Here’s to you, babe
September 8th, 2008 by Pedro Couto e Santos
Happy birthday :-)
Tags: aniversário, dee.
Happy birthday :-)
Tags: aniversário, dee.
Faz hoje dez anos que me casei com a Dalila. Podia dizer muita coisa, mas não me apetece.
Podem ir para dentro.
Tags: aniversário, casamento.
Eu nem sabia, mas ontem, no tal picnic de despedida do meu 35º ano o meu avô aproximou-se com um ar solene, e uma super bock na mão - o que merece imediata atenção - e informou-me que se iniciava agora a minha segunda idade.
Não sabia.
Mas é assim mesmo, ao que parece. Hoje completo 35 anos e passo a poder candidatar-me à Presidência da República Portuguesa. Além de que ficam a faltar-me apenas 30 anos até à idade da reforma; a menos, claro, que o Estado vá esticando a idade da reforma como um carroceiro afasta uma cenoura do burro, só ligeiramente, só para ele continuar a andar.
Pronto, tenho 35 anos. Siga!
Tags: 35 anos, aniversário, idade.
Como vem sendo razoavelmente habitual, faço anos amanhã e, como é sabido, sendo hoje feriado (de acordo com o nosso Presidente da República, que, aparentemente, ainda vive em 1958, dia da Raça), foi o dia ideal para organizar uma festa de anos.
Pronto, uma festa de despedida do último ano, como algumas pessoas lhe chamaram. Tendo em conta que dia 11 é dia de trabalho (acredito que, após a minha morte, o dia do meu aniversário venha a ser considerado Feriado Nacional, mas, alas, nessa altura não estarei disponível para festas), o feriado do dia de Portugal, Camões, das Comunidades e, ao que parece, novamente da Raça, é um bom dia para tratar dos festejos adequados.
Aqui por casa vamos com frequência ao Parque da Paz, sentar um bocado na relva a apanhar Sol e ver os patos. É simpático, é perto, não apanhamos trânsito e não voltamos para casa com o cú cheio de areia.
Notarão que usei a palavra “cú”, para, de certa forma, agradar aos leitores, fãs do Fernando Rocha que, acidentalmente aqui tenham aterrado. Mais à frente, poderei tentar fazer piadas com “xixi”, mantenham-se atentos, fãs do Gato Fedorento.
Dizia eu que, numa das visitas ao dito Parque da garbosa cidade de Almada, ocorreu-me que ali seria um bom sítio para organizar um belo picnic de aniversário. Um get-together à povo, uma cocktail party labrega, um verdadeiro festival de pipa e melancia debaixo do braço.
Comecei a tentar convidar alguns amigos, que imediatamente tiveram que sair do país em negócios, foram atropelados por comboios ou… “ah e tal, tenho que ir fazer xixi” e nunca mais os vi. (Notaram?)
Mas a minha família não tem outro remédio senão aturar-me (sim, isto é um texto fortemente dramatizado para efeitos de impacto - e sim, hoje em dia usa-se a palavra impacto sem explicação adicional), disse toda que sim, embora tenha havido quem saísse do país (mas foi sem querer).
As coisas estavam em andamento. Hoje, ao início da tarde, fui buscar bolos, a Dee fez sandes, fizémos pâtés e até tínhamos uma mesa de campismo que comprámos ontem na Decathlon para a Dee levar para a feira de artesanato de Almada, no próximo Sábado (btw, be there or be square).
Juntámo-nos todos, em bom estilo suburbano à sombra de um castanheiro e de três armários de distribuição da EDP. Mesita armada, 40 sandes, 3 tipos de pâté diferentes, tostas, batatas fritas, coca-cola, super bock, sumos e água, 1,5 kg de miniaturas, 2 bolos brigadeiro e 1 bolo de aniversário. Foi o que levámos. Eina cum caraças!
Estava Sol, éramos 19 pessoas - incluindo o Gus e a Xana, que, apesar de avisados do que se tratava, decidiram aparecer na mesma. Comemos, bebemos, não cantámos, mas fomos felizes.
Esteve-se bem, o Tiago foi, evidentemente, o centro das atenções e, no geral, correu muito bem. A comida foi um bocadinho sobre-estimada, mas isso só significa que tenho um brigadeiro inteiro no frigorífico e vou ser obrigado a comê-lo. É uma pena, mas há que fazer estes esforços, pelo bem da humanidade.
E agora, só porque foi um grande êxito, aqui está a receita do meu pâté de jalapeño:
Tudo bem triturado na picadora. E c’est tout!
Tags: almada, aniversário, chili, festa, jalapeno, parque, paz, picnic, receita.
Fez ontem, dia 5 de Maio, dez anos desde que os três sócios originais da Nitrodesign assinaram a escritura da empresa. Começámos a trabalhar, cada um em sua casa, todos os dias, non-stop. No final de 1999 fazíamos o nosso primeiro grande projecto: redesign total e completo do SAPO, dos pés à cabeça.
Um trabalho que não voltaria a repetir-se no portal que não voltou, desde então, a ter um design unificado em todos os canais e serviços. Ainda recentemente, o Celso encontrou em arquivo a nossa velha “página de acompanhamento” e todos os ficheiros associados ao desenvolvimento do redesign do portal.
Com o nosso nome no rodapé do site de referência da internet em Portugal, começaram a surgir mais projectos e a Nitro ganhou nome e tornou-se, aos poucos, uma referência do mercado nacional de webdesign.
A dada altura, chegavam aos nossos ouvidos rumores de que a Nitrodesign era uma pequena empresa que fazia grandes projectos com apenas 20 pessoas! E nós que éramos só três!
Em 2001 passámos a ser quatro e abrimos o nosso primeiro escritório. Foi também o ano em que aprendi uma dura lição de vida e negócio: o Estado não só não está interessado em fomentar novas empresas, novas tecnologias, empreendedorismo jovem, criação de emprego e geração de riqueza, como tem especial prazer em corroer e destruir PMEs.
Com lucro em 2000 e sendo honestos, sem fugir ao fisco, levamos um estaladão de IRC em 2001 que até vimos estrelas. Com novos investimentos em instalações e equipamento a maior factura que tivemos que pagar foi mesmo a dos impostos.
E com o lucro e respectivo IRC vieram também os pagamentos por conta. Ou, como eu lhe chamo, a vassalagem. Além de tudo isto, a bolha das dotcom rebentou nesse ano e um dos nossos principais clientes de ‘01, um grande ISP nacional e respectivo portal - a Teleweb, faliu ficando-nos a dever milhares de contos.
No final do ano estávamos a mudar-nos para instalações mais pequenas (e baratas, claro), para tentar minimizar os estragos. Ainda assim, a empresa manteve o seu trabalho e apareceram grandes clientes como a Portucel, Dun & Bradstreet, Singer e Caixagest. A Portucel e Caixa ainda mantêm o design da Nitro, com algumas alterações posteriores.
Depois de dois anos em Setúbal, mudámo-nos para Almada com uma nova parceria montada e pronta a relançar o negócio em grande estilo. Infelizmente, viemos a descobrir, da pior maneira, que a parceria era, afinal, uma vigarice. Uma empresa, na altura chamda Ciberguia, actualmente Dalera Ciberguia, vendeu-nos o seu fantástico software e plataforma de desenvolvimento, com a promessa de dezenas de clientes e milhares de contos de facturação logo no primeiro ano.
Rapidamente, se bem que - mesmo assim - tarde demais, apercebemo-nos que tudo não passava de um engodo. Ficámos presos a um leasing caríssimo para pagar as licenças de desenvolvimento sobre um software que funcionava horrivelmente mal. Os comerciais que deveriam estar a trabalhar em nosso nome para termos clientes para desenvolver sobre a plataforma da Ciberguia nunca traziam projectos e quando os trouxeram, os pagamentos tardavam em aparecer.
Quando começámos a falar com outros parceiros da Ciberguia, começámos a descobrir um rol interminável de pequenas empresas furiosas, enganadas e exploradas. Tentámos, de várias maneiras, dar a volta à coisa, mas foi impossível.
Hoje em dia, creio que a empresa foi vendida e que os que eram responsáveis por ela já devem ter partido para a próxima vigarice que lhes permitia viver em grandes casas de luxo e andar em carros desportivos do preço de aviões, enquanto empresas, como a nossa, se viam obrigadas a desfazer-se ou repensar a sua existência.
Entretanto, os sócios separaram-se e eu fiquei com a Nitrodesign que partilhei com a minha mulher. Desde 2003 que somos ambos sócios e continuamos a prestar serviços a alguns dos clientes mais antigos. Eu vim trabalhar para o SAPO e a Dee, sozinha, angariou novos clientes, fez sites e tomou conta da empresa nos últimos quatro anos.
Recentemente, recebemos um e-mail da Direcção Geral de Finanças informando que a Nitrodesign seria suspeita e sujeita a inspecção de finanças caso apresente prejuízo em 2007. Dizem eles que é estranho que a empresa esteja há três anos consecutivos com prejuízos.
Bom, não são prejuízos incomportáveis, mas não são lucros. E se há coisa que sempre fomos, desde o início, foi honestos e cumpridores. Cheguei a não pagar salários alguns meses, para poder cumprir as obrigações sociais e fiscais da empresa.
A nossa empresa não tem BMWs para os colaboradores, nem telemóveis, nem despesas de representação, nem gastos com formação. Não pagamos por publicidade, não investimos em aplicações financeiras e nem o acesso à internet é pago pela empresa: são os sócios que pagam a conta todos os meses.
Mas o fisco acha-nos suspeitos. Volta tudo ao princípio: o principal concorrente da Nitrodesign, desde a sua fundação, sempre foi o Estado Português.
Mas não faz mal. Fizemos dez anos e ainda cá estamos. Atravessámos booms e bolhas e quedas e recessões, fomos vigarizados e sobrevivemos, fomos taxados até à morte, mas não morremos. Sempre cumprimos com os nossos clientes e sempre acreditámos que valia a pena fazer as coisas bem.
E agora, o que trará o futuro? É esperar para ver…
Tags: aniversário, design, empreendedorismo, internet, nitrodesign, web.