Macacos sem galho

É tudo nosso?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

É dia 5 de Outubro, celebra-se a implantação da República e é feriado Nacional. Chove.

A CDU decidiu que a melhor maneira de convencer os Almadenses a votar neles é fazer circular nas ruas da cidade um longo e lento comboio de automóveis decorados com bandeiras buzinando incessantemente.

Tenho grandes dúvidas sobre em quem votar nestas autárquicas: melhor, não faço a mais pequena ideia. No entanto as minhas duvidas já estão um bocadinho dissipadas: já sei que na CDU não voto.

Não é de admirar muito que façam este chavascal pela cidade como se esta lhes pertencesse… é que por aqui governam há 35 anos – de facto, Almada pertence aos comunistas (e um ou outro verde, suponho).

Aliás, basta passearmos pela cidade e olharmos para os nomes das coisas: é a rua de fulano e sicrano, seguido de um parêntesis que explica que foi membro do Partido Comunista. Os monumentos são aos trabalhadores, aos operários, aos perseguidos do fascismo. A Avenida que corre ali em baixo é a da Aliança Povo MFA.

E não digo que alguns dos membros do PC, assassinados no Tarrafal, não mereçam nomes de ruas e praças pela sua luta contra o anterior regime, é só que não deve haver um antigo membro do PCP que não tenha uma rua, avenida, praça ou beco no Concelho de Almada.

Almada pertence-lhes e nós – que não somos comunistas – por acaso vivemos cá.

Não espanta, portanto, que a CDU ande a fazer este basqueiro pelas ruas; buzinam como se já tivessem ganho. E provavelmente, ganharão. Esta Câmara é, aliás, pródiga em barulho – este ano, durante meses ensaiaram-se as marchas populares na Escola aqui perto, todas as noites os residentes desta zona levavam com a mesma música, repetida à exaustão; por diversas ocasiões foi o fogo de artifício às tantas da manhã. Não interessa se a festa acaba tarde, é preciso é rebentar os foguetes que se comprou… e por aqui até as janelas abanavam.

Não discuto se a CDU fez ou não um bom trabalho nas últimas três décadas e meia… não é isso que está em causa; é que me faz um bocadinho de impressão quando as coisas não mudam nunca e já se parece festejar antes sequer de começar o concurso.

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Cada cavadela, cada minhoca

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

«Não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa», diz Manuela Ferreira Leite. Ou, por outras palavras: “Orgulhosamente sós”.

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Chegou a hora da verdade

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

É o PSD quem o diz, nos cartazes que poluem visualmente (e não só) a minha cidade. E eu acredito que sim. Aproximam-se galopantemente as eleições (faltam duas semanas) e eu gostaria de lembrar os meus leitores que o PSD propõe como Primeira Ministra a Srª Leite (Ferreira), que diz que a Madeira é um exemplo de um bom Governo do PSD.

Acho que se ainda pensam em votar nela, então eu sugiro que coloquem esta sua afirmação na seguinte perspectiva: imaginem que Alberto João Jardim era Primeiro Ministro de Portugal (inteiro), em vez de Rei da Madeira.

Se não querem votar no PS, votem em qualquer outro partido, mas por favor, não elejam a Manuela!

Se a elegerem, depois não me venham com merdas, como nos tempos do Cavaco, a dizer “ah eu não votei nele”. Votaram sim. Foram burros e votaram e depois foderam-se.

Depois não digam que não vos avisei.

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Porque votava nulo

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Pedro Timóteo perguntou, nos comentários do meu post sobre o Sócrates e as eleições, porque votara eu nulo ou branco durante os últimos anos e eu comecei a responder-lhe, mas o comentário ia tão extenso que decidi promovê-lo a post.

Aqui vai:

A minha motivação para começar a votar nulo foi o estaladão da realidade, sob a forma não só de um IRC absolutamente absurdo para a minha micro-empresa de 4 pessoas, como também dessa magnífica invenção o pagamento por conta e havendo maneira de não pagar este por evidente falta de fundos (tipo, dinheiro para pagar salários e rendas e contas), o pagamento ‘especial’ por conta ao qual não se pode escapar.

Quando tudo apontava para um futuro brilhante – estando a minha empresa a safar-se bem, mesmo apesar do fim da .com bubble – fui confrontado com esta realidade e senti uma raiva indescritível. Um pouco contra mim mesmo, por ser novo e não saber o suficiente para evitar perder metade do dinheiro que tinha tão arduamente ganho no ano anterior (o que, em Portugal acho que implica ser aldrabão e fugir ao fisco, quem me manda ser honesto?) e muito contra o Estado, contra a maneira como as coisas se fazem, contra a frieza de um sistema que não distingue quatro jovens a tentar fazer pela vida de 10 ou 20 magnatas a dirigir impérios económicos.

Passei a votar em branco porque acredito na Democracia e por isso, para mim, não votar não era opção e os meus votos inúteis eram uma forma de expressar a minha raiva e desilusão por, basicamente, ter visto a resposta a “o que queres fazer quando fores grande”, esmagada assim de um só golpe.

Não sei quem:

a) acabou com o regime especial de micro empresas que permitia que estas pagassem significativamente menos IRC que as outras;

b) estabeleceu uma taxa de IRC perto dos 40%;

c) inventou uma coisa fantástica chamada “derrama” que é um pagamento de mais 2 ou 3 pontos percentuais em cima do IRC e que vai para a Autarquia onde a empresa tem sede;

d) decidiu que o IRC pago sobre os lucros das empresas independentemente deste ser re-investido (só um ano depois é que este investimento tem impacto e entretanto, onde está o dinheiro para manter a empresa a funcionar?);

e) inventou o pagamento por conta, uma medida típica de fazer pagar o justo pelo pecador – como muita gente foge ao fisco, obriga-se toda a gente a pagar pré-impostos sobre um valor de lucro que o Estado imagina que a empresa vai fazer (depois se não fizer, logo se devolve o dinheiro, mas até lá… está do outro lado);

f) inventou o pagamento especial por conta, porque o anterior podia ser “perdoado”, mediante um pedido especial por, basicamente, a empresa estar à rasca; este, o especial, é obrigatório e se a empresa apresentar prejuízo pode reaver o pagamento… mediante processo burocrático complicado e submetendo-se a uma inspecção fiscal – isto é, somos castigados e tratados com desconfiança por requerermos que o Estado nos devolva dinheiro que nos pertence;

g) implementou, em Portugal, o IVA e a sua forma de pagamento completamente absurda em que as empresas são obrigadas a entregar ao Estado o valor de IVA que eventualmente irão receber e não que já receberam, visto que este imposto é cobrado sobre facturas emitidas e não sobre pagamentos efectivamente recebidos o que faz com que muitas empresas tenham que pagar o IVA do seu bolso (ficando coisas como subsídios de férias e mesmo salários ou pagamentos a fornecedores em atraso), uma vez que os prazos de pagamento entre empresas é absurdo (60, 90, 180 dias…).

Quando percebi todas estas coisas, tarde demais, senti-me num sistema feudal. Incapaz e impotente contra o Senhor. Obrigado a pagar para trabalhar, a pagar para fazer negócio nas Suas terras, a pagar para simplesmente ter sede em determinado Ducado.

Não sabia quem tinha feito nada disto, quem tinha feito estas leis – pareceu-me que tudo isto só podia ser produto de todos os partidos, uns por terem feito, outros por terem deixado de fazer. E portanto… deixei de votar em qualquer deles.

Ingenuidade? Certamente. Mas tinha 25 anos na altura, o que se podia esperar? Foi falta de jeito minha e pus-me mesmo a jeito para levar a mocada. Mas para mim, tudo o que disse acima continua válido; a mocada é grande demais.

Acrescento que a questão do IVA é de tal maneira imbecil que quase me faz duvidar da minha decisão de votar no PS. Segundo o movimento cívico “IVA com recibo“, sobre a discussão em plenário da sua proposta, em Julho passado:

Todos os grupos parlamentares da oposição estão assim dispostos a trabalhar para uma alteração da lei existente. Apenas o PS, cujo governo tem maioria parlamentar, afirma através do seu deputado Vitor Baptista:, «Para além de o IVA não ser uma razão dos problema que as PME atravessam, é uma pura demagogia política», afirmou. Aquando do encontro em 21 de Maio com o Movimento, já o deputado do PS dissera que «as empresas deveriam procurar vender apenas para aquelas que pagam atempadamente»

Este deputado não pode estar a falar a sério: ou é ignorante ou está a cumprir agenda. Dzer que o IVA não é problema para as PME é mau e nem é preciso pensar muito: Se eu arranjar um cliente em Janeiro e efectuar o trabalho durante esse mês, passando uma factura de 50 mil euros, tenho que cobrar ainda 10 mil euros de IVA, num total de 60 mil; chegado, creio, a 15 de Maio, tenho que ter entregue ao Estado os 10 mil euros. Imaginemos que o cliente ainda não me pagou, nem pretende pagar tão cedo. Que eu tenho uma empresa de 5 pessoas, todas as quais estiveram envolvidas no projecto porque um trabalho de 50 mil euros assim o exige e mesmo que tenha surgido mais um ou dois clientes neste período, dificilmente os projectos estarão concluídos ou sequer pagos (com sorte, facturados, o que significa mais IVA). Eu chego ao fim do primeiro trimestre, sem ter recebido um tostão dos meus clientes – não é invulgar – mas tendo que entregar 10 ou mais mil euros ao Estado.

De onde vem esse dinheiro? Talvez dos salários que os meus funcionários não vão poder receber.

Em segundo lugar, sugerir que as empresas apenas trabalhem para clientes que pagam atempadamente é completamente absurdo! O que é suposto uma pequena empresa fazer? Adivinhar? Pagar a uma consultora para investigar o cliente de antemão? Desistir de um trabalho que pode viabilizar a empresa por 3 ou 4 meses só porque o pagamento em vez de chegar amanhã, chega em Outubro? É de facto, um fartar de rir… e depois admiram-se de eu votar nulo.

O Estado devia proteger as empresas mais pequenas, geralmente são locais, captam pequenos grupos de pessoas e dão-lhes emprego; quando as empresas lidam em negócios de novas tecnologias devem ser ainda mais cuidadas. Não falo em protecção activa do Estado, não acredito em subsídios e ajudas directas mas é tão simples como:

  • Criar regimes especiais para micro empresas ou empresas muito recentes; uma carência de 5 anos ou um valor crescente ao longo de um período idêntico era uma grande ajuda – cinco anos não é muito para o Estado, mas para um grupo de pessoas a tentar montar um negócio pode significar a diferença entre ser ignorante e já ter aprendido umas coisas sobre como melhor a gerir
  • Acabar completamente com os pagamentos por conta e especiais por conta para este tipo de empresas. Tais pagamentos não passam de um castigo – apliquem-no a empresas que chegam ao fim do primeiro trimestre com milhões de lucros… não a empresas que chegam ao fim do ano sem saber o que são subsídios de natal e férias, seguros de saúde ou complementos de refeição
  • Alterar a forma de pagamento do IVA. Este imposto deve ser sobre o recibo e não sobre a factura; este assunto então é crasso: qualquer ser humano com um mínimo de capacidade cerebral compreende isto, portanto o Governo e os Deputados compreendem isto – negam-se a implementá-lo porque sabem que provavelmente receberiam muito menos IVA, tendo em conta a vergonha que são os atrasos de pagamentos entre empresas. É daquelas situações típicas que faz apetecer deixar de votar: estão claramente a gozar com a nossa cara quando dizem que a medida não é viável.
  • Montar um sistema de acompanhamento das empresas que não as torne anónimas aos olhos do Estado. O Estado não sabe quem trabalha nas empresas, não sabe o que elas fazem e trata-as todas por igual, quando umas são claramente diferentes. Uma pequena empresa de ar-condicionado não é igual a uma pequena empresa de investigação científica. A primeira se calhar tem grande volume de negócio, especialmente no Verão, mas pode sofrer mais com desequilíbrios na economia, a outra tem muito mais dificuldade em fazer dinheiro porque não tem um produto de médio/grande consumo, mas uma vez bem financiada pode manter-se mais estável. Aos olhos do Estado, ambas são iguais.

Já lá vão mais de seis anos que não me meto nisto. A empresa existe ainda – nem sei bem como – e a Dee trabalha para a manter e todos os anos ficamos à rasca com o pagamento especial por conta porque temos muito pouca actividade e pouco volume de negócios mas continuamos a ter que entregar esta dádiva feudal, sem falha.

Como já não ando nisto há muito tempo, corrijam-me se algo do que está acima está incorrecto, mas porra… que vontade de não votar em ninguém que eu tenho!

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Porque votei no Sócrates e porque vou voltar a votar

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Sejamos claros: este país é uma choldra. Todos sempre soubemos que o país é uma choldra, mas aqui há uns anos atrás comecei a reparar que havia muita gente que fingia que os assuntos eram importantes e que o equilíbrio político era interessante e que as pessoas eram sérias e dedicadas.

Tal era este clima que houve ali uma altura em que achei que se calhar até era verdade, que se calhar Portugal não era um país de brincar, que era mesmo a sério, um país de adultos, de gente profissional e competente.

E foi por esta altura, estava eu quase convencido que afinal andava mal informado e teria muito que aprender sobre política e o governo da Nação, que Pedro Santana Lopes subiu ao poder.

Assim, sem mais nem menos. Estava eu num Cacilheiro, rumo a Almada. Mandei um SMS ao meu pai que me respondeu que estava convencido que eu gozava. Mas era, claro, verdade. Com Durão Barroso desejando de ser chefe de uma coisa Europeia que os Europeus não percebem, Santana tomou o seu lugar, assim, sem eleições.

É claro que ele podia fazê-lo, era o PSD quem tinha ganho as eleições e não Durão. Mas num país como Portugal, com a História recente que temos, a coisa caiu mal à malta. Convenhamos, somos todos uns paranóicos da ditadura – tirando um punhado de incapazes mentais que a desejam.

Somo-lo tanto que a subida ao poder do Santana nos pareceu Salazarenta e somo-lo de tal forma que é a única maneira que, actualmente, a oposição tem de atacar Sócrates – passar para a consciência Nacional a ideia de que o PM é facho.

A mim, a subida de Santana chocou-me, sim, mas porque me pareceu quase inconcebível ver aquela personagem a governar o nosso país.

Vou ser directo: não acredito numa única palavra que sai da boca de Santana Lopes e a única coisa que merece, da minha parte, um curto e respeitoso aplauso, foi a saída de cena durante a entrevista na TV, quando lhe cortaram o pio para mostrar o Mourinho a chegar ao aeroporto. Aí, esteve bem. De resto, por favor… não.

Não fazia ideia quem era Sócrates e nem acho que o tenha ouvido falar antes das eleições. É que eu voto nulo, por norma. Entretanto aprendi que os votos nulos são inúteis porque são tomados por votos de gente parva; passei a votar em branco.

Tenho as minhas razões que acho que até já expliquei e se não expliquei, fica para outro post.

Mas com Santana a concurso eu não podia deixar de cumprir o meu dever: votar em Sócrates.

Votei e ele ganhou e formou Governo e é nosso Primeiro Ministro. E não me arrependo, sinceramente. Digo mesmo mais: estou convencido que este foi o melhor Governo que o nosso país já teve, desde o 25 de Abril. Certamente melhor que os que precederam o 25 de Abril – só não sei sobre os primeiros Governos da República e portanto não me pronuncio.

Quando digo isto, geralmente recebo olhares chocados ou comentários insultuosos. Mas nunca ninguém me disse, afinal, qual foi o Governo que foi melhor que o actual.

É de lembrar que isto é uma bagunça. A corrupção abunda, a incompetência corre livre pelos verdes campos (da cor do limão), e o grande desporto Nacional continua a ser “dizer mal”.

Acreditem que se o Governo do PS tivesse promovido a investigação científica que desse lugar a uma vacina para o HIV, o português diria mal. Com estes standards é, então, muito complicado fazer seja o que for. E acho que nesse contexto, afinal, o nosso Governo não se safou mal.

As novas oportunidades? São uma tanga de favoritismos e aproveitamento financeiro. O Magalhães? É uma aldrabice que nem fabricado em Portugal e que serve apenas de propaganda. O caso Freeport? Sócrates é claramente culpado, apesar de nenhum tribunal o ter julgado como tal. O PM processa jornalistas por o darem como corrupto embora nada esteja provado? É um fascista.

A melhor foi a última que ouvi, de Manuela Ferreira Leite, sobre as escutas em Belém. Dizia ela que não interessa se o Governo anda a escutar o Presidente da República ou não, o que interessa é que o povo “sente” que o Governo é espião, existe esse sentimento, essa desconfiança.

Não admira, há quatro anos que pouco mais se fez, em termos de propaganda da oposição, que não estivesse de alguma maneira ligado à ideia do Zé como o novo Salazar.

E eu não sou fã do homem. Se bem se lembram, votei nele para evitar outro, ou seja, como mal menor e normalmente não voto no partido dele, nem no de ninguém.

Mas faz-me impressão ver as pessoas todas a papaguear aquilo que lhes é enfiado pela garganta abaixo sem qualquer espécie de prova. Lembram-se que, no início, Sócrates era gay?

Ainda se lembram disso? Depois essa conversa foi abandonada, não deve ter surtido o efeito desejado e portanto viraram-se para as suas tendências autoritárias.

Estava pronto para votar em branco novamente este ano. Sócrates derrotou Santana que era o que eu queria da última vez e este ano… enfim, parece-me que se Manuela Ferreira Leite forma Governo há-de fazer tanta merda que em ano e meio está na rua, basta ouvi-la (não) falar.

Pelo que votar em branco novamente, o meu protesto pessoal, parecia-me adequado.

Mas afinal não, afinal acho que não. Acho que vou mesmo votar no PS. E quanto mais má imprensa o Governo e o PM tiverem, mais vou desejar votar neles. Porque me custa ter a nítida impressão de que a imprensa está a tentar manipular as pessoas, que multiplica tudo o que o Governo faz mal por 100 e divide tudo o que este faz bem por 200.

E, apesar de tudo, já agora, graças a este Governo, posso ir a cafés e restaurantes sem fumadores, o que, para mim, é muito simpático; ouvi dizer que os fumadores têm sítios onde são mais do que bem vindos o que, suponho, é simpático para eles. Aliás, esta medida simplicíssima teve um impacto bastante significativo – tornei-me muito mais tolerante ao fumo, agora que recebo muito menos doses indesejadas do mesmo e em vez de ver fumadores com agressores vejo-os apenas como pessoas que gostam de fumar.

Sim, é pena que seja preciso uma lei para tal, mas se é… fico satisfeito que exista.

É isso, voto neles. Pela lei do tabaco que me afectou positivamente de forma directa, pelo Magalhães que ainda defendo, pelas novas oportunidades para as pessoas que as estão a aproveitar de forma honesta.  Ah e… já agora, por o nosso país não ter ido pela sanita abaixo, apesar da crise económica internacional e dos escândalos nos bancos.

Afinal, tirando votar em branco, qual é a minha alternativa? A MFL e os seus meninos engomadinhos cuja única motivação parece ser derrotar Sócrates e não governar o País? O CDS, liderado por um rapaz bem-falante que se preocupa com o povo e os idosos e reformados e vai para casa de Jaguar? O Bloco de Esquerda que quer que o Estado proíba despedimentos em empresas que tenham tido lucro (então e se forem incompetentes?). O PCP que ainda não percebeu que a União Soviética já não existe… e que se calhar há uma razão para isso?

Nah, não me lixem.

Mas atenção: não me esqueço que isto é uma choldra. Contexto pá, contexto é muito importante.

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