Macacos sem galho

Ateus, Agnósticos e outros pratos típicos do Ribatejo

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Anda aí uma grande confusão sobre ateísmo e agnosticismo como se fossem conceitos mutuamente exclusivos. Normalmente o que acontece é que os zangados se declaram ateus e os duvidosos, agnósticos.

Vejamos.

Um ateu não acredita em deus. O ateu não precisa de se preocupar em provar se deus existe ou não existe, não precisa de pensar sobre os mistérios do universo e da espiritualidade. São coisas que não lhe interessam, com as quais não se ocupa e nas quais não acredita.

Não confundam um ateu com um anti-religioso ou anti-eclesiástico. Ateísmo, no mais puro sentido é despreocupação; um ateu não se levanta todos os dias de manhã e pensa “ainda bem que deus não existe”. Por outro lado, uma pessoa que se oponha à existência de religião ou de religião organizada (são coisas diferentes), poderá ser activa nalguma forma de combate a estas ideologias e organizações.

Um agnóstico, é uma pessoa que  duvida ou nega que o conhecimento humano possa ir além da experiência e que, por não poder experimentar deus, não pode acreditar nele. Em último caso, um agnóstico diz: não sei se deus existe ou não existe – eu nunca o vi.

Como vêem, não é difícil ser um ateu agnóstico. O ateísmo relaciona-se com aquilo em que acreditamos, com aquilo que faz parte da nossa vida no dia a dia; o agnosticismo relaciona-se com aquilo que julgamos ser possível conhecer.

A maioria dos ateus é agnóstica e talvez se possa mesmo dizer que são ateus porque são agnósticos – como não existe forma de fazer deus passar do plano imaginário para o real, não vale a pena preocuparem-se com isso.

No fundo, ser agnóstico é como ser omnívoro: quando vou almoçar, não tenho grandes preocupações com o que vou comer. Se eu fosse vegetariano, de repente tenho mais uma coisa em que pensar todos os dias.

Eu sou ateu e agnóstico e, confesso, há dias em que sou muito anti-eclesiástico.

PS: sugiro que leiam o artigo do Free Thinker sobre o assunto, muito mais profundo e completo que o meu. Obrigado ao João Pedro Gonçalves pelo link.

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Onze anos de macacada

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Macacos sem galho completou, no dia 30 de Março de 2010, 11 anos.

Como diria o barman do Thirsty Nickel, em Austin: Fuckin’ A.

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Cabelo, semana 23 – uh-oh… it’s getting crazy

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

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P90X Reboot

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

Com a viagem a Austin a comer a metade a duas semanas, tive que parar com o P90x. Não havia grande forma de o fazer enquanto no States e decidi parar no fim da quinta semana e estar parado duas semanas, recomeçando depois na sexta semana.

O que eu não contava era com o jet lag e com uma constipação monstra que apanhei quando voltei para Portugal. Ainda fiz três dos seis dias da sexta semana, mas depois tive que me render.

Parei os três dias finais, mais o dia de descanso e agora vou recomeçar, mas de novo na semana seis.

Na prática, isto atrasa-me o programa em três semanas, mas não é mais do que um atraso: a luta continua até aos 90 dias!

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Momentos SXSW – Humongous Burgers

Publicado em , por Pedro Couto e Santos

O Casino El Camino é um bar na 6th Street de Austin, depois de uma verificação de ID e uma revista às malas, o ambiente é escuro e calmo, a música “alternativa” toca alta, uma TV passa episódios do Batman dos anos 60.

Assentámos arraial no andar de cima, onde a iluminação era vermelha e a Taylor serviu-nos umas cervejas; a colega dela, a quem não cheguei a perguntar o nome, tinha um longo cabelo liso que lhe descia até abaixo das nádegas.

A cozinha era no piso inferior e tinha um guichet onde se faziam os pedidos e se pagava, depois o nome de cada um era anunciado pelo PA, para irmos buscar a comida. Optámos todos por hamburgers.

A carne picada vinha metida dentro de enormes “salsichas” de plástico, abertas com uma faca, de onde eram retiradas bolas de carne não muito menores que uma bola de handball. As ditas eram espalmadas em hamburgers que deviam ter à volta de 2,5 – 3 cm de altura e que iam para o fogo grelhar.

Eram tão grandes que ficámos na dúvida sobre qual a melhor técnica para comer aquelas bisarmas. No fim lá nos safámos sem deslocar o maxilar.

O Gustavo tirou estas duas fotos, que me parecem exemplificativas:

Humongous burger

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