Macacos sem galho

Festas felizes

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Parece que tenho queda para cair doente durante os festejos de Natal e ano novo.

Em 2008, por exemplo, passei o Natal de cama, sozinho em casa, escondido debaixo das cobertas, incapaz de comer, suportar luz ou levantar-me que não fosse para ir à casa de banho, como, aliás, está registado.

Lembrou-me, recentemente, o meu pai, que com uns 18/19 anos, por alturas do ano novo fui fazer xixi e pimba: sangue; meia hora depois tinha 40 de febre. Prostatite. Seguiram-se alguns exames bastante desagradáveis.

A minha última semana de trabalho antes do Natal, este ano, foi complicada. Estava com uma sinusite tramada, a cuspir pequenos pedaços de pudim flan matutinamente, de forma diária. A minha garganta estava feita numa curva de möbius e nos dias finais da semana, começou a falhar-me completamente a voz.

O último dia que fui trabalhar, tive que fechar uma série de coisa e falar com uma série de pessoas, quase sem conseguir emitir um som. Passou-se o Natal, com a Joana com episódios de febre diários, acompanhada de uma diarreia pouco expressiva, tendo ambos passado para mim na minha semana de férias.

Num dia em que fiz um esforço para ir passear com o Tiago que já trepava às paredes, dei uma grande volta com ele na Mata dos Medos, ali na Fonte da Telha e quando voltei estava num estado tal que amochei na cama e dormi cinco horas sem dar por nada. Acordei à meia-noite com 38.5 de febre. A Joana, também.

Estivemos os dois na cozinha a comer e depois vimos desenhos animados até às duas da manhã, antes de irmos novamente dormir para a curar.

E até curámos, pouco antes do ano novo. Mas a parte melhor estava para vir.

Dia 1 de Janeiro, bem vindo a 2012 e toma lá uma cefaleia absolutamente indescritível. Mas eu vou tentar descrever na mesma: era como se tivesse a Krupp Bagger 288 em plena operação dentro do meu crânio. Não uma miniatura, mas a máquina inteira em todo o seu esplendor.

Mas não só. Durante a operação da gigantesca escavadora no meu encéfalo, subitamente: blitzkrieg. Um esquadrão de 50 Junkers Ju87 Sturzkampfflugzeug rasgam o espaço-tempo, com tudo o que de apocalíptico isso acarreta e começam a bombardear a máquina… com bombas atómicas!

Acordei aos gritos, agarrado à cabeça. Depois consegui calar-me e tentar convencer-me que já passava. Não passou. Qualquer luz que entrasse no quarto era como um lightsaber enfiado no meio da testa e mover os globos oculares era o equivalente a mover os globos oculares… só que com picadores de gelo espetados nos olhos.

Para minha surpresa – porque eu não estava ainda suficientemente surpreendido – tive alguma dificuldade em articular frases inteligíveis mas consegui pedir à minha mulher que avisasse os meus pais. Ela avisou, eles vieram.

Enquanto eles não chegavam, vimos que tinha febre, tomei dois Zaldiares e um Brufen. E tive uma crise vagal, encharcado em suor, na casa de banho, com vómitos secos. Enfim, o normal.

A observação reduziu um pouco o nível de pânico em relação às coisas piorzinhas que podiam estar a passar-se na minha moleirinha, mas a dor não queria saber disso para nada e continuava em busca de diferentes hipérboles através das quais se exprimir.

Ao fim do dia, quase sem melhorar e após nova crise vagal, em segunda visita de médicos-mesmo-de-família, os meus pais administraram-me uma injecção de Relmus e Olfen, tomei mais dois Zaldiares e um Alprazolam para me acalmar. Em meia-hora estava a adormecer e quando acordei já sentia algum alívio.

No dia seguinte, a dor persistia, mas já não com a mesma violência; voltei a ter febre. Havia a possibilidade de estar com uma meningite viral, mas confirmar uma coisa dessas dá direito a punção lombar e estando eu a dar sinais de melhorar, não valia a pena estar a submeter-me a tal coisa. Andei três dias enjoado.

Ao terceiro dia estava francamente melhor, mas perante uma tentativa de fazer de conta que já estava tudo bem, fui brindado com novas dores nos olhos e na cabeça, só assim em jeito de sinal de aviso. Passei a portar-me melhor e tenho estado em casa, de baixa – coisa inédita em oito anos de trabalho no SAPO.

Entretanto, a minha garganta explodiu. Bom, não literalmente, claro. Poderiam ser fungos, poderia ser uma sequela do vírus que atacou a mona, ou até mesmo uma amálgama de ambos, a verdade é que tenho a garganta toda inflamada e cheia de pequenas úlceras/aftas/fungos/whatever. Dói, pronto. Custa-me comer, ou mesmo engolir em seco. Estou cansado, estou moído, estou farto disto.

Fiz análises e ao que parece, o tal vírus ainda aproveitou para me dar um pequeno pontapé no fígado, como o indica o valor de qualquer coisa de cujo nome não me recordo. Vá lá que não tive sintomas disso, a menos, claro, que tenham sido os três dias enjoado – não conseguia sequer pensar em comida e alimentei-me apenas de três ou quatro bolachas torradas por dia e alguma água.

Mas estou a melhorar, tenho tentado descansar – embora me seja sempre difícil: tenho pelo menos visto o meu mail, o que tendo em conta que vou levar um corte de cerca de 20% no meu salário de Janeiro à conta desta brincadeira, é mais do que a minha obrigação.

E vocês, tiveram umas festas felizes?

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Faço ou não faço um post sobre 2010?

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Tenho feito, todos os anos, um post-resumo do ano anterior.

É razoavelmente comum fazer-se, não dá muito trabalho, enche espaço, yeah whatever. As revistas e jornais também gostam muito do ano em revista: sempre se enche uma edição sem que seja preciso acontecer nada de novo.

Já vi posts de pessoas que dizem que 2010 foi o pior ano das suas vidas. Sei que há pessoas com doenças, mortes de entes queridos, problemas financeiros que caracterizaram o seu ano; outras, tiveram um furo no Q7 a caminho de Albufeira, puxaram uma malha no seu pullover Hilfiger preferido ou partiram o salto dos Jimmy Choo, na secção de lingerie do ‘El Corte’ e consideram por isso, 2010, o pior ano dos últimos tempos.

Perspectiva, pois.

Cortes, alçados, essas coisas…

Dividir o tempo em anos não faz sentido senão para nós, Humanos, pelo menos até conhecermos alguma outra espécie que o faça. A maioria dos animais compartimentaliza o seu tempo em estações, migrações, períodos férteis, essas coisas.

Mas a nós dá-nos jeito numerar e ordenar as coisas. Fica mais fácil de arrumar e dá-nos uma ilusão de controlo sobre uma dimensão que apenas conseguimos compreender num sentido, incapazes de a ver como um todo; o tempo, pois, que certamente é tudo menos linear.

Limitações. Que se há-de fazer?

2010 foi um ano bom, para mim. Aconteceu muita coisa em 2010, não foi um ano parado, nem aborrecido. Mas o acontecimento que merece maior destaque é, evidentemente, o nascimento da minha filha Joana.

Foi em Julho, no dia 14.

Comparado com a presença da Joana na minha vida, o resto perde um pouco o impacto. E passou-se quase inteiramente o quarto ano de vida do Tiago, a completar em Março próximo. E assim, em 2010, passei a ter dois filhos, bem mais do dobro dos cabelos brancos – sobretudo na barba – uma fracção das horas de sono, o triplo do cansaço, mas também uma insubstituível sensação de realização.

Em 2010, além disso, comprei uma casa nova, renovei-a e mudei-me – processo simples, de apenas 10 meses, 6 dos quais de obras.

Pela minha filha, voltei a deixar crescer o cabelo – um último triunfo capilar antes dos 40, só para confirmar que, de facto, o prefiro curto.

O Tiago passou de dizer algumas palavras soltas para um discurso tão elaborado que praticamente não nos lembramos já do stress que tivemos porque ele nunca mais falava.

Meti-me no P90X e confirmei que vale a pena. Depois de uma experiência com um final um bocado a abandalhar, ainda assim fiquei muito satisfeito com os resultados. Pretendo repetir a dose, mas desta vez, certinho até ao fim e talvez com companhia…

Fui ao Texas, para representar o SAPO no SXSW com o projecto Pond, nomeado para um prémio. Assisti a conferências, comi da minha comida preferida, dei umas voltas, vi uns concertos e apanhei pelo menos um cardina monumental. Ah e levei várias abadas ao pool, embora tenha dado algumas aos matrecos.

Em Austin, conheci a Nina Hartley, um momento alto, sem dúvida. Só poderia ter sido melhor se estivesse acompanhada da Traci Lords e pudessemos ter ido beber uma Bud com o Ron Jeremy e o Peter North.

Uma importante viagem de negócios, sublinho.

Este blog fez 11 anos, continuando em alegre actividade a ignorar as datas que outros apregoam para o início da actividade bloggística em Portugal.

Comecei a re-escrever o Phantom Menace. E não, ainda não desisti, tenho pilhas de notas, bocados de história e perfis de personagens na minha Dropbox.

Em 2010 o Benfica foi tipo… whoa, o que era aquilo? Vuoooosh! Pimba! Era o Benfica. Só por azar, fomos todos ao estádio ver… o primeiro jogo da época, um empate. Depois, mais tarde, fomos ver outro, um resultado magro qualquer contra não me lembro bem quem.

Praticamente todo o resto da época foram goleadas atrás de goleadas e o Benfica acabou campeão no papel. Digo no papel, porque, efectivamente, o Benfica é campeão sempre, simplesmente deixa outros clubes levar o troféu para casa de vez em quando.

Em termos de futebol, a Selecção fez uma campanha patética no Mundial, mas ainda conseguiu fazer uma goleada estupenda que deu azo a uma tarde muito bem passada, numa sala lá no escritório com a malta toda a gritar e a vibrar com a bola.

A minha PS3, comprada no dia em que saiu, avariou-se. Comprei uma nova no próprio dia, mas não é o mesmo, a Fatty era muito superior, a Slim é mais bonita, mas ‘não tem nada lá dentro’.

In related news, saiu o GranTurismo 5, em 2010. Sim, saiu mesmo! Ainda há bocado estive a jogar.

Só falta o Duke Nukem Forever.

Eu e a Dee comemorámos os 21 e os 12. Anos de namoro e casamento, respectivamente.

No trabalho, as coisas mudaram um pouco, com mais responsabilidade e coisas novas para aprender. Normalmente alguém diria simplesmente “fui promovido”, mas as coisas no SAPO são mais orgânicas que isso.

Claro que fiz anos. Foram 37. Mais um, menos um, who cares.

O natal fez-se, pela primeira vez, cá em casa e na passagem de ano, estava toda a gente a dormir antes da meia noite – eu levantei-me do sofá para ir à varanda confirmar que esta é uma zona calma – nem no 31 de Dezembro havia particular barulho.

2010 foi o ano da Joana nascer, do Tiago crescer, de mudarmos de casa e foi o ano do cansaço. Muito, muito cansaço. Um cansaço tal que nos custa a imaginar o dia em que voltemos a não estar cansados.

Se calhar, esse dia nunca vai chegar. Se calhar, é aquela coisa da idade de que tanto tenho ouvido falar.

Espero que tenham tido um 2010 com algumas coisas boas; não falei das coisas más que tivemos em 2010, prefiro assim. Espero também, que tenham um 2011 com coisas igualmente boas ou, de preferência, melhores.

Cheers.

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Em 2008, passei o ano no coito

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Porque é que existe “coito” no jogo da apanhada? Alguém sabe? Coito não é o acto sexual entre dois animais?

Se eu soubesse na altura o que sei hoje, sempre que joguei à apanhada, teria ido para o coito e lá ficaria.

Tudo isto para dizer que 2008 foi um ano fodido, mas bom. Que é como se quer um coito.

O nível de cansaço, neste último ano, ultrapassou tudo o que eu imaginava ser possível, o que me mostra que tenho muito pouca imaginação para estas coisas e que nem me passa pela cabeça o que é estar mesmo, mas mesmo, mesmo muito cansado. Ainda assim, é espantosa a quantidade de posts que fiz durante 2008 mencionando o quão cansado estava.

A cidade esteve revirada com as obras do Metro do Sul do Tejo que ficaram prontas a tempo, com os comboios a circular pela cidade (e pelo Concelho), no final de Novembro.

O Tiago iniciou o ano com 77 cm e terminou-o com 90, aprendeu a andar, a fazer construções, a comer sozinho, a resolver puzzles simples, a dar beijinhos e um milhar de outras coisinhas que, apesar de pequenas, nunca deixaram de nos surpreender.

O que não aprendeu e teima em não aprender é a falar. Aproxima-se rapidamente dos dois anos sem soltar uma palavra. Bom, ele diz mamã, embora muitas vezes diga mamamã, ou mamamamã, o que não me convence que esteja efectivamente a tentar dizer o que achamos que está a tentar dizer. Brinca com as sílabas, mas é tudo. Ou então sou eu que sou muito exigente.

Não diz “papa”, nem “quero”, nem “bolacha,” nem “pão”, nem “gato”, nem “rua”, nem sequer o famosíssimo “não”, supostamente típico das crianças da idade dele. Ou então… sou eu que sou muito exigente.

Faz-se entender perfeitamente com gestos: diz que não com a cabeça, pede coisas com um agitar dos dedos, aponta, bate na porta, mas palavras não é com ele. Dizem-me que é assim mesmo, que todas as crianças têm ritmos diferentes e que no verbo é ainda mais assim e que um dia vai começar a falar tudo de uma vez.

Acredito… se calhar, sou muito exigente.

Não estou em stress, mas gostava mesmo muito de passar à fase da conversa (pronto, ok, sou muito exigente).

Em contrapartida, claro, fisicamente o Tiago é um show. Balança-se, pendurado pelos braços, salta, corre, trepa, rebola-se e atira-se. Já come sozinho há muito tempo e está cada vez mais especialista, agora até já agarra nos potes do iogurte para lhes rapar o fundo com a colher.

Em termos de raciocínio também parece todo no sítio, capaz de completar rapidamente um puzzle de formas geométricas, mesmo que o esteja a ver pela primeira vez. Lá encaixa o quadrado, o círculo, o triângulo e começa mesmo a conseguir encaixar formas mais estranhas, como hexágonos.

Também parece conhecer a maioria das letras e dos números, pelo nome e só não tenho a certeza que compreenda as cores. O melhor mesmo, é que se diverte com tudo isto: vai buscar livros e aponta para tudo para que lhe digamos como se chama: aponta para os personagens, para os objectos e para as letras do título, uma a uma.

Depois se lhe perguntamos onde está um “T” ele procura e aponta e fica muito orgulhoso e bate palmas.

2008 foi também mais um ano de luta com a comida e também aqui o Tiago teve grande influência, claro. Desde sempre incapazes de ter refeições organizadas, assim continuámos, lamento constatar.

O Tiago tem sempre comida, nunca se acaba a sopa, a carne ou o peixe. Muitas vezes é graças à avó – não que eu deixasse acabar a comida dele; mas a carne assada da avó é uma grande e bem-vinda salvadora.

Aliás, muitas vezes só janto porque tenho o frigorífico cheio de comida feita pela minha mãe. Continua a ser um assunto que me preocupa frequentemente, mas que ainda não consegui resolver de forma eficaz.

Suponho que os Evangelistas da Bimby tenham algo a dizer, mas ainda ninguém me convenceu que vale a pena gastar 900 euros, mesmo que às mijinhas.

Em 2008 tornei-me cliente Meo, sem arrependimentos, devo dizer mas o produto que mais me entusiasmou neste ano que agora findou foram, sem dúvida, as batatas fritas Lay’s Gourmet.

Não tenho dúvidas de que são as melhores batatas fritas de pacote que jamais comi e que nenhum produto do género actualmente no mercado se lhes compara. Está quase a fazer um ano que conheci estas magníficas batatas e continuo completamente fanático das ditas. Compro aos seis pacotes de cada vez, cada um vale cerca de 1000 kcal e é um esforço danado para não as comer todas assim que chego a casa.

Na política tivemos a cedência de posição contratual de Fidel Castro para o seu jovem irmão, Raul, em Cuba. Nos Estados Unidos, já para o fim do ano, Barack Obama venceu as eleições presidenciais do Mundo Livre e, mais importante que tudo isto, os nossos vizinhos brasileiros mudaram-se, evitando assim uma crise internacional de proporções calamitosas.

A crise internacional veio sob a forma de banqueiros que andaram anos a brincar com o nosso dinheiro até começarem a ir à falência em massa. Os Estados começaram a injectar milhões e milhões para salvar os pobrezinhos dos ricos enquanto nós, os do costume, coçávamos a cabeça e nos perguntávamos porque é que esse dinheirinho nunca escorre na nossa direcção. Terminou-se o ano em crise económica, como se isso não acontecesse desde que me lembro de ter memória; mas desta vez “é a sério”.

Este blog fez nove anos, o que parece muito, mas não é tão impressionante como os dez que vai fazer em 2009 e os Especialistas, esses sim, com dez anos, arrancaram novamente, com o apoio do SAPO.

Em 2008 morreram George Carlin e Richard Wright, Portugal “perdeu” o Europeu e o novo Batman e o novo Indiana Jones foram uma desilusão. Mas fiz dez anos de casado, comprei uma Wacom Cintiq e o Benfica foi campeão.

OK, o Benfica não foi campeão.

Mas em contrapartida, ia ficando sem um dedo, que entalei numa porta de ferro do elevador do meu prédio. Ficar com um dedo entalado, cortado até se ver o osso é bem melhor do que ver o Benfica jogar – por exemplo, ainda este fim de semana perdeu a liderança do campeonato para os labregos do costume, perdendo contra o último classificado – o Trofense – por 2-0.

Embora o ano tenha acabado mal, com montes de problemas domésticos e comigo doente, de cama, durante todo o natal, o ano teve um balanço positivo, muito ajudado pela presença, nas nossas vidas, do nosso filho Tiago que consegue, mesmo quando estamos arrasados, arrancar-nos um sorriso.

E pronto, chega de resumir 2008 que o post já vai longo. Arranquemos para 2009.

Siga!

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O Ano em Revista, edição Macacos Sem Galho ’07

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

2007 foi um ano em grande, mas não estaria devidamente assinalado se não fosse feita uma revista ao dito. E como eu não gosto de coisas não devidamente assinaladas, resolvi passar à acção, que é uma acção assinalante, como é evidente.

Que acontecimentos marcaram 2007? Eis alguns:

  • Descobri o Stumble Upon e o meu conhecimento sobre LOLCats aumentou exponencialmente.
  • Descobri o Dexter e confirmei que ser serial killer é mesmo muito cool.
  • Voltou a nevar em Lisboa, mas pronto, já ninguém liga muito.
  • Viciei-me no Last.fm, mas ainda hoje não uso para ouvir música… na verdade, nem sei bem para que uso.
  • Começaram, em Almada, as obras do metro. Foi logo em Janeiro com um prazo de finalização de 18 meses. No final do ano, já abriu uma nova secção da linha e o final das obras está agora apontado para o fim de 2008. Isso faz 24 meses e não 18. Pergunto-me quantos meses serão, efectivamente.
  • Fez-se um referendo sobre a despenalização do aborto e… e o quê? Alguém voltou a pensar nisso desde então?
  • Fomos ver um concerto dos Nine Inch Nails; eu, a Dee e até o Tiago, ainda dentro da barriga!
  • Experimentei acupunctura para as dores no pescoço com um resultado fenomenal: fiquei com muito menos dinheiro! As dores, evidentemente, mantêm-se.
  • Nasceu o Tiago! Toda a minha perspectiva da realidade foi violentamente distorcida e hoje em dia a maior parte dos meus pensamentos reduz-se a uma palavra: “sono”.
  • Comprei uma PS3, tal como tinha prometido a mim mesmo que faria assim que ouvi falar dela. Agora, aguardo pacientemente que o meu filho cresça um bocadinho mais, para lhe meter um sixaxis nas mãos.
  • O Macacos sem galho fez oito anos de actividade non-stop, continuando a cativar uma imensa massa de leitores ávidos. Não tantos, porém, como os que teria se fizesse piadas sobre sanitas, claro.
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  • Retomei a publicação do Life is simple. Fiz dez novas tiras. E depois parei outra vez.
  • Rebentou o esgoto na minha cozinha; isto fez escorrer alguma água e bastante dinheiro gasto em canalizadores. Oh como odeio canalizadores!
  • Descobri um senhor chamado Ernest Cline que escreveu um texto brilhante que explica de uma vez por todas a minha obsessão com macacos.
  • Fiz trinta e quatro anos o que… não é nada de significativo.
  • Quiseram-nos fazer crer que alguém queria comprar o Benfica. Mas… O BENFICA É NOSSO!
  • Implementei o tema ChunkyMonkey, com tons soviéticos, no Macacos sem galho. Muita gente gostou muito e alguns palermas acharam fatela.
  • Comprei uma bateria electrónica que está a apanhar pó lá em casa, porque não tenho tempo para aprender a tocar.
  • Voltei à Aula Magna para ver o Steve Vai ao vivo. Incompreensivelmente, ele não me ofereceu a Flo no fim do espectáculo.
  • Voltei a tentar tornar-me um Linux user. Pela 365ª vez. Instalei Ubuntu num computador que está actualmente desligado a apanhar pó debaixo de uma secretária.
  • Voltei a ter fantasias de que ia comprar um carro novo, mas depois – como sempre – apercebi-me que para isso é preciso dinheiro.
  • Os Especialistas voltaram à acção com novas tiras inspiradas pelo SAPO Codebits.
  • Fartei-me de correr, mas nunca cheguei a lado nenhum.
  • O Fernando Santos foi despedido do Benfica, as coisas melhoraram muito com o Camacho antes de voltar tudo à mesma trampa de sempre, claro.
  • Larguei definitivamente a paroxetina e não tenho saudades. Em contra-partida, agora choro a ver o ET.
  • Fui, pela primeira vez, discriminado por ser ateu. A coisa materializou-se com a minha expulsão do Planet Geek depois de alguns posts sobre a minha visão da religião.
  • Comprei o novo disco dos Radiohead, “In rainbows”, online, pelo valor que me apeteceu (não me lembro, acho que foi 5 libras), contribuindo – penso eu – para o que poderá ser uma pequena revolução na indústria musical. Ainda não ouvi o álbum.
  • No trabalho, lançou-se o SAPO Messenger 4.5, 4.6, 5.0 e mais a versão Mac e a versão web. Wee!
  • O meu pai e a minha mãe deixaram definitivamente de fumar, quase de um dia para o outro, tomando Champix e mantendo-se inflexíveis; aguentando os dias piores. Sem dúvida, um dos grandes acontecimentos do ano.
  • Desenhei algumas novas t-shirts, com esta. Mas ninguém comprou nenhuma. Tenho que fazer t-shirts com piaçabas ou cocós para ver se tenho mais êxito. (Nota: xixi está um bocado passado de moda).
  • Não só não comprei um carro novo, como vendi um dos que tinha. Até parece que tinha uma frota, mas não: eram dois carros e um deles, o Smart, estava na garagem a apanhar pó. Pensando bem, esta lista está a ficar cheia de coisas que estiveram o ano todo a apanhar pó.
  • Comecei a usar Mac no dia a dia, em vez de apenas ocasionalmente, em casa, no Lucifer. O MacBook Pro é muito bom, o Leopard parece um sistema operativo feito pela Microsoft.
  • Comprei o meu primeiro robot. É um aspirador Roomba 560, responde pelo nome de Quagmire e é sensacional.
  • Fui convidado para júri do concurso de melhor blog português 2007, mas por uma confusão na data de término da votação acho que os meus votos não chegaram a ser contados. Ainda hoje não consigo explicar o que faz um bom blog.
  • Ficou terminado o primeiro esboço completo da primeira aventura de Lig e Mandu, feito em colaboração com o Nelson Martins… para 2008… a publicação?
  • Tive um problema com uma torneira que acabou com a minha casa de banho toda partida, uma banheira nova e mais de 900 euros em canalizador. Ah como eu odeio canalizadores!
  • Os Led Zeppelin voltaram a tocar juntos (com o filho do Bonham na bateria). Até ao início do concerto ainda estive sentado a olhar para o telefone à espera que tocasse e fosse o Robert Plant a convidar-me para a plateia VIP. Não percebo porque não me ligou… deve ter perdido o meu número.
  • E, claro… o Tiago cresceu, teve os seus primeiros dentes, primeiro dois, depois quatro e no fim do ano já ia em seis; o Tiago começou a comer sozinho e a sentar-se e a gatinhar.

E pronto. Já chega.  Agora é 2008, vamos ver o que nos espera…

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Primeiro post de 2008

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Declaro este o ano de 2008 de forma completamente arbitrária – que é o que numerar os anos é: arbitrário.

Desejo a todos um ano vulgar e sem grande interesse. O que, para quem conhece a maldição, é um uma grande demonstração de optimismo.

Bem vindos ao ano. Por favor limpem os pés ao entrar.

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