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    test

    O Fehér

    January 31st, 2004 by macaco

    No dia 25 estava sentado em casa dos meus pais, a ver o Benfica sofrer frente ao Guimarães para tentar não se afundar ainda mais na tabela… enfim, daquelas coisas.

    Tinha acabado de ser golo e o jogo estava quase a acabar, as coisas corriam tão bem quanto podiam estar a correr num jogo mau e desinteressante, ainda por cima à chuva, num campo nojento, coberto de lama.

    E então, depois de um cartão amarelo patético, apanágio dos árbitros portugueses, o Fehér, dobrou-se para a frente, na sala alguém disse “belo rabo, hein” e depois ele caiu para trás, morto. Ficámos todos mais ou menos aparvalhados.

    Todos os dias morrem pessoas, é um facto. Pessoas jovens ou idosas, adultos e crianças, mulheres e homens, mas por qualquer razão, toda aquela cena me deixou um bocado chocado com reacções que não sei bem explicar.

    Nos dias que se seguiram, a comunicação social portuguesa explorou ao máximo o acontecimento para seu benefício próprio, tentando fazer os possíveis e impossíveis para ganhar dinheiro com a morte. Todos os directores de informação das televisões e os directores de jornais por esse Portugal fora deve estar entusiasmadíssimos com os lucros que a morte do Fehér lhes deu.

    Há limites, acho eu. E mais uma vez - se bem que sem grande surpresa, diga-se - eles foram largamente ultrapassados.

    Quanto ao Húngaro, que morreu em campo, em Guimarães, aos 24 anos: acabram-se-lhe as preocupações, a morte é para os vivos.

    Lista actualizada de coisas que não suporto

    January 30th, 2004 by macaco

    Só para não esquecer:

    1 - A utilização da palavra “galáctico” para descrever algo de fantástico e/ou famoso, noramalmente jogadores de futebol.

    2 - As botas e sapatos de mulher que terminam em bico, tipo-palhaço

    3 - A mania da pedofilia (enough said).

    4 - Pessoas que vestem t-shirts ao assento do carro e põem lencinhos no encosto de cabeça

    5 - Pessoas que abrem o chapéu de chuva em pequenos percursos com muita gente, como do terminal até ao cacilheiro.

    6 - Pessoas que andam com fitinhas sem nada pendurado, à volta do pescoço. Ou mesmo as que penduram a chave do carro, ou a chave de casa… que espécie de joalharia decorativa é aquela? A que ponto chegou a nossa civilização que, por causa de uma moda, vemos homens adultos a passear-se com a chave do carro pendurada ao pescoço como se isso fosse normal?

    When I’m 64

    January 27th, 2004 by macaco

    Entre o Verão e o Inverno de 2003, perdi cerca de 7 kg.

    Quando fiz 30 anos, em Junho, pesava 74 kg., que era o máximo que já tinha pesado. No final do ano tinha mais ou menos estabilizado nos 67 kg.

    Ontem à noite pesei-me, coisa que já não fazia há muito tempo e estou com 65 kg. Já não falta muito para os 64…

    Mais duas coisas que não suporto

    January 27th, 2004 by macaco

    Aqui vão mais duas coisas que não suporto para a lista:

    1 - Pessoas que vestem os bancos do carro. Há três tipos distintos: o primeiro simplesmente cobre o assento com uma cobertura fabricada para o efeito e não se encaixam muito bem no grupo de pessoas que vestem os bancos do carro, porque na verdade trata-se apenas de cobrir os ditos para os proteger, enfim… talvez seja comparável às pessoas que cobrem os sofás com plástico.

    O segundo e terceiro tipo são aqueles que verdadeiramente são insuportáveis: uns vestem os assentos do carro com t-shirts e os outros põe-lhes lencinhos na “cabeça”.

    É tão “giro” (sarcasmo, sarcasmo). Todos os dias passo por um carro que tem uma tshirt vestida em cada banco e por um outro que em ambos os encostos de cabeça tem pequenas e coloridas bandanas.

    O que se seguirá? Gravatas no espelho retrovisor? E que tal uma meia em cada pedal? Vestir os bancos dos automóveis com roupinhas é errado e devia ser considerado crime contra a humanidade.

    2 - Pessoas que abrem o chapéu de chuva no meio de grandes grupos para pequenos trajectos sob chuviscos insignificantes.

    Assiste-se com frequência a este comportamento nos transportes públicos, por exemplo. Quando toda a gente tem que esperar que toda a gente abra o chapeuzinho de chuva para ir da paragem ao autocarro, ou do terminal ao cacilheiro. E depois não se consegue andar porque todos chocam uns com os outros e varetas passam perigosamente perto de olhos. Apetece trazer um megafone e gritar “fechem essa porra, é só chuva carago! se andassem depressa já tinha passado!”

    Que se passa com os macacos?

    January 27th, 2004 by macaco

    Durante uns dias o Macacos sem galho esteve inacessível via www.macacos.com. Só quem conhecia o url gridpoint.maquina.com/~solo/ é que conseguia aceder.

    A coisa já me parecia estranha, porque os outros domínios que estão no mesmo DNS estavam a funcionar. Até que um belo dia se fez luz (coisa rara). Tinha deixado expirar o domínio. Mas já está tudo normal outra vez, pelo menos até 2007.

    Bem vindos de volta a este antro de perdição.