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    Circular na nova Almada

    September 16th, 2008 by Pedro Couto e Santos

    Hoje tirei o dia e fiquei em casa. Era preciso levar o Tiago às vacinas, bem como ao pediatra e geralmente, aproveito estes dias para tratar de outras coisas, como fazer compras ou colocar papelada em ordem.

    Como geralmente circulo por fora da cidade, para ir até ao Forum, ou ao Parque da Paz, ou à Costa da Caparica, há algum tempo que não passava pelo centro como fiz hoje.

    E que grande e imperceptível confusão!

    Já não falo das obras do metro que, compreensivelmente, causam ainda distúrbios que já sabemos que temos que tolerar até tudo estar pronto e operacional. Falo mesmo dos novos sentidos de trânsito finais da cidade, implementados recentemente, no início de Setembro.

    Almada sempre foi uma cidade simples: uma série de Avenidas no seguimento umas das outras, ligava a cidade do Centro Sul a Cacilhas e rotundas entre cada par de Avenidas, permitia sair deste eixo central para circular pelas zonas secundárias da cidade. Nada a saber.

    Mas agora, duas dessas principais Avenidas - precisamente as mais centrais - são de trânsito proibido, excepto a residentes ou veículos especiais. Segue-se então por uma alternativa, que é uma rua secundária onde carros frequentemente estacionam em segunda fila e transportes públicos entopem a via. Circula-se lenta, mas pacientemente, tentando dar a volta ao problema.

    Continuando a caminho, dá-se de caras com mais sentidos alterados que obrigam a novo desvio. Acabei por ter que optar por um caminho mais longo, mas lá acabei por dar com o caminho.

    No regresso do Monte da Caparica, seguindo pelas ruas secundárias dou com a Capitão Leitão cortada, mesmo antes da Academia. Novo sentido proíbido e agora? Fui obrigado a subir para as traseiras da Academia e dar a volta toda por Almada velha e suas ruas estreitas e atafulhadas de… carros, claro.

    Volto à Capitão Leitão um pouco mais à frente e sou obrigado a voltar à direita! Não posso voltar à esquerda para ir para a Bernardo Francisco da Costa? Mas que raio!

    E ainda bem que não cheguei à BFC, porque também essa rua de sentido único Oeste-Este, mudou para Este-Oeste.

    Acabei por descer em direcção ao Jardim de Almada, única saída possível, caso contrário entraria num loop de voltinhas em redor da Academia Almadense.

    Finalmente de regresso à Avenida D. Nuno, Praça São João Baptista e, claro, trânsito proibido dali para baixo (excepto para os tais residentes que, creio, vai ser meia cidade, quando o pó assentar).

    Que grandes voltas que é preciso dar, para circular nesta nova Almada!

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    It’s a nice day for a picnic (inclui receita, completamente grátis)

    June 10th, 2008 by Pedro Couto e Santos

    Como vem sendo razoavelmente habitual, faço anos amanhã e, como é sabido, sendo hoje feriado (de acordo com o nosso Presidente da República, que, aparentemente, ainda vive em 1958, dia da Raça), foi o dia ideal para organizar uma festa de anos.

    Pronto, uma festa de despedida do último ano, como algumas pessoas lhe chamaram. Tendo em conta que dia 11 é dia de trabalho (acredito que, após a minha morte, o dia do meu aniversário venha a ser considerado Feriado Nacional, mas, alas, nessa altura não estarei disponível para festas), o feriado do dia de Portugal, Camões, das Comunidades e, ao que parece, novamente da Raça, é um bom dia para tratar dos festejos adequados.

    Aqui por casa vamos com frequência ao Parque da Paz, sentar um bocado na relva a apanhar Sol e ver os patos. É simpático, é perto, não apanhamos trânsito e não voltamos para casa com o cú cheio de areia.

    Notarão que usei a palavra “cú”, para, de certa forma, agradar aos leitores, fãs do Fernando Rocha que, acidentalmente aqui tenham aterrado. Mais à frente, poderei tentar fazer piadas com “xixi”, mantenham-se atentos, fãs do Gato Fedorento.

    Dizia eu que, numa das visitas ao dito Parque da garbosa cidade de Almada, ocorreu-me que ali seria um bom sítio para organizar um belo picnic de aniversário. Um get-together à povo, uma cocktail party labrega, um verdadeiro festival de pipa e melancia debaixo do braço.

    Comecei a tentar convidar alguns amigos, que imediatamente tiveram que sair do país em negócios, foram atropelados por comboios ou… “ah e tal, tenho que ir fazer xixi” e nunca mais os vi. (Notaram?)

    Mas a minha família não tem outro remédio senão aturar-me (sim, isto é um texto fortemente dramatizado para efeitos de impacto - e sim, hoje em dia usa-se a palavra impacto sem explicação adicional), disse toda que sim, embora tenha havido quem saísse do país (mas foi sem querer).

    As coisas estavam em andamento. Hoje, ao início da tarde, fui buscar bolos, a Dee fez sandes, fizémos pâtés e até tínhamos uma mesa de campismo que comprámos ontem na Decathlon para a Dee levar para a feira de artesanato de Almada, no próximo Sábado (btw, be there or be square).

    Juntámo-nos todos, em bom estilo suburbano à sombra de um castanheiro e de três armários de distribuição da EDP. Mesita armada, 40 sandes, 3 tipos de pâté diferentes, tostas, batatas fritas, coca-cola, super bock, sumos e água, 1,5 kg de miniaturas, 2 bolos brigadeiro e 1 bolo de aniversário. Foi o que levámos. Eina cum caraças!

    Estava Sol, éramos 19 pessoas - incluindo o Gus e a Xana, que, apesar de avisados do que se tratava, decidiram aparecer na mesma. Comemos, bebemos, não cantámos, mas fomos felizes.

    Esteve-se bem, o Tiago foi, evidentemente, o centro das atenções e, no geral, correu muito bem. A comida foi um bocadinho sobre-estimada, mas isso só significa que tenho um brigadeiro inteiro no frigorífico e vou ser obrigado a comê-lo. É uma pena, mas há que fazer estes esforços, pelo bem da humanidade.

    E agora, só porque foi um grande êxito, aqui está a receita do meu pâté de jalapeño:

    • Meio frasco de jalapeños às rodelas Old El Paso
    • Meio frasco de pickles diversos
    • uma colher de chá de pimenta cayenne
    • mayonnaise q.b.

    Tudo bem triturado na picadora. E c’est tout!

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    Corridinha

    May 25th, 2008 by Pedro Couto e Santos

    Hoje, o Tiago estava com os avós e eu tinha acabado de rapar a cabeça e estava com aquela sensação de frescura que apenas uma cabeça rapada pode dar (quem nunca experimentou, não sabe o que perde - é tipo 8×4, mas mais).

    Foi então que percebi que era altura de ir dar uma corridinha!

    Peguei no meu Polar e verifiquei que a última vez que tinha corrido, tinha sido em Dezembro de ‘07, provavelmente na passadeira eléctrica. Cinco meses sem correr implica calma, uma voltinha lenta pelas redondezas, uns 20 minutos em ritmo ligeiro.

    Foi por isso que peguei nos ténis e parti em direcção ao Parque da Paz, a correr. Não é muito longe, mas também não é muito perto. São 5,5 km ida e volta, coisa que me custou 45 minutos. Não cheguei ao Parque, a correr, mas quase: tive que andar quando a minha pulsação atingiu 191 e senti que estava prestes a vomitar o lanche.

    O facto de estar a passar pelo Clube Columbófilo não ajudou muito.

    Passei pela paragem do garboso metro sul do Tejo, desci ao parque de estacionamento do Centro Sul e parei para fazer uns alongamentos, já certo de que estava em pleno processo de estoirar completamente as minhas perninhas.

    Respirei fundo e iniciei o regresso que foi intervalado entre corrida moderada e caminhada mais ou menos a direito. Aproveitei para passar pelos meus pais para trazer o Tiago que não me reconheceu já que o deixei lá com cabelo e barba de três semanas e voltei liso como o rabinho dele.

    Foi uma boa decisão e fiquei cheio de pica para voltar a tentar. O meu objectivo é conseguir correr o caminho todo até ao Parque, fazer 10 sprints no Parque e depois voltar para trás talvez em corrida lenta, talvez simplesmente andando.

    É um bom projecto. Prevejo desistir antes de quinta-feira.

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    Mais algumas fotos do Tiago

    May 8th, 2008 by Pedro Couto e Santos

    Tiradas enquanto estive de férias, na semana passada.

    Eis uma, mais no flickr.

    Cu-cu!

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    Sistema Quick Plus

    March 21st, 2008 by Pedro Couto e Santos

    Aderi ontem ao sistema Quick Plus do Jumbo de Almada. Isto não quer dizer absolutamente nada porque aderi depois de já ter feito as compras e não cheguei a experimentar.

    Mas o sistema é o sonho de qualquer pessoa que odeie hipermercados: à entrada, passamos o nosso cartão Jumbo e, numa enorme parede que mais parece um armeiro do Matrix, uma luz acende-se, indicando qual o aparelho que nos foi designado.

    Pegamos no nosso scanner portátil e lá vamos, alegres e contentes. Basta irmos lendo os códigos de barras dos produtos antes de os meter no carrinho e já está. No final, basta pagar, sem ser preciso esperar que uma desistente de liceu nos passe os items um a um. Soberbo.

    Resta-me por a teoria à prática. Depois aviso se sempre é assim tão bom.

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