Macacos sem galho

Fui à Luz ver futebol e rebentou um concerto de apito

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Nos últimos dois anos tenho andado um bocado arredado de ver futebol. Em parte porque prefiro passar o tempo com o Tiago, em parte porque me recuso a pagar para ter SportTv.

Mas sei que o Benfica andava a jogar mal.

Este ano acompanhei a pré-época que já toda a gente sabe que foi excelente e gostei muito. Devo sublinhar no entanto que eu não acho que o Jorge Jesus seja o maior e não ando para aí numa de “agora é que é”. A única coisa que sei é que gostei de ver os jogos da pré-época; não foram uma seca, como de costume e tiveram até momentos que me fizeram lembrar porque gosto de futebol.

Foi muito por termos gostado de ver a equipa jogar que o Artur sugeriu que voltássemos à Luz este ano, como já não fazíamos há algum tempo. E fomos, oito de nós, depois de bifanas, caracóis e imperiais.

E divertimo-nos à brava, é verdade. Mas…

Bom, sejamos francos: o Benfica não jogou muito bem; certamente não tão bem como na pré-época. Mas coloquemos isso de parte, por um momento e sejamos absolutamente pragmáticos.

Mais de 54 mil pessoas pagaram o seu bilhete para estarem naquele estádio hoje a ver um jogo de futebol mas a sensação com que ficámos foi que não se chegou a ver cinco minutos de jogo corrido.

O rapazito do apito interrompeu o jogo dezenas atrás de dezenas de vezes. E isto não é de agora, sabemo-lo bem. Mesmo que não falemos de beneficiados ou de paranóias de corrupção e afins de uma coisa podemos falar com alguma certeza: estes árbitros dão completamente cabo dos jogos de futebol.

Não há jogada que não seja interrompida. Esta noite vi faltas assinaladas que só mesmo um árbitro português assinalaria e tudo por – aparentemente – um desejo de se agarrarem a uma certa autoridade que o portuga tanto gosta.

O “representante da autoridade”, como muitos polícias gostam de se intitular é uma figura amada da mentalidade Nacional; é o velho “quem manda aqui sou eu”, como cantava o J.M.Branco e quem manda é que… bom, manda.

Já conheci pessoas assim um pouco por todo o lado, em empresas nomeadamente. De vez em quando lá preciso atirar um “quem manda sou eu!”, ou, no caso do árbitro, nada como apitar constantemente, nada como marcar faltas de caca, nada como impedir os jogadores de por a bola em jogo “porque eu ainda não apitei”.

Pronto, tendo dito isto posso entrar em modo Benfiquista.

Meteu-me, como me mete há muitos anos, nojo o Marítimo. Bom, não é o Marítimo que me mete nojo há muitos anos, mas equipas como eles. Equipas que não jogam. O Marítimo mal passou do meio campo 3 ou 4 vezes. Teve 25% da posse de bola, apenas. E passaram 90 minutos a atirar-se para o chão (e o rapaz do apito, lá apitava).

Isto já não é novidade para ninguém e certamente que adeptos de outros clubes de topo da tabela sentem o mesmo: estes gajos vieram para empatar. E se no sofá um gajo percebe isto, no estádio é exasperante!

Durante hora e meia estivemos ali sentados a ver a defesa do Benfica a jogar a meio campo, a passar a bola para os lados, a tentar arranjar um espaço para jogar ou uma forma de desmarcar alguém porque pela frente tinham os onze jogadores do Marítimo sem qualquer intenção de disputar a bola, correr ou atacar.

O guarda redes, a cada oportunidade, demorava mais uns segundos a repor a bola. Qualquer jogador que podia, atirava-se para o chão. E muitos dos que se atiravam para o chão fingiam lesões gravíssimas que passavam assim que eram retirados de campo.

E não bastando tudo isto, o cabrão do guarda-redes do Marítimo defendeu quatro golos certos, um deles um penalty do Cardozo que mais valia ter ficado em casa hoje.

Em contrapartida, juntou-se a família para comer e beber e ver a bola e gritar impropérios indescritíveis (creio que enriqueci amplamente o vocabulário de uma criança de oito anos que estava sentada à minha frente), e, pelo menos uma vez, gritar golo do Benfica!

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Na Luz

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Hoje vou passar a tarde na catedral.

Como exercício de team building, a empresa formou equipas e está a mandá-las, à vez, ao camarote PT do Estádio da Luz para reunirem e fazerem o tal exercício.

Portanto, não se preocupem. Trouxe o fétiche voodoo e vou lançar um feitiço para que as coisas comecem a correr melhor. É provavel que o Fernando Santos adoeça inexplicavelmente e que o Moretto fique paralítico e impossibilitado de guardar a capoeira.

Pode ser que assim as coisas comecem a correr melhor.

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A minha primeira visita à Catedral

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Acordei já tarde ao som da Dee a mudar mobília. Fez umas arrumações que ficaram porreiras, sobretudo na sala dos pianos, que é a sala onde ela gostaria de passar mais tempo, mas não passava porque aquilo estava uma bagunça. Agora está bastante agradável e confortável.

Estive a trabalhar um bocado para deixar o mais possível perto de terminado o trabalho que tenho para segunda-feira. Não correu mal.

Por volta das cinco da tarde o meu pai veio-me buscar e fomos para Benfica. Fomos até ao estádio e ao fim de anos de tradição familiar interrompida sentámo-nos na bancada e assistimos a um jogo do Benfica. Ora bem!

A última vez que fui ao futebol era muito, muito pequeno, não me lembro praticamente de nada. Portanto hoje foi como se nunca tivesse ido. É muito diferente de ver na televisão… não tem sequer qualquer espécie de comparação. Para já não temos que aturar os idiotas dos comentadores televisivos que só dizem idiotices. Depois quase que parece outra coisa que não futebol e percebe-se muito melhor o jogo, a estratégia, as jogadas. O tempo passa num instante, hora e meia, quase nem se dá por isso, enquanto que na TV ao fim de um bocado já estou a bocejar e a mudar de canal.

Foi portanto o Benfica-Beira Mar, com um resultado de 4 – 1, o que para começar não foi nada mau. Gostei mesmo muito, teve quase qualquer coisa de esotérico, que eu até poderia explicar, mas não sei se vale a pena, ou se sequer consigo muito bem.

Há muito tempo que não me divertia tanto sem ser a jogar Quake. :)

Voltámos para casa e eu estive para aí a mongar. Fiz um jantar improvisado que até nem ficou mau de todo e, graças ao Pacinone, estava a dormir em 10 minutos. Acordei já depois da uma da manhã, estendido na Chaise Longue e nem sinais da Dee… foi-se deitar entretanto, claro, que amanhã é segunda-feira.

Joguei três rounds de Quake para fazer um pouco de tempo, gravei o Seinfeld e agora vou enfiar outro Pacinone e certificar-me que durmo que nem um cavalo incontinente.

Vivam os comprimidos, já tinha saudades deles.

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