Macacos sem galho

Há-de nos calhar até ao fim

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Depois de quase um ano à espera, a obra de reparação das chaminés lá avançou e a bom ritmo. Os tipos que estão a fazer a obra compreendem obviamente a sua urgência porque vieram trabalhar todo o dia Sábado e Domingo, até bastante tarde.

Assim, em quatro ou cinco dias, todo o lado direito do prédio ficou com tubagens novas para a saída dos esquentadores, em metal. Até já as paredes das salas estão fechadas.

Depois foi a altura de começar o lado esquerdo, o nosso.

A obra corre bem e a bom ritmo. Adivinhem lá onde parou?

Pois é. Ontem chegaram ao nosso apartamento para cortar e remover os tubos de PVC e colocar os novos, mas perceberam que o esgoto, que também corre naquela conduta, tinha uma fuga no nosso andar.

De 20 apartamentos, tinha, obviamente, que ser no nosso, a puta da fuga.

Hoje vieram propositadamente arranjar esse cano e foi o dia inteiro. Primeiro a partir para expor completamente o cano, depois a montar um novo que, como já não vão 20 anos, não queria encaixar no antigo.

E o problema era, mais uma vez, falta de jeito. Quem ligou o ‘T’ que sai da nossa cozinha para o esgoto central colocou este por dentro do tubo principal. Portanto a água que caía de cima, dos vizinhos, chegava ali e saía por fora, como é evidente.

Isto deve estar assim há anos e só com sorte é que nunca infiltrou na parede de nenhum dos vizinhos de baixo, porque deve ter escorrido pela conduta até ao fundo.

Por volta das seis da tarde tínhamos finalmente uma secção de esgoto inteiramente nova, incluíndo um ‘T’, já que o que lá estava se partiu no decurso da obra.

Pensei que os tipos se fossem embora, mas ainda ficaram mais hora e meia a meter os tubos das chaminés.

Claro que agora, com o esgoto novo, os tubos das chaminés não queriam caber na conduta. Ao fim de algum tempo e esforço, lá conseguiram.

Se não surgirem mais imprevistos, amanhã as tubagens de saída dos esquentadores de todo o lado esquerdo devem, finalmente, chegar ao telhado e o nosso problema de chaminé ficar resolvido.

E eu já nem tenho imaginação para pensar no que mais nos irá acontecer nesta casa.

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Chaminices

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Como não quero deixar os meus leitores pendurados, acho que está na altura de um status update da Saga da Chaminé.

Depois de levar o assunto a reunião de condomínio e de algum tempo ter passado e de, finalmente, no passado dia 1, ter sido aprovado um orçamento para lidar com o problema eis que a coisa começa a mover-se em direcção à solução!

No sábado passado, passou por cá o tipo que ia desentupir as chaminés e melhorar a tiragem, no telhado. E digo ia, porque já não vai.

E não vai porque concluiu que praticamente nenhuma das 20 cozinhas deste prédio tem qualquer espécie de tiragem aceitável. Existem canos completamente derretidos, outros aos quais faltam secções inteiras e finalmente, como é o nosso caso, canos que foram usurpados pelos vizinhos de cima, quando deviam ser individuais.

A solução é drástica, mas pelo menos, permanente: toda a tubagem de tiragem de gases dos esquentadores e fumos dos exaustores vai ser substituída. Será removida a canalização de plástico que, basicamente, derrete com calor e colocada, no seu lugar, canalização de metal (creio que aço galvanizado, mas não tenho a certeza).

Isto implica partir as salas a toda a gente, já que os tubos passam na parede entre a cozinha e a sala numa conduta para o efeito. O pior é para os andares mais altos, já que, no meu 8º, por exemplo, passam os tubos de todos os andares inferiores, começa o meu e passa ainda o esgoto das cozinhas. São oito tubos completos e mais o início de um nono.

A nossa sala já está partida, com os tubos expostos e já foi possível ver que o tubo que nós tínhamos reparado já está a começar a derreter novamente. Isto agora significa que qualquer uso do nosso esquentador manda monóxido de carbono para a nossa sala.

No entanto, o fulano encarregue da obra está a trabalhar a grande velocidade. Entre ontem e hoje partiu tudo e quando cheguei a casa à noite já estavam os novos tubos no hall do prédio.

Não sei se já conseguiu acesso a todos os apartamentos (o que não deve ser fácil, porque nem toda a gente está em casa), mas espero que sim e espero que em pouco tempo tenhamos finalmente todo este problema resolvido e ainda por cima com uma solução duradoura.

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Será que este ano, o Pai Natal já passa?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

No dia 20 de Novembro do ano passado, o nosso esquentador começou a apagar-se. Convencidos que estava avariado, comprámos um novo e depois de instalado percebemos, claro, que o problema era outro.

No dia 28 de Novembro levei com um bafo de gases queimados na cara, que provinham da cozinha de cima e começou a saga das chaminés.

Ao longo de quase um ano, descobrimos muita coisa… que as chaminés do prédio foram feitas para ter tiragem mecânica, mas que esta não funcionava há décadas; que as chaminés eram, portanto, baixas demais para terem tiragem natural.

Que há pessoas, no prédio, com os esquentadores na marquise ou na casa de banho, porque na cozinha, não funciona. Pessoas que mudaram para equipamentos eléctricos, porque a gás, não dava. Um festim.

Quando o problema surgiu, fizeram-se vários testes e confirmámos que os nossos gases acabavam na cozinha do vizinho de cima e vice-versa. O que, diga-se, é desagradável para não falar em perigoso. Ficámos convencidos que o prédio estava feito com um tubo de exaustão para cada três apartamentos, o que batia certo: começava um no nosso, porque nós vimos que começava, continuava e servia a cozinha de cima, porque se os gases comunicavam era porque o tubo era o mesmo e este serviria ainda o décimo andar onde a chaminé nem era usada.

No entanto sempre houve várias coisas que não batiam certo e que nos deixaram a cabeça à roda de tanta especulação e teorização:

Porque raio tinha o nosso esquentador parado de funcionar e o problema dos gases começado, precisamente no dia em que os vizinhos de cima puseram o seu novo esquentador ventilado a funcionar e não antes?

Se os vizinhos do décimo andar tinham mudado o esquentador de sítio, porque a chaminé deles simplesmente não tinha tiragem e sendo o tubo o mesmo que o nosso, como tivemos nós tiragem durante seis anos se eles já tiveram esse problema muito antes?

Nunca demos inteiramente a volta à questão, porque nos faltava uma peça importante, um pedaço de informação que obtive ontem na reunião de condomínio, enquanto o Benfica abalroava o Setúbal por 8-0 (alguns desmancha prazeres, no Twitter depois informaram-me que afinal era 8-1 – claramente adeptos do FCP cheios de medo e inveja).

E que informação foi esta?

É que no telhado (1-0, Javí Garcia), existem duas chaminés (2-0, Luisão).

E cada uma destas chaminés (3-0, Cardozo de penalty), tem dez tubos (4-0, Aimar).

Ou seja (5-0, Ramires), cada apartamento tem o seu próprio tubo de extracção de gases queimados e fumos (6-0, novamente Cardozo).

Ouvi isto meio de raspão, na reunião, enquanto as mulheres do prédio davam excelente nome ao seu género, papagueando sobre tudo e sobre nada e criando uma parede de ruído que quase não me deixava seguir a reunião (7-0, Cardoso – hat trick).

Mas depois fez-se luz na minha cabeça, mais ou menos na altura em que Nuno Gomes, marcou o oitavo. Se cada apartamento tem o seu tubo… como raio é que eu estou a levar com os gases do vizinho?!

A resposta é óbvia e simples: ele ligou o seu novo e magnífico esquentador e exaustor ao meu tubo.

E passou quase um ano. Um ano em que trocámos monóxido de carbono entre os dois e em que eu não pude usar o exaustor, porque tê-lo ligado dava passagem a gases queimados quentíssimos que faziam arder a sujidade do exaustor (que, mesmo depois de limpo, tem alguma gordura acumulada no interior, de 12 anos de uso).

E todos os brilhantes técnicos e engenheiros e especialistas em chaminés que andaram a tentar perceber o que se passava foi capaz de fazer uma simples análise matemática. Se cada apartamento tem um tubo então dois apartamentos não podem nunca estar em comunicação por um desses tubos.

Cambada de idiotas, incapazes, incompetentes!

Hoje de manhã a Dee ligou para o dono do apartamento de cima que se prontificou a tentar resolver a situação ainda esta semana. Terá que desligar os tubos do meu cano e repará-lo.

Enfim, em contrapartida, o facto de ter levado este assunto a reunião de condomínio há uns meses atrás, fez com que agora esteja aprovado um orçamento para subir as chaminés, melhorando a tiragem natural, para limpar o telhado e remover toda a maquinaria de extracção avariada desde os anos 80, verificar os 20 tubos para ver se há entupimentos e finalmente, limpar todas as chaminés.

Maybe I won’t move, after all.

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A saga continua, em breve iremos para a rua

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Tiago começou com grandes tosses novamente e voltou a vomitar.

Sabemos que ele tem tendência para vomitar e que anda com tosse porque está constipado e tem expectoração, mas não conseguimos de deixar de pensar no nosso problema de esquentador e no monóxido de carbono.

A janela está sempre aberta e o problema já foi detectado e posto em resolução, mas ainda assim, a paranóia de viver numa casa em que os gases de queima do esquentador do vizinho de cima vêm parar à nossa cozinha não nos deixa descansados enquanto esperamos que esteja tudo resolvido.

Aliás, a janela está aberta vai para cinco  meses, que é o tempo que leva este problema.

Enquanto eu acalmava o Tiago e lhe dava algo para comer, a Dee decidiu ir ao décimo andar perguntar como iam as obras de desobstrução da chaminé que a Real Condomínio nos tinha informado que iriam fazer.

Curiosamente, o vizinho do 10º andar nunca tinha ouvido falar de tal coisa.

Há mais de um mês que a empresa que gere o nosso condomínio nos disse que tinha sido descoberto que havia um bloqueio na chaminé, dois andares acima do nosso, o que explicava tudo; mais afirmaram que tinham já contactado o condómino do apartamento em causa para que procedesse à correcção do problema visto que o mesmo teria resultado de obras que ele tinha feito para modificar a sua cozinha.

Diz-nos agora o vizinho que nunca fez obras, mas o esquentador dele nunca funcionou bem, tanto que teve que o mandar montar na varanda para ter tiragem directa para o exterior (!).

Portanto, nem o vizinho fez obras que justifiquem o bloqueio da chaminé, nem a Real Condomínio disse ao vizinho que tinha que desbloquear a dita. E aqui estamos nós, há meses (anos?), a viver numa casa em que a tiragem dos esquentadores nunca chega ao exterior, circulando alegremente de apartamento em apartamento.

Para a semana há reunião de condomínio, mas sinceramente, já não sei se tenho confiança em seja quem for para que o assunto seja resolvido.

Neste momento, tenho vontade de expor o assunto ao ITG e esperar que cortem o gás ao prédio inteiro (porque se a chaminé está efectivamente bloqueada, então ninguém tem tiragem). Talvez assim, todos sem gás, as pessoas comecem a perceber que é preciso resolver isto.

E no entretanto acentua-se cada vez mais a nossa vontade de nos mudarmos…

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