Desde segunda-feira que os rapazes da Transtejo estão de greve. Como não gostam do facto dos colegas da Soflusa ganharem mais uns euros que eles no subsÃdio de assiduidade, decidiram lixar a vida a toda a gente, para mostrar quão importantes são.
No caso da Transtejo, estamos a falar de uma greve que cai precisamente nas horas de ponta – de manhã e ao fim do dia – durante cinco dias, o que só demonstra uma vontade de maximizar o transtorno aos utentes do serviço. Se assim não fosse, a greve era de 24 horas e acabou-se.
Temos ainda as greves à s sextas-feiras e perto de feriados; essas então não têm qualquer outro objectivo senão o de providenciar um fim de semana prolongado a quem adere à “forma de luta”. Enquanto 15 gatos pingados participam numa manife, o resto está na Costa da Caparica a apanhar Sol.
Hoje – terceiro dia – a coisa correu suavemente e sem incidentes. Mas não foi assim nos dois primeiros dias.
Segunda-feira, saà de casa, meti-me no carro e rumei ao Pragal. Usei o meu conhecimento da cidade para estabelecer o percurso que me pareceu mais rápido e com menos trânsito e senti-me satisfeito por verificar que rapidamente estava a passar em frente ao Hospital, rumo à estação.
Logo à direita havia uma saÃda marcada simultâneamente “parque” e “bus”. Desta vez ignorei as regras e virei. No entanto a única coisa que vi foram dezenas de carros estacionados nas bermas… e nenhuma entrada para um parque: descoberto ou subterrâneo. Nada.
Não desisti… mais uma volta ao carrossel e desta vez não virei à direita. Continuando a seguir uma estrada sinuosa, cheguei a uma rotunda. A primeira saÃda estava claramente marcada: “parque”. Virei.
Qual não foi o meu espanto quando dei comigo mesmo precisamente no mesmo sÃtio: carros nas bermas, a entrada para a estação e “zonas bus”. Arrisquei mais um pouco e meti-me por uma dessas zonas bus… no entanto não passavam disso mesmo: paragens de autocarro. Entrada para parques de estacionamento: zero.
Mais uma volta… o tempo a passar e eu já atrasadÃssimo, mas sem desistir.
Desta vez decidi não sair na rotunda onde dizia “parque”, mas sim na saÃda seguinte, onde quatro tabuletas em branco indicam aquilo que pensei tratar-se do fim do mundo. Quando digo em branco quero dizer: sem nada lá escrito. Tabuletas vazias, desertas, sem texto, nem bonecos, nem cores, nada.
Seguindo por aÃ, atravessa-se a linha do futuro metro de superfÃcie, vê-se o instituto Piaget e… espanto: o parque subterrâneo da Fertagus!
“Claro!” – pensei eu – “É óbvio que era preciso virar para a saÃda que não diz a ponta de um corno!“
Mais um treino, ontem, com castigo do corpo na primeira parte, sob a forma de um aquecimento razoavelmente mais puxado do que tem sido comum nos últimos tempos.
Houve ali um bocado em que estava mais ou menos a ver tudo preto, mas com calma e dedicação, consegui recuperar e voltar ao treino.
Seguiram-se alongamentos e depois, treino de exame. Primeiro, formas de combate e depois gong li quan.
A meio da segunda parte do treino, o Tiago pediu-me para ajudar na lian bu quan e eu tive uma branca. Não consegui ajudá-lo, o que me deixou algo preocupado… tenho que rever urgentemente a forma do primeiro nÃvel.
Terminei o treino com a sensação de que tinha sido atropelado por um autocarro, com a caixa toráxica a pedir descanso, mas satisfeito.
Valeu a pena, mais uma vez.
Hoje de manhã, acordei com falta de ar e cheio de dores no peito e nas costas… tenho que aprender a moderar-me mais.
Com o tempo, a BD deixou de me interessar: as histórias principais dos x-men já tinham sido contadas e aquilo começava a ser demasiada reciclagem com introdução de personagens novos… alguns completamente ridÃculos, como o Gambit que, entre outras coisas, lançava cartas de jogar.
Era com algum entusiasmo que esperava o terceiro filme, que tinha a obrigação de contar a história deste complicado personagem.
Acho lamentável que o Bryan Singer tenha abandonado o projecto e levado consigo membros da equipa que fez os dois primeiros filmes. O terceiro x-men perdeu claramente com isso e fico agora na expectativa de que o Superman Returns seja um filme verdadeiramente fabuloso, para que tenha valido a pena “estragar” os x-men.