Macacos sem galho

Macacos em browsers de gama baixa

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Acabei de colocar um javascript que encontrei na web, depois de me ter sido sugerido pelo Dextro que esse seria o método para fazer com que browsers de menor qualidade, como o Internet Explorer 8, vejam as novas tags semânticas de HTML 5.

É um método simples que cria as novas tags aos olhos dos ditos browsers e permite portanto aplicar-lhes o respectivo styling. Apenas testei em IE8, que é o que tenho aqui à mão (e já é muito), se tiverem outras versões disponíveis, o que é completamente incompreensível para mim, por favor avisem se ainda não virem o header, menu principal e rodapé com os estilos aplicados.

Se não souberem qual é suposto ser o aspecto, basicamente uma forma rápida de saber é se o rodapé é uma barra cinzenta escura no fundo das páginas ou se é só texto solto.

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Browsers suportados pelo novo Macacos

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Se estão a ver isto usando qualquer versão do Internet Explorer, esqueçam. O site foi testado em Firefox, Safari e Chrome, em Mac e Windows e não foi testado em Internet Explorer.

Sei que já há pessoas que vêem o menu e o rodapé desformatado e isto provavelmente deve-se ao uso de tags de HTML 5, nomeadamente “header”, “nav” e “footer”.

Façam um favor a vocês mesmos e instalem um browser como deve ser. Também não tentam ver filmes em FullHD numa velha Grundig de 12 polegadas a preto e branco, pois não?

Mas vá, um dia destes resolvo isso para quem está em empresas que obrigam a usar IE, por exemplo.

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Não aguento mais

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Está um gajo de férias e depois é todos os dias até às tantas da manhã a escrever CSS e a amaldiçoar o gajo que inventou o WordPress.

Faltam algumas coisas e outras não estão bem como eu quero, mas só de olhar para a quantidade de classes que os nested comments usam perco a vontade de viver.

Algumas das páginas do menu principal ainda não têm nada, mas sei o que quero lá por, é só questão de mais algum tempo. Mas por agora apresento-vos o novo Macacos sem galho.

Chamei-lhe versão “Helveticus”, acho que a razão é explícita. Penso que o título lá em cima só deve ficar bem no setting de brilho e contraste do meu Mac e que a maioria das pessoas não perceba a subtileza pelo que se calhar ainda vou alterar isso, mas de resto está muito perto daquilo que queria.

Agora… se fazer páginas de resultados de WordPress não fosse quase uma ciência oculta eu melhorava a navegação nos arquivos, os resultados da pesquisa, as páginas de tags, etc., mas sinceramente vai mesmo ter que ficar no caixote do “talvez um dia”. Agora vou mas é para a cama que amanhã vou ao banco ver se saco um empréstimo para comprar uma casa nova.

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O novo Macacos

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

…está quase pronto. E eu estou a escrever isto para poder testar.

E o mais provável é que coloque diversos comentários esquizofrénicos, mas também é para testar.

E sim, o novo Macacos é completamente diferente deste.

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Como ler este blog (manual prático)

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Apercebi-me, por diversas conversas que tive hoje de manhã com pessoas que leram o post que escrevi a meio da noite, que nem toda a gente ainda está inteiramente informada sobre o que se passa neste blog.

Este blog não é igual à minha vida.

É uma colecção de fragmentos; alguns são positivos e alguns são negativos. Fruto da maneira como as coisas funcionam dentro da cabeça da maioria das pessoas, a frustração requer maior escape do que a satisfação e é por isso que, muitas vezes, só sai um post quando essa necessidade surge.

O facto de lerem aqui sobre birras do Tiago não significa que o Tiago não faça nada senão birras. Não significa que eu ou a Dee estejamos desesperados ou que não tenhamos a mínima ideia de como lidar com as birras do Tiago.

O facto de termos decidido, ontem à noite, depois de pouco mais de uma semana, voltar a por as grades na cama dele tem a ver com vários factores e não com alguma recusa da nossa parte em lidar com a situação de uma forma mais pedagógica.

Nós sabemos que o Tiago terá que aprender, com treino e insistência que deve ficar na cama durante a noite; nomeadamente por ser perigoso andar pela casa sozinho às escuras. Mas ontem à noite não era a altura ideal para começar esse treino pelo simples facto de que estavamos completamente de rastos. Cansados, compreendem?

O Tiago aprendeu a comer sozinho desde muito cedo, com utensílios. O Tiago bebe sozinho por copos, limpa as suas próprias mãos no guardanapo e nunca começa a comer sem que um de nós lhe ponha o babete que ele próprio vai buscar e nos entrega.

O Tiago sobe para um banco, pega na escova de dentes, molha-a, deixa-me por-lhe pasta e lava os próprios dentes; depois bochecha e cospe. Lava a cara e lava as mãos—e lava-as bem: esfrega as palmas, as costas das mãos, entre os dedos e até tenta escovar as unhas, embora lhe falte alguma destreza.

O Tiago lava o próprio cabelo com shampoo e esfrega o corpo com a esponja—claro que eu ajudo para ficar tudo bem lavado, mas ele poderia tomar banho praticamente sozinho e não ficar muito mal.

O Tiago despe-se sozinho e por vontade dele vestir-se-ia sozinho, embora ainda não consiga. O Tiago arruma todos os seus brinquedos, ao fim do dia, sozinho—aliás, insiste que seja só ele a arrumá-los—bastando para isso que lhe digamos para o fazer.

Há mais de dois anos que—praticamente sem falha—o Tiago vai para a cama por volta das nove da noite. Depois do banho ajuda a por creme em si próprio, ajuda a por a fralda (que ainda usa, embora já vá começando a usar a sanita ocasionalmente), ajuda até a vestir o pijama. Ouve uma história e fica ao meu colo a ouvir música durante dez minutos antes de se ir deitar, onde fica, quase sempre, sem reclamar.

O Tiago é um miúdo fantástico. É extremamente carinhoso e amigável; abraça-se a nós, dá-nos beijos, fica preocupado se nos magoamos. Adora um punhado de bonecos que tem, um desde que nasceu e a quem chama “bebé” e quase todos os seus brinquedos dão beijinhos uns nos outros.

O nosso dia-a-dia com o Tiago é feliz. Divertimo-nos com ele, brincamos, cantamos, dançamos, ouvimos música, vemos desenhos animados. Às vezes ele vê-me jogar na PS3—que já começou a experimentar—às vezes eu vejo-o brincar com os comboios.

O Tiago adora correr e saltar, andar no escorrega, trepar, pendurar-se e balouçar-se pelos braços. Adora brincar com uma pista de carros e outra de comboios que lhe comprámos na Imaginarium (sim, eu sei, há mais barato na Toys’r’us—nota mental) e gosta do Pocoyo, do Rato Mickey e dos Little Einsteins.

O Tiago gosta de música e gosta de dançar; gosta de brincar com o piano, os tambores, a bateria, as guitarras, o baixo e toda a montanha de instrumentos musicais que temos lá para casa e que mal sabemos tocar… talvez ele venha a aprender a tocá-los melhor.

Mas sim, o Tiago faz birras. Às vezes são birras más, na rua, nos transportes, onde é difícil lidar com ele porque não o podemos deixar ficar até curar a birra; porque temos que seguir caminho ou cumprir alguma tarefa e ele atira-se para o chão e faz uma resistência passiva que—honestamente—acho admirável: o corpo fica mole, os braços levantados; torna-se impossível pegar-lhe ao colo, é preciso carregá-lo como uma saca de batatas.

Há alturas em que são birrinhas, que lhe passam de depressa e que têm mais a ver com estar cansado do que outra coisa.

E há outras alturas ainda em que faz grandes birras mas está em casa e sem sorte. Sem sorte porque os paizinhos não lhe fazem as vontades. Porque se não se percebe a razão da birra, se não está desconfortável ou em perigo não tem outro remédio senão lidar com a birra até lhe passar que nós temos mais que fazer.

É impossível falar com o Tiago quando ele entra neste modo. Não ouve, não quer nada e nem se deixa tocar. Fica, portanto, geralmente deitado no chão, até lhe passar a telha.

Geralmente, depois, vem ter com um de nós e encosta-se à procura de colo. E fica tudo bem. E é mesmo assim, porque ele é assim, porque os miúdos não são todos iguais e talvez o vosso não faça birras—talvez ainda não tenha começado… Talvez os vossos pais vos digam que vocês não faziam birras—talvez não se lembrem…

Mas se calhar há mesmo os que as não fazem. Eu, tanto quanto me é dito por pais e avós, não fazia. A minha irmã, fazia-as fortes e feias. E a casa era a mesma, os pais os mesmos, a educação, igual.

Fiquem então a saber como ler este blog: como uma colecção de fragmentos da vida de várias pessoas. Não é toda a verdade e não é, certamente, ponto de partida para tirarem conclusões sobre a minha vida, o meu filho ou a educação que lhe damos.

Leiam descontraidamente. E não se preocupem… ele será treinado na defesa contra zombies e isso sim, é fulcral.

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