos reserva o resto deste mês de Setembro, em que começa o Outono mas não se nota, tal é o calor.

E agora, vai começar mais uma semana; parto para ela já com o cérebro em papa e pergunto-me se faltará muito para poder descansar…

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Domingo infernal

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Na segunda-feira temos uma espécie de ritual. Em vez do habitual; “então o fim de semana, foi bom?”; optamos por um: “então o fim de semana, foi uma merda?”.

É sempre um pouco mais realista e honesto.

É normal partir-se do princípio que o fim de semana é bom e perguntar sobre o dito, à segunda-feira, é geralmente uma boa forma de meter conversa porque nunca se espera: “olha pá, por acaso não, este fim de semana fui analmente violado por 15 ratos do tamanho de pessoas”.

Mas a verdade é que o que há mais são fins de semana de merda. Para já, são curtos. Um gajo ainda mal saiu da cama no Sábado e já é Domingo à noite. A coisa torce logo aí, porque um gajo tem muitos planos para o fim de semana que não cabem lá e depois desorienta-se tanto que não começa nada e acaba por se limitar a tarefas domésticas que tinham mesmo que ser feitas.

Este Domingo começou bem. Começou cedo, o que é estranho para um Domingo. Por volta das dez e vinte já estava a pé. Estava eu a tomar o pequeno almoço quando a catástrofe atingiu o Domingo em cheio no fígado: o disco da Dee recusava-se a bootar, mesmo quando ela se ia sentar ao computador para terminar umas coisas que vão (iam?), dar prendas de Natal no próximo fim de semana.

Compreendi imediatamente que o destino deste Domingo estava traçado: iria passar a vida desanimado e embrutecido num estupor alcóolico, arrastando-se pelas horas como um vagabundo numa viela nauseabunda. Mais lá para o fim, teria ataques de raiva incontida, magoaria algumas pessoas antes de se magoar a si próprio. Terminaria sozinho e doente, à chuva, morrendo de fome, sem amigos, sem futuro, sem nada.

Acho que mais um Domingo passado a arranjar computadores e vão ter que me vestir o colete de forças…

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