Macacos sem galho

A festa de anos do Tiago

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Tiago ainda não fez anos, mas como eu não vou cá estar no dia em que faz, decidimos fazer a festa de anos antecipada este Sábado.

No dia anterior descrevi-lhe com entusiasmo o que se passaria no dia seguinte e ele respondeu-me sem hesitação: “Tiago não quer festa”.

Se eu fosse supersticioso diria que era um sinal porque quatro ou cinco horas depois de me ter dito isso, acordou, 3:30 da manhã, todo vomitado.

Daí até quase de manhã vomitou mais cinco vezes.

A mãe mudava-lhe a cama enquanto eu o limpava e tentava acalmar. Depois de um vómito caía à cama que nem uma pedra. Na última crise já não havia lençóis e acabou por adormecer em cima de um resguardo daquele impermeáveis, sobre o colchão.

Acabou por dormir de manhã, até às 10:30 e daí para a frente esteve bem. Acabou mesmo por comer bolos e sandes e gelatina na sua festa e não voltou a vomitar nem a dar sinais de estar enjoado.

Mas não se pode dizer que tenha estado entusiástico, embora tenha adorado as prendas, estava visivelmente exausto da noite que teve e não deu muita confiança, especialmente ao primo Gabriel, que lhe deu uns empurrõezinhos como os que ele lhe costumava dar aqui há uns meses atrás decretando imediatamente que onde estivesse o Gabriel não estava o Tiago, apesar das tentativas dos adultos para que eles se entendessem. Haverá tempo para isso quando ambos forem mais crescidos, certamente.

O saldo final foi positivo, mas se o Tiago tivesse passado uma noite normal, tenho a certeza que se teria divertido mais.

A noite de Sábado para Domingo decorreu sem incidentes e esteve bem Domingo o dia inteiro. Agora tenho que respirar fundo e preparar-me para, em breve, me separar do meu filho (e da minha grávida mulher, já agora), durante uma semana inteira.

Compensação: precisamente no dia em que volto vamos à ecografia morfológica ver a… nossa filha.

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Onze anos

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Pedro e Dee, 4 Julho 1998

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Trinisseis

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Fez hoje 36 anos que nasci. O mais engraçado é que calha sempre a um dia 11 de Junho. Tenho prestado muita atenção, sobretudo em anos recentes e é sempre a 11 de Junho.

Acho que mais alguém deve andar a reparar no facto, pelo que este ano, finalmente, foi decretado feriado Nacional no meu aniversário.

Logo de manhã, os macacos espaciais vieram-me buscar, fizeram-me a barba e vestiram-me o fato de alumínio psico-temperado. Enfiaram-me na rebarbadora trans-inter-dimensional e partimos para os festejos.

Trinisseis significa Grande Salão Imperial do Oculto e foi precisamente à porta deste que fui depositado, já com a gravata.

A celebração foi curta e discreta, com apenas 800 inverto-mutantes de Cioscqo em grande agitação psicomotora a dançar a Macarena. Os elefantes entornaram a taça do vodka com laranja, mas esse acabou por ser o único incidente digno de nota, o que para uma celebração espácio-temporal de trinisseis é bastante bom sinal.

No fim, ofereceram-me um desdigitalizador orgânico de moléculas estático-técnicas, o que me pareceu um toque de classe e originalidade sensacionais, visto que usualmente recebo uma estalada na cara e um molho de agrião.

Ao fim da tarde, os macacos espaciais deixaram-me pilotar a rebarbadora de volta e ainda cheguei a tempo de um jantarzinho em família, com o Tiago em grande e alegre agitação e um bolo de aniversário totalmente feito de mil folhas.

Mesmo.

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Duas décadas

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Há 20 e picos anos atrás, passava os meus dias nas aulas ou pelas ruas de Almada com dois amigos: o Pedro e a Dalila. Éramos um trio de geeks hardcore, completamente mal integrados e portanto passávamos muito tempo juntos, na conversa, de preferência longe dos outros putos.

Diz-se que um homem e uma mulher não podem ser amigos, que a coisa descamba sempre para algo romântico; não sei se é verdade em todos os casos, mas foi assim que se passou connosco. Do alto dos nossos fantásticos 15 anos, a coisa foi clássica: avançou ela, com uma carta e eu respondi com o pináculo da evolução do romantismo nos anos 80: uma mixtape.

A dela dizia “I love you”, de cima abaixo. A minha era uma cuidadosa montagem de várias músicas que diziam “I love you”. Bonito, ou quê?

A minha gaja não é a pessoa mais fácil do mundo e eu sou tramado de aturar. Ela gosta de doces, eu de salgados. Ela gosta de pão mal cozido, eu gosto de pão bem cozido. Ela gosta de macio, eu gosto de estaladiço. Ela gosta de chá, eu gosto de café.

E o cúmulo dos cúmulos: ela gosta de mim e eu gosto dela! Nâo percebo como é que isto funciona, mas não aceitaria que fosse de outra forma.

E, por qualquer razão, o Brian Wilson e o Tony Asher sabem do que estou a falar.

Love ya, babe.

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Entrevista no Webmania

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Há uns dias atrás, o Rui Costa perguntou-me, via Twitter, se estaria disposto a responder a umas perguntas sobre o décimo aniversário do Macacos. Confesso que, se ele não me tivesse alertado para o facto, era capaz de me ter esquecido do aniversário do blog, portanto devo-lhe um duplo agradecimento.

O Rui enviou-me um punhado de boas perguntas que me deram prazer responder e que poderão ler, obviamente, na fonte.

Obrigado Rui. Obrigado Rui.

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