Macacos sem galho

Fado Positivo

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Gus mandou-me hoje um link de um daqueles blogs que foi directo para a minha lista de leitura, mesmo sem precisar de o ler a fundo. Só a ideia bastou.

Aqui há uns tempos pus-me a escrever posts para dizer bem de Portugal e escrevi umas coisas, mas nada de profundo. Felizmente, existe o Miguel Carvalho, do Fado Positivo, capaz de cavar mais fundo e mostrar razões pelas quais realmente vale a pena viver no nosso país.

Ao deitar uma vista de olhos rápida pelo blog, a primeira coisa que me ocorreu foi: mas porque é que eu não vi isto nas manchetes? Porque andam os jornais a publicar a trampa que imprimem nas primeiras páginas em vez disto?

Fiquei a saber que o nosso desemprego é metade do Espanhol e contraria a tendência da UE (aposto que Jerónimo de Sousa culpa o Governo), que Lisboa é a capital mais segura da Europa (aposto que Paulo Portas culpa o Governo), que as vendas e remunerações no retalho estão a subir, que o preço de um crédito a habitação nunca esteve tão baixo, etc., etc.

Onde andam estas notícias? Onde param estas manchetes?

Suponho que “Sócrates responsável por diminuição do desemprego”, “PS acusado de melhorar poder de compra” ou “Governo alegadamente promove indústria Portuguesa aumentando o seu volume de encomendas” não sejam títulos interessantes.

Toca toda a gente a subscrever o blog Fado Positivo e a cultivar algum optimismo. Para múmias pessimistas, já basta o PSD.

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Artigo no Outlook

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Outlook, suplemento do Diário Económico Weekend, traz hoje um artigo que assinala o décimo aniversário do Blogger. Para o escrever, o jornalista António Sarmento falou com alguns bloggers e usou essas conversas como ponto de partida para falar sobre blogs e as pessoas que os escrevem.

Eu estou lá, no início do texto, acompanhado de foto e tudo, mesmo ali ao pé da esplanada do Valentinos e gabo a capacidade da fotógrafa Paula Nunes  de me tirar uma foto em que não pareço um robot totalmente desprovido de emoções, já que esta é a minha pose número um quando estou em frente a uma câmara.

O artigo fala ainda da Ana Garcia Martins, popular autora d’A Pipoca mais doce e com o José Reis Santos, editor do Simplex. Está nas bancas hoje.

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Já lá esteve

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O meu pai e a minha mãe começaram a viajar regularmente há uns anos atrás, ainda vivia eu lá em casa. Entretanto, têm no corredor um mapa do mundo cravejado de pinos, marcando os locais que já visitaram. Pobre mapa, faz inveja ao Pinhead.

Os relatos de algumas viagens podem ser lidos no Coiso (um dos blogs mais antigos de Portugal, btw), mas entretanto o meu pai decidiu criar um blog apenas para postar uma foto e pequenos apontamentos dos locais que já visitou.

Chama-se “Já lá estive“.

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Entrevista no Webmania

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Há uns dias atrás, o Rui Costa perguntou-me, via Twitter, se estaria disposto a responder a umas perguntas sobre o décimo aniversário do Macacos. Confesso que, se ele não me tivesse alertado para o facto, era capaz de me ter esquecido do aniversário do blog, portanto devo-lhe um duplo agradecimento.

O Rui enviou-me um punhado de boas perguntas que me deram prazer responder e que poderão ler, obviamente, na fonte.

Obrigado Rui. Obrigado Rui.

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Liberdade de expressão

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Ultimamente anda-me a apetecer escrever sobre um ou três assuntos que me andam a incomodar, mas esbarrei num problema inerente à maneira como costumo escrever.

Não mantenho aqui qualquer espécie de anonimato. Bem pelo contrário, creio que quem quisesse conhecer-me, talvez para me pagar um café e não para me dar um enxerto de porrada, poderia facilmente juntar a informação de alguns posts e saber por onde ando e onde trabalho. O meu nome está em todos os posts, é fácil de saber o que faço e onde, qual a minha data de nascimento e por aí fora.

Se um dia o Moita Flores monta uma polícia para caçar esta malta dos blogs, eu serei um dos primeiros a ir parar ao xadrez.

Mas esta ausência de anonimato impede-me de escrever o que me anda a apetecer. É que embora tivesse enorme prazer em chatear certas pessoas, como Paulo Portas ou Santana Lopes, não me dá especial prazer chatear outras que, creio, ficariam chateadas com os posts que me anda a apetecer escrever.

Por outro lado, tenho alguma curiosidade sobre qual a opinião da chamada “comunidade” sobre alguns destes assuntos em que a minha opinião é um pouco contra a corrente. Será que há por aí mais como eu que acham que isto e aquilo é um bocado coiso e tal e que no fundo a fulana de tal devia era estar caladinha e o sicrano bem podia ir apanhar bonés?

Não sei. Mas também não vou saber, porque, lá está, não teria prazer em chatear as pessoas que tenho quase a certeza que se iriam chatear.

Em vez disso, decidi escrever este post e, possivelmente, lançar algumas dúvidas e talvez irritar alguns dos meus leitores por não ir a lado nenhum com esta conversa.

Bom… seria bem pior que o coiso do não sei quê agora achasse que no fundo, não passa de um cona-de-sabão.

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