Há uns dias atrás estava a colocar fotos em posts e a perceber que me apetecia por-lhes legenda. Foi preciso dar um toque nos parágrafos que servem de legenda às fotos e achei que ficavam com piada se tivessem um iconzinho de “foto”.
Então saquei do framework de Photoshop que fiz para fazer os icons das apps de desktop do Pond e fiz uma pequena máquina fotográfica.
Acho que o resultado ficou porreiro e não sei até, se não uso o icon no Pond. Entretanto, confesso que talvez me tenha entusiasmado um pouco com a imagem que fiz para mostrar o icon neste post é que… bom, o icon é muito pequeno e colocá-lo sozinho a flutuar no meio do post seria meio estranho, portanto dei-lhe, digamos, algum suporte.
I’ve been thinking about this a bit lately and it seems to me unchangeable the fact that some people inside organizations still view designers as spare wheels; like on a kid’s training bike, you know, mere accessories that give some support, but aren’t really an integral part of the bike? And you end up removing them, anyway, so they don’t even have to match the set.
Well, if you’re one of those people, I’ve got five words of wisdom for you. And this comes from years of experience and a keen sense of observation, so trust me, when I say:
YOU ARE A FUCKING IDIOT.
I hope to have been of assistance.
Edit: I realize some people think that this is me interpreting an image I found online, but I made this image to prove a point. Yes, you can say that training wheels support the whole bike and yes, you can interpret it in other ways. But I drew it with a specific meaning in mind, one that I made clear in the accompanying text.
And don’t forget: even if training wheels do support the whole bike, they’re child’s play and not meant to remain in place for very long.
Este ano tem sido memorável, profissionalmente falando. As semanas passam a velocidades capazes de deslocar planetas de órbita e o esforço a que me tenho obrigado já há muito que ultrapassou os limites do razoável.
Desde o início do projecto que tentámos aquilo que poderia ser descrito como construir um foguetão capaz de ir à Lua, usando apenas um tubo de UHU, duas socas de madeira e um número do Spirou de 1976. As coisas já eram divertidas nessa altura, mas em determinado momento foi-nos sugerido que seria mesmo fixe se o foguetão fosse antes até Marte e tivesse espaço de carga para levar o Dodge Challenger, claro.
Evidentemente que nos foram dados mais recursos: três rolos de papel higiénico, uma mola de roupa e três palitos para os dentes (usados).
Projectos destes são verdadeiros desafios. E não estou a dizer que fomos megalómanos (ok, talvez um bocadinho), ou que estávamos mal equipados – na verdade, passei os últimos seis meses a trabalhar com a melhor equipa de profissionais que já conheci na área, hands down.
Não bastando, quando as coisas começaram a apertar, recebemos um apoio interno verdadeiramente épico com muita gente a ajudar e muitos deles a fazê-lo por gozo e por gostarem do projecto.
E eu gosto do projecto e muito – mais: eu uso-o todos os dias. E acreditem que há muitas maneiras de o usar. E a lista de coisas que ainda vamos fazer é vastamente superior à de coisas que conseguimos fazer no tempo que tivemos.
Só tenho um ligeiro problema: estou a atingir o limite da minha capacidade de resistência. Estou a começar a ter tonturas mesmo quando sentado, perdas de memória estranhas, confusões nocturnas entre sonhos e realidade. Há meses a fio que raramente durmo mais de 3 ou 4 horas por noite e quando tenho sorte, são seguidas.
Suponho que projectos megalómanos em que além de definir as coisas todas, de apresentar, reunir, defender e planear ainda faço, executo, desenho e implemento – mesmo que com um grande parceiro como foi o caso - já não esteja tanto ao meu alcance agora que tenho 36 anos como estava há dez anos atrás.
Se calhar, para a próxima, deixo outra pessoa fazer os bonecos…
Na passada quarta-feira participei em mais uma SAPO Session, desta vez sob o tema ‘design’. Durante a primeira sessão que fiz, sobre CSS, apercebi-me que muitas das pessoas não sabiam qual era a diferença entre letras com e sem serifa e que mais pessoas ainda não sabiam o que era um em.
Acabei, então, por propor uma sessão sobre tipografia, achando que podia partilhar algum do meu conhecimento sobre o assunto, encaixando precisamente no espírito das SAPO Sessions.
Acho que mais uma vez, a sessão correu bem. Foi um trabalho desgraçado para preparar tudo, conseguir falar do que queria e não usar muito mais que os 45 minutos que me eram desitnados (usei 58). Pessoalmente, deu-me muito mais gozo preparar a sessão de tipografia do que a de CSS. Honestamente, estou um bocado farto de CSS e HTML e quejandos, enquanto que as velhas bases do design gráfico me estão a entusiasmar novamente muito mais.
Para já, aqui ficam os slides da apresentação; em breve haverá vídeo.
Ando, há uns tempos, a escrever sobre Design. Muito porque acho que preciso de por as minhas ideias em ordem. O primeiro artigo está finalmente online, no DFL. Está em inglês, por favor não chamem a polícia da língua. :-)