Archive for the ‘Receitas’ Category

Frango com parmesão

Wednesday, April 1st, 2009

Ontem voltei a fazer uma daquelas refeições em que tenho que me safar com o que há lá em casa, o que geralmente significa coisas enlatadas e congelados.

Mas ficou tão bom que decidi partilhar. Aqui vai o que é preciso:

Para o molho:

  • Azeite
  • Alho
  • Tomate em cubos
  • Tomate pelado em lata
  • Cogumelos
  • Sal
  • Orégãos
  • Louro

Para o frango:

  • Peitos de frango
  • Sumo de limão
  • Sal
  • Pão ralado
  • Queijo parmesão ralado
  • Um ovo
  • Queijo fácil de derreter

Para mim, cozinhar é muito estratégico e estou sempre a tentar optimizar as tarefas para que no fim esteja tudo pronto ao mesmo tempo.

Por isso, começo por ligar o forno para 220 graus.

Enquanto o forno aquece, corta-se os peitos de frango longitudinalmente para ficarem mais finos (comecei com 4, acabei com 8 – aritmética rula).

Tempera-se o frango com sumo de limão (eu compro em frascos) e sal (poria pimenta e piripiri se a Dee gostasse, mas como não gosta, não pus). Põe-se o frango de parte, à temperatura ambiente.

Segue-se o molho: Numa panela pequena, para concentrar a temperatura, cobre-se o fundo com azeite e junta-se um ou dois dentes de alho picado (usei congelado). Salteia-se um minuto.

Depois, junta-se uma mão-cheia de tomate em cubos (usei congelado, caso contrário, um tomate médio em cubos deve dar), uma mão cheia de cogumelos (congelados, novamente) e uma lata de tomate pelado, desfazendo os tomates com as mãos e juntanto a polpa toda.

Mistura-se tudo, adiciona-se uma pitada de sal, orégãos e uma folha de louro. Coloca-se em lume forte para levantar fervura e depois em lume fraco durante 20 minutos.

Enquanto levanta fervura, convém começar a panar o frango.

Bate-se o ovo. Põe-se o pão ralado num pratinho e mistura-se bem com parmesão ralado (ralei na altura um pedaço que tinha para lá perdido). Depois já se sabe: passa-se o peito de frango no ovo e depois no pão ralado com queijo, tentando cobrir bem os dois lados.

Põem-se os peitos num tabuleiro de ir ao forno.

Se a estratégia estiver a correr bem, o molho deve estar a ferver e é altura de o passar para o fogo mais fraco e por 20 minutos a contar; o forno deve estar quente e pode-se meter o tabuleiro com o frango e esperar 8 a 10 minutos (se aos 8 ainda estiver muito crú, espera-se mais 2). Põe-se água a aquecer para o esparguete.

Ao fim dos 8/10 minutos, vira-se o frango e vai lá para dentro mais 8 minutos.

Quando o frango estiver pronto, o molho também deve estar e o esparguete já deve estar a cozer. Óptimo. Tira-se o frango do forno, mas não se desliga o dito.

Coloca-se uma dose generosa do molho (que deve ser “chunky”, uma vez que foi feito com cubos de tomate e cogumelos e não cozeu tempo suficiente para se desfazer em papa), por cima de cada pedaço de frango.

Cobre-se com o queijo “fácil de derreter”. Este queijo é… o que gostarem e tiverem. Eu usei flamengo porque era o que tinha, mas se tivesse outro, teria usado Mozzarella fresco.

Volta o tabuleiro para dentro do forno, só para derreter o queijo (2 ou 3 minutos).

Serve-se o frango, com o esparguete e o remanescente do molho por cima do dito.

Delish!

Dois Cheesecakes

Friday, February 6th, 2009

Há muitos anos atrás, começámos a fazer cheescake e como não fazíamos ideia exactamente o que era cream-cheese, improvisámos. Saiu um cheesecake estranhíssimo, mas a cujo sabor nos afeiçoámos. Entretanto, apareceu em Portugal o Philadelphia, que é o cream cheese mais comummente usado pelos americanos para fazer o seu cheesecake, mas confesso que não gosto muito do sabor e portanto uso mascarpone.

As Graham crackers também me escaparam durante uns anos, mas entretanto já sei exactamente como as substituir e de facto… vale a pena: são as bolachas “Digestive” da Triunfo e não se deixem enganar porque não têm nada de digestivo, a própria embalagem alerta para esse facto.

São estas (imagem de jumbo.pt):

Bolachas

Vamos às receitas.

Para um cheesecake mais clássico:

  • Um bocadinho mais de metade de um pacote de Triunfo Digestive
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
  • um naco de manteiga (umas 50 g.) derretido
  • 500 g de queijo mascarpone deixado à temperatura ambiente para amolecer
  • uma chávena de açúcar branco (eu uso uma caneca daquelas de louça, mal cheia)
  • três ovos
  • alguma forma de baunilha
  • dois pacotes de natas frescas ou natas para bater (400 ml)

Facílimo de fazer:

Aquecer o forno a 180 graus.

Picar, esmagar, triturar ou desfazer as bolachas até ficarem em migalhinhas (vantagem das bolachas que sugiro: são muito fáceis de desfazer) e colocar no fundo de uma tigela grande com o açúcar mascavado e a manteiga derretida. Misturar tudo muito bem com um garfo, até alguns pedaços de bolacha começarem a amalgamar.

Forrar o fundo de uma forma de mola (daquelas que se solta a mola e o fundo separa-se dos lados) de 19/20 cm com a bolacha e usar um copo de vidro para espalmar tudo.

A forma (imagem da Amazon):

Forma de mola

Levar ao forno 8 minutos, tirar e deixar arrefecer.

Na batedeira em andamento médio colocar o queijo, seguido do açúcar branco e deixar misturar até estar cremoso. Juntar os ovos um a um, esperando que cada um se misture completamente. Juntar as natas e finalmente, um pouco de baunilha (colher de chá, mais ou menos). Deixar bater até estar tudo bem misturado e cremoso e deitar sobre a base.

Levar ao forno (ainda a 180 graus). O tempo pode variar… normalmente deixo meia hora e verifico como está a correr, depois dou mais 15 minutos e volto a verificar. No máximo, leva uma hora, normalmente, 45 minutos. Apaga-se o forno e deixa-se, com a porta entre-aberta, mais 15 minutos.

Tira-se do forno; é possível que o bolo ondule, mesmo depois de cozido. Não faz mal, vai endurecer no frio. Depois de deixar arrefecer ao ar, mete-se no frigorífico durante a noite ou umas quatro horas, whatever comes first. Come-se.

Para o cheesecake ‘weird’, segue-se precisamente a mesma receita mas: não se usam natas e em vez de 500 g de mascarpone, usam-se 500 gramas de queijo fundido Queru ou Linea (se ainda existir). O sabor fica completamente diferente e até provavelmente estranho para muita gente, mas nós gostamos.

Enjoy!

It’s a nice day for a picnic (inclui receita, completamente grátis)

Tuesday, June 10th, 2008

Como vem sendo razoavelmente habitual, faço anos amanhã e, como é sabido, sendo hoje feriado (de acordo com o nosso Presidente da República, que, aparentemente, ainda vive em 1958, dia da Raça), foi o dia ideal para organizar uma festa de anos.

Pronto, uma festa de despedida do último ano, como algumas pessoas lhe chamaram. Tendo em conta que dia 11 é dia de trabalho (acredito que, após a minha morte, o dia do meu aniversário venha a ser considerado Feriado Nacional, mas, alas, nessa altura não estarei disponível para festas), o feriado do dia de Portugal, Camões, das Comunidades e, ao que parece, novamente da Raça, é um bom dia para tratar dos festejos adequados.

Aqui por casa vamos com frequência ao Parque da Paz, sentar um bocado na relva a apanhar Sol e ver os patos. É simpático, é perto, não apanhamos trânsito e não voltamos para casa com o cú cheio de areia.

Notarão que usei a palavra “cú”, para, de certa forma, agradar aos leitores, fãs do Fernando Rocha que, acidentalmente aqui tenham aterrado. Mais à frente, poderei tentar fazer piadas com “xixi”, mantenham-se atentos, fãs do Gato Fedorento.

Dizia eu que, numa das visitas ao dito Parque da garbosa cidade de Almada, ocorreu-me que ali seria um bom sítio para organizar um belo picnic de aniversário. Um get-together à povo, uma cocktail party labrega, um verdadeiro festival de pipa e melancia debaixo do braço.

Comecei a tentar convidar alguns amigos, que imediatamente tiveram que sair do país em negócios, foram atropelados por comboios ou… “ah e tal, tenho que ir fazer xixi” e nunca mais os vi. (Notaram?)

Mas a minha família não tem outro remédio senão aturar-me (sim, isto é um texto fortemente dramatizado para efeitos de impacto – e sim, hoje em dia usa-se a palavra impacto sem explicação adicional), disse toda que sim, embora tenha havido quem saísse do país (mas foi sem querer).

As coisas estavam em andamento. Hoje, ao início da tarde, fui buscar bolos, a Dee fez sandes, fizémos pâtés e até tínhamos uma mesa de campismo que comprámos ontem na Decathlon para a Dee levar para a feira de artesanato de Almada, no próximo Sábado (btw, be there or be square).

Juntámo-nos todos, em bom estilo suburbano à sombra de um castanheiro e de três armários de distribuição da EDP. Mesita armada, 40 sandes, 3 tipos de pâté diferentes, tostas, batatas fritas, coca-cola, super bock, sumos e água, 1,5 kg de miniaturas, 2 bolos brigadeiro e 1 bolo de aniversário. Foi o que levámos. Eina cum caraças!

Estava Sol, éramos 19 pessoas – incluindo o Gus e a Xana, que, apesar de avisados do que se tratava, decidiram aparecer na mesma. Comemos, bebemos, não cantámos, mas fomos felizes.

Esteve-se bem, o Tiago foi, evidentemente, o centro das atenções e, no geral, correu muito bem. A comida foi um bocadinho sobre-estimada, mas isso só significa que tenho um brigadeiro inteiro no frigorífico e vou ser obrigado a comê-lo. É uma pena, mas há que fazer estes esforços, pelo bem da humanidade.

E agora, só porque foi um grande êxito, aqui está a receita do meu pâté de jalapeño:

  • Meio frasco de jalapeños às rodelas Old El Paso
  • Meio frasco de pickles diversos
  • uma colher de chá de pimenta cayenne
  • mayonnaise q.b.

Tudo bem triturado na picadora. E c’est tout!

Receita de pizza para máquinas de pão caseiras

Wednesday, February 6th, 2008

Experimentei, finalmente, usar a minha máquina de pão para fazer massa para depois cozer noutro sítio. Já há algum tempo que andava para experimentar fazer baguettes ou pizzas e decidi-me por estas últimas.

Posso dizer que correu bastante bem, foi o nosso jantar e estava óptimo. A experiência com a massa podia ter sido melhor, acho que ficou pouco homogénea e rasgou muito ao tender.

O resultado foram pizzas muito finas, com rebordo crocante e centro macio. Mas passemos à receita (para 5 pizzas médias)…

Para a massa usei os seguintes ingredientes:

  • 500 g de farinha de trigo sem fermento
  • 12 g de sal grosso (não ficou minimamente salgado)
  • 1 colher de chá de fermento de padeiro granulado
  • 6 cl de azeite
  • 40 cl de água gelada (fria, portanto, não é gelo)

E é tudo.

Deitei tudo isto para dentro da cuba da máquina de pão, coloquei no programa de massa e deixei-a trabalhar. Levou cerca de hora e meia, entre amassar e deixar repousar. Adicionei alguma farinha a olho.

Depois da massa pronta, enchi o balcão da cozinha de farinha e deitei a dita na pedra. Enfarinhei as mãos e dei mais uma tareia na massa, até estar satisfeito com a consistência. A seguir, peguei numa faca e cortei-a em 5 pedaços vagamente iguais.

As pizzas resultantes deram para que cada um de nós comesse metade e ficasse bem jantado. Para pizzas maiores há que cortar em menos de cinco porções e para menores… bom, parece-me evidente.

Untei uma folha de papel vegetal com azeite e bezuntei as mãos com mais um pouco do mesmo. Transformei cada pedaço de massa numa bola, que coloquei no papel vegetal. Cobri as cinco bolas com mais uma folha de papel vegetal e foi tudo para o frigorífico.

A coisa aguenta-se assim durante 3 dias. Se preferirem congelar a massa, pode fazer-se, cada bolinha num saco individual, duram três meses no congelador.

Mais tarde…

Duas horas antes de fazer o jantar, saquei duas bolinhas do frigo e espetei-as no balcão da cozinha (previamente enfarinhado). Espalmei cada uma delas até obter dois discos com cerca de 15 cm. Cobri com celofane e deixei ficar.

Quando se aproximou a hora de jantar liguei o forno no máximo (o meu vai até 250 graus), e comecei a estender a massa. Foi aqui que a porca torceu o rabo, porque a massa rasgou muito e tive que tentar várias vezes até conseguir uma pizza redondinha com uns 30 cm de diâmetro.

Claro que isto é tudo muito mais fácil usando o rolo da massa, mas eu quis usar as mãos. Para a segunda pizza usei o rolo e foi estupidamente mais fácil.

E está feita a parte da massa. Para a cobertura, usei molho para pizzas Mutti, que comprei no Jumbo, sem conhecer e gostei bastante – não é especialmente ácido para um molho pré-feito, enlatado – usei ainda queijo mozzarella fresco (1 bola, cortada em rodelas), azeitonas pretas, fiambre em cubos e óregãos.

Para dentro do forno com ela 10 minutos num prato de metal para pizzas levemente enfarinhado e está feito. Ficou delicioso. Jantámos e a seguir fiz outra para ficar para o almoço da Dee amanhã, com os mesmos ingredientes e ainda uns cogumelos.

Sem dúvida uma primeira experiência bem sucedida e a repetir.

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Receita de pão com chouriço

Sunday, November 25th, 2007

Aqui vai uma receita simples de pão com chouriço que tenho feito na minha máquina caseira:

  • 500 g de farinha sem fermento (tipo 55)
  • 10 g de sal grosso
  • 9 g de fermento de padeiro granulado
  • 30 cl de água morna
  • 1 chouriço

Coloca-se na cuba da máquina a farinha e abre-se um buraco no meio onde se deita o sal grosso (10 g são duas colheres de chá), o fermento (uso da marca Vahiné, duas saquetas de 4,6 g), e a água morna (uso simplesmente água aquecida pelo esquentador).

Liga-se a máquina e vai-se dando uns toques na farinha para misturar tudo bem. Pode ser preciso acrescentar água. Enquanto a máquina amassa, tira-se a pele ao chouriço (eu uso chouriço de Barrancos), corta-se em pedaços e pica-se, não muito fino, só o suficiente para ficar em pedaços de diferentes tamanhos.

A máquina há-de misturar tudo e repousar após o que apita para avisar que iniciou o ciclo em que se podem adicionar recheios (a minha funciona assim, pelo menos). Evidentemente, junta-se o chouriço.

E é tudo. Fica um pão deliciosamente gorduroso, facílimo de cortar, bom de comer à fatia, sem mais nada ou torrado. Eu, como sou guloso, torro e ponho manteiga ou faço tostas ou sandes de queijo com ele. Fica excelente.

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