District 9 Arc Gun
Publicado em , por Pedro Couto e Santos
Eu não disse que as armas alien do District 9 eram fantásticas? E não se vê aqui o efeito vaporizante…
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Eu não disse que as armas alien do District 9 eram fantásticas? E não se vê aqui o efeito vaporizante…
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Não tendo bastado ir ao cinema na segunda-feira, ver o Kick Ass, voltámos na sexta para ver o Iron Man 2.
Iron Man 2 é um comic book. Os críticos não gostaram, porque os críticos provavelmente são pessoas demasiado letradas para andarem a espiar a banca da esquina para ver quando saía o próximo fascículo dos Super-Heróis Marvel e por isso não percebem que este filme é pura continuidade do universo Marvel.
O filme tem uma história própria com a respectiva resolução, mas mais do que isso, tem o flow típico dos quadradinhos, agentes secretos, robots assassinos e organizações misteriosas.
O filme mantém o mesmo sentido de humor do original e nunca chega a levar-se demasiado a sério, com Robert Downey Jr. a contribuir significativamente para uma ligeira ironia sobre toda esta história.
É definitivamente um filme muito menos memorável que o primeiro, mas também… seria muito difícil fazer outro daquele calibre porque simplesmente já não se pode contar aquela história novamente. Mas este filme tem uma grande adição ao elenco que compensa qualquer deficiência que se lhe possa apontar: no papel de Black Widow, como podemos ver pela foto que escolhi para ilustrar o post, Miss Scarlett Johansson.
Publicado em , por Pedro Couto e Santos

District 9 foi um daqueles filmes que ficou por ver nos últimos anos mas que sempre me deixou curioso. Esta semana, aproveitando uma noite de férias, vi-o finalmente.
É um grande filme. Mas deixem-me dizer já que não tenho grande paciência para as as discussões filosóficas sobre a mensagem do filme e as suas alegorias. Sim, o filme é baseado nos acontecimentos passados no District 6 em Joanesburgo Cape Town durante o apartheid e é uma clara referência a racismo, segregação, abuso de poder, privatização da polícia e por aí fora.
A mensagem do filme nem é muito metafórica, é quase literal. “Isto” é o mesmo que “aquilo”, mas com humanos e aliens, em vez de brancos e pretos.
É ponto assente e a aceite e não me venham com conversas de que esse é o principal aspecto do filme ou o que mais vos tocou. Essa é apenas a premissa e é entregue de forma crua, sem desculpas bem no meio da testa do espectador.
Os extra-terrestres estão extremamente bem conseguidos, sobretudo se considerarmos que este é um filme com um orçamento de 30 milhões e que os personagens parecem mais verosímeis e realistas do que a trampa do Avatar inteiro (que tenho aí, mas ainda não consegui ver porque sempre que tento desato-me a rir com a qualidade do CGI).
Este é o filme de sci-fi que os americanos não têm coragem de fazer. É um filme que não tem problemas com violência, que não nos mostra uma intensa batalha de meia hora sem sangue. Aliás, sangue não falta – ou não fosse produzido por Peter Jackson. É um filme em que acontece precisamente aquilo que esperamos que aconteça a uma raça extra-terrestre à mercê de seres humanos; não é, decididamente, o E.T.
A história é boa, a premissa é sólida, porque é baseada numa das realidades mais cruéis que a humanidade já viveu, os actores desempenham bem – o sotaque afrikaner do actor principal é um mimo; E o final, sem querer entrar em spoilers, é como o final de uma história verdadeira: sem crescendo da orquestra, sem beijos, sem cãozinho salvo por uma unha negra.
Ah e… bolas, as armas dos aliens são estupendas!
Publicado em , por Pedro Couto e Santos
Tendo tirado uma semaninha para por as ideias de molho e as pernas ao alto – e também para fazer a escritura da casa nova – decidi que tinha que aproveitar para ir fazer algo que não fazia há muito tempo com a minha mulher.
Fomos ao cinema.
Decidi ir ver o Kick Ass, por múltiplas razões – primeiro porque tinha visto os trailers há uns meses atrás e gostei; e depois porque vi os posters no SXSW e achei-os igualmente fantásticos.
Anyway, long story short: o Kick Ass é o tipo de filme que foi feito para mim, praticamente sem tirar nem por. Baseado no comic homónimo de Mark Millar e John Romita Jr., conta a história de super-heróis da vida real.
Dos que decidem tornar-se heróis e lidar com as consequências, aos que planearam um bocadinho melhor a coisa e sabem o que fazer.
Este filme é divertido, meio weird, muito anti-heróico e extremamente violento. Mesmo sendo um pouco cartoon violence, não deixa de dar uma nota de particular vivacidade à trama. Ou deveria dizer mortandade?
Se gostam de porrada, heróis que apanham na tromba, head shots e rapariguinhas de 13 anos, este filme é para vocês.
E não é por acaso que o post abre com uma foto de Chloe Moretz, aka Mindy, aka Hit Girl. Esta jovem (ênfase no jovem), actriz de 13 anos domina completamente o filme.
Se o body count é elevado (muito elevado), a principal responsável é a pequena Hit Girl com a sua saiazinha de xadrez e cabeleira violeta. E quando o protagonista, Dave Lizewski, aka Kick Ass, lhe pergunta como a pode contactar ela responde simplesmente:
“You just contact the mayor’s office. He has a special signal he shines in the sky; it’s in the shape of a giant cock!”
Portanto se o que descrevi vos agrada, façam o favor a vocês mesmos e vejam este filme. Vão ao cinema, façam donwload, esperem pelo blu-ray, tanto faz. This is the reason movies were invented.
Publicado em , por Pedro Couto e Santos
Este fim de semana, fui ao cinema. Saí de lá insatisfeito com o filme, por diversas razões, muitas das quais tiveram a ver com o próprio filme: a história, personagens a mais, montagem bizarra, ritmo confuso, enfim, tudo coisas que outras pessoas usam para tecer gigantescos encómios a esse mesmo filme.
Mas um dos factores que contribuiu para a minha desilusão foi o cinema.
Houve uma altura em que ir ao cinema era absorvente. Foi um período de tempo em que eu tinha a idade certa, havia salas boas, o surround estava acabado de lançar, os filmes deixaram de ter intervalos e poucas pessoas tinham telemóvel.
Depois as coisas começaram a piorar e hoje em dia, sinceramente, já me é difícil decidir entre ir ao cinema ou fechar as cortinas em casa e ver um blu-ray na minha televisão.
Hoje em dia ir a uma sala de cinema não é uma experiência cinéfila, é um exercício de abstracção. Para nos concentrarmos num filme e nos sentirmos imersos na sua fantasia somos obrigados a ignorar casais em amena cavaqueira, jovens a mascar as suas pipocas e sorver as suas pepsis, pessoas com vidas sociais intensíssimas atendendo chamadas telefónicas, luzinhas e painéis LCD brilhando no escuro a toda a hora e… intervalos.
Para ver o Dark Knight precisei de ignorar o gajo na ponta da fila que não parou de sussurrar para a namorada, o filme inteiro, a fila de comedores de pipocas atrás de mim e a luzinha intermitente do Sony Ericsson da adolescente sentada ao meu lado.
Durante uma parte significativa do filme, assisti às cenas olhando em frente, depois dava com um flash qualquer no meu campo de visão, obrigando-me a virar a cabeça para ver o que era. Depois voltava a olhar para o écrã. Alguns segundos depois lá estava o flash outra vez e a minha cabeça, involuntariamente a virar-se na sua direcção.
Ao que parece, a rapariga era incapaz de ver o filme sem o seu telemóvel na mão.
“Vim ao cinema para ver um filme e não para ouvir dois anormais conversar”, disse uma vez a minha mulher a um casal na fila atrás da nossa; “importam-se de não falar?”, perguntou a mulher do Gus quando fomos ver o Iron Man e o já clássico “CALEM-SE CARALHO!”, que tive que gritar uma vez para um grupo de adolescentes quando a minha raiva já se tornava ardente.
Tudo isto e a re-introdução do malfadado intervalo que mata completamente a acção de um filme e nos obriga a sair da história para ver uns anúncios e comprar umas sevenups tornam, para mim, cada vez menos compensadora a experiência de ir ao cinema.
Depois admirem-se quando tiverem cada vez mais salas vazias.