Quer se queira, quer não; quer se seja cínico ou um idealista cheio de esperança, a eleição de Barack Obama para Presidente do “País Que Tem As Bombas” é um acontecimento Histórico de inegável impacto.
E por isso, muitos de nós estiveram hoje a assistir àquela mescla de missa do galo com circo e show de patinagem no gelo com cantores pop e poesia ranhosa a que os Americanos chamam de “inauguração”.
Aquilo a que nós chamamos tomada de posse.
Epá… é que até trombetas com bandeiras penduradas houve. Só faltaram os elefantes. Ou se calhar não faltaram e fui eu que não vi tudo até ao fim.
Mas vi, a parte essencial. Vi no CNN Live, online, claro. E estava no quinto piso do Edifício da PT em Picoas, que é onde passo a maioria do meu tempo, diga-se de passagem e… e… tu, ouve lá… onde é que tu estavas… quando o Obama tomou posse?
Agora que Barack Obama está indicado como próximo Presidente dos Estados Unidos, desde que não dê nenhuma coisinha má aos representantes dos colégios eleitorais que vão, efectivamente, eleger o Presidente, creio que no próximo dia 12 de Dezembro, o meu cepticismo já entrou em acção.
1 – Conseguirá Barack Obama a tal mudança que tanto prometeu na campanha (nunca será tão exuberante, mas algo de singificativo seria bom)
2 – Conseguirá Barack Obama manter-se vivo?
3 – Mantendo-se vivo e implementando, de facto, as reformas a que se propôs (mesmo que em formato reduzido), terá isso o impacto global que uma parte significativa do Mundo parece esperar que tenha?
Não se podendo negar a influência que os Estados Unidos têm no mundo nos dias que correm, economica e culturalmente, estaremos a assistir a um momento histórico, ou ao início de mais um flop?
Para já, mantenho a expectativa. Fico a ver se, yes they can ou se, pelo contrário… no, not really.
Mas que foi um granda discurso, mais uma vez… foi.
Já não é de agora, mas depois de algumas preocupações iniciais, parece que Barack Obama está extremamente bem posicionado para se tornar o próximo Presidente do Mundo… huh, perdão, dos Estados Unidos.
Por incrível que pareça, até estados como a Florida, Nevada, Colorado e New Mexico parecem estar a tender para votar no candidato Democrata que quase todos os dias ganha vantagem nas sondagens.
Hoje, no FiveThirtyEight, Obama está com 343.8 e McCain apenas com 194.2. Isto, em termos de votos eleitorais, que é o que interessa, como já vários leitores do Macacos comentaram.
O Electoral-vote, mais conservador, dá 329 a Obama, 194 a McCain e 4 empates.
E finalmente, o Real Clear Politics, que considera como indefinidos os estados em que não encontra um vencedor claro, dá 264 a Obama e 163 a McCain, com 111 votos por decidir.
Tendo em conta que o Benfica parece esquecer-se como se joga futebol em menos de uma semana, resta-me seguir as eleições americanas, como passatempo competitivo.
PS: claro que alguns saberão e outros não, a origem da frase “you have taken the lead”.
Após as convenções de ambos os partidos – Democrata e Republicano – as sondagens recolhidas pelo Real Clear Politics apresenta uma média em que John McCain e a sua nova candidata a vice-Presidente, a fanática religiosa Sarah Palin, vão à frente de Barack Obama nas intenções de voto para as próximas eleições presidenciais no país que dita o nosso custo de vida.