Macacos sem galho

Net Bebés: o exemplo inverso à Mercedes

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Publiquei há dias um exemplo simples de como uma empresa soube usar a sua presença online, facilitando a minha comunicação com eles. Tinha uma dúvida, perguntei, recebi resposta, tudo muito simples, muito directo.

A razão pela qual publiquei esse post é que que se trata de uma excepção. Pode não parecer muito impressionante, mas é tão melhor do que o normal que achei que merecia destaque.

E não podia ter pedido melhor exemplo do que é, precisamente, oposto e infelizmente muito mais comum: a Net Bebés.

Não sei quem é responsável pela Net Bebés nem pelo seu marketing. Mas vim hoje dar com um comentário no blog num post de Outubro de 2005.

Menos de um mês depois do Alex ter morrido, o post é sobre lidar com a situação, como tentar encaixar a perda de um primeiro filho daquela maneira, tendo que andar às cabeçadas com burocracias com a Segurança Social, autista como sempre.

O post tem agora, então, um comentário da Net Bebés que além do URL do site diz “Descrição: Um guia prático, com vários artigos de bebés e crianças para os pais e educadores.”

Aprovei o comentário e vou deixá-lo ficar porque é um testamento da mais pura falta de jeito da esmagadora maioria das pessoas que anda a fazer marketing online. São ignorantes, mais: são estúpidos.

Vieram a um blog de um pai cujo bebé morreu nas últimas semanas de gestação e num post qualquer ao acaso, provavelmente de forma automática, desconhecendo o seu conteúdo, olhando apenas para palavras chave, tags ou seja lá o que for, deixaram um comentário promocional.

No blog de uma mulher que tenha perdido o marido, certamente postarão comentários sobre vestidos de noiva e copos de água; no blog de alguém que está doente com cancro, sem cabelo por causa da quimioterapia, deixarão comentários sobre produtos para a calvície; e por aí fora.

Hoje em dia na internet chama-se a isto um ‘fail’. Isto não é só um fail, isto é falta de respeito; é tentar usar-me como veículo publicitário, a qualquer custo. Isto é de uma imbecilidade indesculpável e eu espero que o responsável por isto, seja quem for, apanhe rapidamente uma doença venérea.

Net Bebés: puta que vos pariu!

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Mau dia para andar de transportes

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Quando as coisas correm bem, o meu percurso matinal é muito suportável. Digo muito suportável porque uma deslocação que leva 45 a 60 minutos é sempre uma perda de tempo irritante.

Mas hoje as coisas correram mal e quando as coisas correm mal, um gajo percebe que de facto os transportes públicos são uma trampa e que nada bate o conforto e privacidade do nosso carrinho onde podemos apanhar trânsito, mas em última análise dependemos muito mais de nós mesmos.

Hoje saí de casa às 9 da manhã, o que é óptimo porque significa que apanho a frequência de transportes necessária para fazer um percurso de 45 minutos e chegar ao trabalho antes das 10 que é o cut-off time de entrada para mim (não se preocupem que não saio às 17).

O painel do MTS dizia que o próximo comboio era para a Universidade e quando ele chegou, eu entrei. Erro meu, devia ter lido o destino no próprio comboio e não apenas no painel, porque o comboio era, de facto, para Corroios.

Mas não há azar, basta sair no Centro Sul (estação a que, estranhamente chamaram “Cova da Piedade”, mas não faz mal, há uma mais à frente chamada “Parque da Paz” e a partir da qual só com um helicóptero é que se acede ao dito Parque), e apanhar um comboio para o Pragal, vindo de Corroios.

Passou um: ia para Cacilhas. Depois outro e mais outro – todos para Cacilhas. O painel dizia que às 9:23 havia um para o Pragal. Chegadas as 9:23 o painel mudou para as 9:54 e continuaram alegremente a passar comboios para Cacilhas.

Meti-me num, voltei uma estação para trás, para antes da linha bifurcar e saí. O plano era então esperar por um, vindo de Cacilhas, tal como o que devia ter originalmente apanhado. Passaram vários: uns para Corroios, outros “reservados”. Para o Pragal, nada.

Finalmente o painel lá mudou para dizer que às 9:56 passaria um para a Universidade (que para no Pragal). Por esta altura já passava largamente das 9:30 e a estação cheia de gente a olhar à volta, sem saber bem o que fazer.

A linha onde correm os comboios é a mesma e ninguém percebia muito bem porque passavam comboios para todo lado, menos para onde queríamos ir. Às tantas decidi andar até à Ramalha… já tinha perdido demasiado tempo com tudo isto sobretudo por não perceber bem o que se passava e por ter estado à espera de comboios que eram anunciados no painel, mas depois não passavam.

Se eu soubesse – sei lá, por uma informação da MTS passada nos paineis – que havia uma interrupção de serviço, tinha voltado para Cacilhas e apanhado um barco. Assim, tinha passado quase uma hora, quando finalmente, na estação da Ramalha, passou um comboio para o Pragal.

Este chegou lá acima (era só mais uma estação para a qual eu já me preparava para ir a pé), saí, corri e dei com o nariz na porta acabada de fechar do comboio da Fertagus das 9:59.

O seguinte, chegou 20 minutos depois. Entrei e sentei-me em frente a uma idiota gorda, esparramada na cadeira e que se recusou a endireitar-se. Tive que ir com os joelhos encolhidinhos, porque a besta decidiu que havia de ir praticamente deitada no assento o caminho todo.

Cheguei ao trabalho às 10:50, praticamente duas horas depois de ter saído de casa e com uma vontade enorme de repetir tudo no dia seguinte… mas de lança-chamas em punho.

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Arbeit macht frei?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Não que seja grande novidade, mas não deixa de ser um pouco chocante ler esta citação de Paulo Portas sobre o primeiro de Maio:

«para nós CDS/PP trata-se de um festejo que acarinhamos. Nós acreditamos no valor do trabalho. Nós acreditamos que o trabalho liberta.» (citação de Paulo Portas, publicada aqui).

Caso não saibam, ou não se lembrem “o trabalho liberta”, ou “Arbeit macht frei”, é a frase que encima os portões dos campos de extremínio Nazis da Segunda Grande Guerra, como Auschwitz ou Dachau.

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No que eu me fui meter…

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Toda a gente comete erros, eu sei… mas eu já devia ser mais atento nestas coisas. Resolvi fazer um upgrade para wireless-n no Pong Master, o computador da sala, que usamos para ver vídeos. A ligação para lá era de 11 megabit, o que tornava a transferência de ficheiros de e para o dito cujo, lentíssima.

Como tenho um router Linksys WRT300N v.2, que até funciona bem, servindo rede wireless para o Pong Master e a RaisinGirl (comp da Dee), bem como para a PSP e a PS3, sem problemas, encomende, impulsivamente e sem ler nada, uma WMP300N v.2 – a placa PCI wireless-n “correspondente”, da Linksys.

Nunca vi nada tão grotesco como esta placa. É a única peça de harware PCI que já vi que vem com um aviso, dizendo que devemos instalar o software antes de meter a placa no slot. Não porque seja mais prático, mas porque caso contrário não funcionará!

Fiquei logo meio desconfiado, mas segui as instruções. Consegui rapidamente ligar-me ao router e em pouco tempo estava ligado a 54 mbps. Euh… mas então… wireless-n… eu comprei isto para ter 300 mbps e não 54.

Decidi ir jantar e preocupar-me com isso mais tarde, certamente uma config qualquer…

Enquanto aquecia a feijoada a ligação pifou. Assim, sem mais nem menos. Nas duas horas que se seguiram a placa recusou-se a registar-se no router e às tantas já não via sequer SSIDs (sendo que habitualmente, além do meu, vejo mais uns três – um dos quais completamente desprotegido :-P).

Fui aos foruns da Linksys e dei com 19 páginas de clientes com histórias de terror desta placa, tanto na sua versão 1 (americana), como na 2 (europeia – a minha). Uns atrás dos outros, os posts sucediam-se contando problemas similares aos meus: impossibilidade de se registar no router, incapacidade de “ver” o router sequer, larguras de banda ridículas e crashes.

Bom… crashes pelo menos eu não tinha!

Até, claro, a máquina crashar.

Depois do reboot, li mais umas páginas, até que, na página 19, alguém dizia que estava contentíssimo, porque com o driver novo todos os seus problemas tinham sido resolvidos. Boas notícias: não é o hardware, é o software que é uma merda.

Saquei o software e qual não foi o meu espanto quando o dito me dava instruções para que retirasse a placa do computador antes de instalar o novo driver! Absolutamente impressionante. Há décadas que monto e desmonto placas de computadores e embora já tenha tirado e posto placas a torto e a direito para fazer experiências, nunca um fabricante me disse que tinha que retirar a placa para instalar um update de software.

Ignorei o aviso e instalei o driver (embora tenha sido obrigado a desinstalar o outro primeiro – aparentemente a linksys não sabe o que é um upgrade). Neste momento a placa está ligada ao router… a 54 mbps.

Não está inteiramente de parte a possibilidade de devolver esta porcaria à proveniência…

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Acupunctura V

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Fui hoje à quinta sessão de acupunctura, depois de uma noite das mázinhas do nosso amigo Tiago. Cheio de sono e com uma dor lombar daquelas que cortam a respiração quando atacam.

Neste momento, o resultado do tratamento é nulo. O pescoço continua a doer-me e a provocar-me dores de cabeça. Mas não perdi a confiança e continuo à espera da oitava sessão para começar a sentir resultados mais óbvios, como me foi explicado que seria de esperar.

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